Velloso faz apelo para a profissionalização dos atletas no futsal: “Apenas três ou quatro equipes registram jogadores com carteira assinada”

Velloso faz apelo para a profissionalização dos atletas no futsal: “Apenas três ou quatro equipes registram jogadores com carteira assinada”

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segunda-feira, 29 junho 2020
Liga Nacional

Depois de uma boa temporada sendo vice-campeão da Copa Paulista de 2016 pela ADC Ford/Taubaté, além de passagens por clubes como São José/Valesul e Pulo do Gato/Sanasa, Velloso chegou em 2017 para defender a Intelli Futsal. Contudo, o goleiro da equipe concedeu uma entrevista exclusiva à Rádio Poliesportiva no Instagram e fez um apelo para a profissionalização dos jogadores de futsal.

Por Thiago Lopes, Caieiras-SP

Quando chegou, Velloso falou sobre a responsabilidade em defender a camisa da Intelli, por onde passaram grandes goleiros. Entretanto, hoje o camisa 25 já está indo para a quarta temporada com a camisa da equipe, por qual realizou mais de 50 partidas na LNF. Além de ter marcado um gol. Assim, se tornando uma das referências do clube.

Apelo de Velloso

O camisa 25 da Intelli/Tempersul/Dracena, ao tratar sobre sobre um assunto recorrente no futsal, no bate-papo com o jornalista Hézyo Sadu,  fez um apelo a realidade dos jogadores profissionais de futsal.

Infelizmente o nosso futsal deixa muito a desejar na questão de profissionalização, de garantias, de respaldo aos jogadores… São apenas três ou quatro equipes que registram jogadores com carteira assinada. A maioria dos contratos são 10 meses de pagamento. Esses dois meses fazem uma grande falta a um jogador que precisa ajudar o pai, a mãe… Falta bom senso de pessoas maiores lá de cima pra brigar por essa causa”.

O experiente de 31 anos ressaltou também a ausência dos direitos de um atleta profissional na modalidade como um trabalhador normal.

“Já ouvi falar que ‘se profissionalizar vai acabar um monte de time’, mas então o cara pode ficar desempregado com dois meses sem receber? Acho que é muito ruim pra nós. ‘Um trabalhador normal’, no final do ano, chega em dezembro tem o 13º, pega a parcela de férias… Se é mandado embora tem seis meses de seguro desemprego, FGTS, nós do futsal não. Os responsáveis tinham que pensar mais na PESSOA do atleta”.

Velloso faz apelo para a profissionalização dos jogadores profissionais de futsal

Velloso renovou seu contrato com a Intelli/Dracena em fevereiro. Foto: Reprodução/Instagram

Situação corriqueira na modalidade

Velloso destacou que, se o jogador não tem o contrato renovado com determinado clube já é certo que no ano seguinte irá receber apenas 10 meses. Consequentemente, muitos tendem a jogar um ‘extra’. Isso porque, para garantir um dinheiro durante esses 60 dias, muitas vezes os jogadores atuam em campeonatos de várzea. “Infelizmente o nosso futsal deixa muito a desejar na questão de profissionalização. Deveriam olhar com mais carinho, são situações muito difíceis pra gente”.

– Hoje estou aqui (empregado), mas se a Intelli/Dracena não renova comigo, vou ter que procurar uma nova equipe. Ai me apresento em fevereiro e só recebo em março, e os outros meses? Tenho uma filha, uma mulher que depende mim… Acredito que se alguém der o primeiro passo, vários jogadores vão aderir também. Espero que em breve possa vir um sindicato para brigar pelos direitos dos jogadores com melhores condições. Com salários em 12 meses, uma carteira registrada… Será importante não só para o jogador, mas para a modalidade também – finalizou.

Thiago Lopes

Thiago Lopes

Thiago Lopes, 20 anos. Estudante de jornalismo - 6º semestre.

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