Visando o returno do CBB, Diego Pinheiro, técnico do Vila Nova/AEGB, afirma: “Não tem milagre, tem suor”

Visando o returno do CBB, Diego Pinheiro, técnico do Vila Nova/AEGB, afirma: “Não tem milagre, tem suor”

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segunda-feira, 22 fevereiro 2021
Campeonato Brasileiro

No início de fevereiro, a laranja subiu para o Campeonato Brasileiro de Basquete (CBB). O torneio, equivalente a segunda divisão nacional, é composto por 16 equipes, que representam as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Duas conferências, Gerson Victalino e Hélio Rubens, abrigam seis times cada. Entre os dias 8 e 13, aconteceu o primeiro turno da Gerson. Assim, Vila Nova/AEGB, Anápolis, Botafogo, Osasco, Flamengo Blumenau e Black Star entraram em quadra. Sabendo disso, a Poliesportiva conversou com Diego Pinheiro, técnico interino do Vila. 

Por: Luciano Massi, São Paulo-SP

 

Sem dúvida, a atual temporada está sendo bem atípica. Não apenas no esporte brasileiro, como também em todo o mundo. Afinal, competições se desenrolam em meio a pandemia do novo coronavírus. Com isso, todos os envolvidos na realização do campeonato tiveram de se adaptar ao “novo normal”. Isso inclui os times, que devem seguir todos os protocolos criados pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

 

“Teve que adaptar uma série de coisas para que realizasse o evento. Tinha a demanda da CBB e da Secretaria (de esportes), que fez uma parceria para ceder o ginásio (Rio Vermelho), do que deveria ser feito. E a gente, sem ter a experiência necessária para fazer jogos, teve esse desafio. Acho que a gente conseguiu, na medida do possível. Algumas coisas foram cobradas pela CBB. Recebemos algumas multas, mas sanamos no decorrer do torneio”, afirmou Diego, sobre os desafios criados pela pandemia.

 

Mesmo com testagens e o cuidado redobrado para não contrair o vírus, não há como obter 100% de eficácia no combate à covid-19. Portanto, as chances de um time sofrer com desfalques aumentam significativamente. No caso do Vila Nova/AEGB, sete atletas e o treinador Breno Pinheiro, irmão de Diego, testaram positivo ainda na pré-temporada.

 

“O que aconteceu com a gente foi meio complicado. Em um mês de trabalho, treinamos a primeira semana e descobrimos que o técnico, assistente técnico e sete jogadores estavam com covid. Eu, que não era o técnico, tive que assumir e tocar o trabalho. E na última semana antes da estreia, estávamos sem saber como os jogadores iriam voltar da covid, cada um tem uma reação. A gente teve que voltar com todo o cuidado. Mas já sabia que ia tomar um prejuízo muito grande”, contou Diego, sobre a preparação da equipe”. 

 

Desse modo, o Tigre iniciou sua participação do Brasileirão. A estreia aconteceu no dia 8 de fevereiro, diante do Black Star, no ginásio Rio Vermelho, em Goiás, local escolhido para abrigar a primeira mini-sede do certame. Porém, quem levou a melhor foram os catarinenses, que venceram por 52 a 101.

Depois disso, mais um revés, no clássico goiano contra o Anápolis. Posteriormente, a equipe enfrentou Osasco, Flamengo Blumenau e encerrou o primeiro turno contra o Botafogo. Assim, terminou a primeira janela na sexta, e última posição, com cinco derrotas em cinco jogos. Diego Pinheiro comandou o time neste turno. E analisou o desempenho do Vila.

 

“Faltou o Vila ter ganhado uns dois jogos, que eram possíveis. Mas como a preparação foi toda prejudicada, é muito complicado você falar: ‘poderia ou não poderia’. Teve toda essa complicação, que foi muito grave para a gente”.

 

Para quem não sabe, o Brasileirão de 2021 trouxe consigo uma grande novidade. Nesta edição, todos os jogos do torneio possuem transmissão ao vivo. As partidas são exibidas, gratuitamente, no site da CBB.

 

“Sobre o Campeonato Brasileiro ser transmitido via internet, eu acho que é muito importante. Acho que é uma coisa que demorou, poderia ter chegado em outros anos. O público tem, mas a gente tem que cativar ainda mais. Temos que procurar dar mais qualidade aos nosso jogadores para termos um show melhor”.

 

Diego Pinheiro ressaltou a importância das transmissões para o sucesso do basquetebol brasileiro. Mas também indicou que somente isso não basta. É necessário olhar com carinho para as categorias de base.

 

“O Brasil não tem mais aquele show que tinha antigamente. Antes, era um basquetebol de muito mais qualidade, com jogos de nível. Hoje, está muito concentrado na questão do NBB. O NBB é visibilidade, é o que todo mundo está querendo jogar. Tá faltando jogador, tá faltando uma qualidade maior no NBB. Com isso, falta uma qualidade maior nos jogadores do CBB. Acredito que se a gente parar um pouco, dar uma respirada, todo mundo começar a olhar para trás e trabalhar o jogador de base, talvez tenha três ligas, ou até mesmo uma quarta liga.”

 

Por certo, o encerramento do primeiro turno da Conferência Gerson Victalino se deu no dia 13 de fevereiro. Naquela ocasião, a equipe do Botafogo bateu o Vila por 59 a 75. Depois do duelo, os colorados voltam às quadras apenas no dia 8 de março, contra o Black Star. Sendo assim, a comissão técnica terá pouco mais de 20 dias de preparação para o segundo turno.

 

“Nesses 20 dias, a gente teve que dar um descanso. Porque foi um campeonato muito tenso emocionalmente. Os jogadores ficaram nervosos com a questão de perder todos os jogos. E eu expliquei para eles: ‘não tem milagre, tem suor’. Agora, teremos 20 dias para acertar o que pode. Mas a gente não pode se iludir e entrar na quadra achando que vai ganhar todos. A nossa cabeça tem que estar voltada a ganhar, mas não podemos achar que será tudo vitória nossa. Temos que preparar, principalmente, a questão defensiva, a questão ofensiva e o físico, pois sete jogadores com covid prejudicam muito na questão física”, completou.

 

Foto destaque: Ildeu Iussef/EG

Luciano Massi

Luciano Massi

Paulistano de 21 anos. Estudante de jornalismo. Narrador, repórter, amante do automobilismo, futebol, basquete e esportes olímpicos.

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