Williams anuncia sua venda para um grupo de investimentos norte americano

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sexta-feira, 21 agosto 2020
Fórmula 1

Nesta sexta-feira (21) foi concretizada a venda da Williams para o grupo de investimentos Dorilton Capital. A notícia foi dada através de um comunicado da própria empresa. A equipe teve grandes pilotos e vitórias memoráveis em sua história. Porém, não vem mais repetindo os feitos do passado e passa por crise econômica. Segundo a chefe do time, Claire Williams, filha do fundador Frank Williams, a operação garante o funcionamento e o futuro da organização num longo prazo.

Por Carla Taissa, Rio Negro, PR

Apesar do anúncio dessa sexta-feira, segundo informações da própria equipe, o processo de venda com a Dorilton Capital foi formalizada em maio. Assim, a decisão ocorreu por conta de uma reformulação estratégica da Williams. Isso devido aos problemas econômicos enfrentados pela escuderia em consequência da pandemia do novo coronavírus. Outro ponto negativo foi a queda nas receitas de patrocínios.

No comunicado, a Williams também informou que a venda do time teve total aprovação do conselho da equipe, que inclui também seu fundador Frank Williams. Mas, apesar da transação, a escuderia seguirá disputando a Fórmula 1 com o mesmo nome. Além disso, os novos proprietários não pretendem mudar a fábrica da equipe, que tem sua base em Grove. Também, ao lado da Ferrari e da McLaren, o time renovou nesta semana o contrato com a Fórmula 1 até o final de 2025. Claire Williams também afirmou que a família está feliz com a transação, pois, segundo a chefe da equipe, eles queriam encontrar parceiros que compartilhassem a mesma paixão pelo esporte e valores.

Williams e sua história na Fórmula 1

A Williams é uma das escuderias com maior tradição na categoria e já foi uma das potências da F1. Isso devido ao seu destaque na década de 1980. Assim, os primeiros títulos de construtores e pilotos vieram com Alan Jones e Keke Rosberg. Outros momentos importantes foram suas parcerias com Honda e Renault para fornecimento de motores. Então vieram mais conquistas: os títulos de pilotos, em 1987, com Nelson Piquet, em 1992, com Nigel Mansell e, em 1993, com Alain Prost. Depois vieram os títulos de Damon Hill, em 1996, e Jacques Villeneuve em 1997. Nestas temporadas, a Williams ainda foi campeã de construtores (1986, 1987, 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997).

Nos anos 2000 a equipe tentou se manter competitiva, porém se viu distante de seus dias vitoriosos. De 2000 a 2005, a escuderia fez uma parceria com a BMW. Mas, na época, Frank Williams não quis vender sua equipe à montadora alemã. Desde então, a escuderia entrou em declínio e obteve apenas uma vitória, com Pastor Maldonado no GP da Espanha de 2012. Após esse período, a Williams teve um curto renascimento com Valtteri Bottas e Felipe Massa. E o time passou a usar os motores Mercedes. Mas, aos poucos, a equipe perdeu competitividade a ponto de ser a pior do grid em 2018 e 2019.

A Williams em 2020

Nesta temporada a escuderia segue com desempenho longe dos pódios saudosos da era 1980. Assim, em 2020, a equipe continua nas últimas colocações do grid. Mas, o time vem dando indícios de recuperação e animando seus fãs com George Russell. O jovem já recebeu diversos elogios de Claire Williams. Porém, Russell e seu companheiro de equipe Nicholas Latifi, ainda não marcaram pontos. E a escuderia britânica ainda não convenceu com seu carro. Por isso, a Williams espera novos investimentos e renovação com a Dorilton Capital para voltar aos pódios da Fórmula 1 no futuro.

Foto destaque: Reprodução/Twitter/Williams Racing

Carla Taissa

Carla Taissa

Estudante de jornalismo, escritora e fotógrafa freelancer. Futebol, esportes de velocidade, futebol americano e basquete são suas paixões, quando não está escrevendo ou viajando.

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