Tim Duncan: o ídolo eterno do Spurs

Tim Duncan: o ídolo eterno do Spurs

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terça-feira, 04 agosto 2020
Step-back pela história

Nesta semana, a coluna Step-back pela história irá relatar a carreira de Tim Duncan, o ala-pivô que mudou o San Antonio Spurs de patamar e se tornou um dos atletas mais vitoriosos da NBA. No entanto, The Big Fundamental, como é denominado pelos fãs, vai muito além do basquete em si, o jogador é graduado em psicologia com um projeto de conclusão de curso emblemático: Fanfarrões, Esnobes e Narcisistas: Reações Interpessoais ao Narcisismo Exagerado.

Por: Caio César Esplugues, Guarulhos-SP

FASE UNIVERSITÁRIA: ALÉM DE UMA PRIMEIRA ESCOLHA DE DRAFT

Desde o princípio, foi inevitável o jogador chamar a atenção dos olheiros, sua facilidade em arremessar era impressionante. Assim, em apenas 50 jogos disputados, já havia a certeza de que seria uma primeira escolha de draft. Dessa forma, durante a sua passagem pela Universidade de Wake Forest, o atleta foi eleito três vezes Melhor Jogador da Conferência ACC. Além disso, em seu último ano antes de ir ao Spurs, conquistou o prêmio de Melhor Universitário na temporada 1997.

Contudo, antes da morte de sua mãe, Tim havia feito uma promessa de que concluiria a graduação. Desse modo, cumpriu sua palavra e terminou a faculdade antes de ir para a NBA, porém de forma diferenciada. O seu TCC apresentado foi utilizado durante toda a sua trajetória no basquete como inspiração na maneira em como lidou com o sucesso durante a carreira. Portanto, demonstrou o quão valioso foi seguir um conselho materno.

“Ele era um dos estudantes mais intelectuais que já dei aula. Tirando a altura, ele era como qualquer estudante de lá.” – afirmou Deborah Best, professora de Duncan na universidade.

Tim e seu pai, William Duncan, quando foi escolhido no Draft pelo Spurs. (Foto: Reprodução/AP PHOTO).

Timmy e seu pai, William Duncan, quando foi escolhido no Draft pelo Spurs. (Foto: Reprodução/AP PHOTO)

SAN ANTONIO SPURS

Em 1997, o atleta foi a primeira escolha do draft pelo Spurs, franquia que nunca havia conquistado um título. Posteriormente, deu início em sua trajetória sendo nomeado o Novato do Ano da NBA em 1998. Nesta temporada, já demonstrou sua dominância, alcançando uma média de 21,1 pontos, além de 11,9 rebotes. Ademais, terminou em quinto na votação para MVP e foi um dos poucos estreantes selecionados para o Primeiro Time do All-Star, feito realizado anteriormente por Larry Bird em 1980.

Maior ídolo da história da equipe, Duncan venceu o inédito anel em 1998/1999, sob o comando de Gregg Popovich e protagonizando uma dupla letal ao lado de David Robinson. Na sequência, ainda conquistaria mais quatro títulos, sendo eleito três vezes MVP das finais, além de ser eleito o jogador mais valioso da temporada em duas oportunidades. Com 38 anos, ainda comandou a equipe ao lado de Kawhi Leonard contra o Miami Heat de LeBron James e Dwyane Wade em 2014.

GREGG POPOVICH E TIM DUNCAN: MESTRE E PUPILO

 É inegável o quão Timmy foi importante para a franquia durante sua carreira. Entretanto, a participação de Pop durante esse período foi primordial, resultando em uma marca histórica na NBA. Em 19 temporadas juntos, a dupla de técnico e jogador ultrapassou 1000 vitórias em Temporadas Regulares. Contando os playoffs, foram 1158 partidas conquistadas durante essa trajetória vitoriosa de ambos.

Além disso, a excelente relação resultou em uma integração de Tim Duncan à comissão técnica do Spurs. Em 2019, após a saída de Ettore Messina e Ime Udoka, Popovich decidiu chamar o ídolo para ser seu assistente. Dessa forma, foi reeditada a parceria que conquistou cinco títulos.

“É uma reviravolta adequada que, após servir como um leal assistente de Tim por 19 anos, ele agora venha retribuir o favor” – declarou o treinador, de forma humorada.

TIM DUNCAN E DAVID ROBINSON: TORRES GÊMEAS

Historicamente, há poucos jogadores que atuaram apenas por uma franquia durante sua carreira, porém, é o caso de ambos. Em 1987, David Robinson foi a primeira escolha de draft do Spurs, mas seu serviço ativo na Marinha lhe permitiu atuar apenas a partir de 1989. Em 1995, foi nomeado MVP, além de chegar nas finais da Conferência Oeste contra o Houston Rockets.

Com a chegada de Tim Duncan em 1997, a dupla dominante foi denominada de “Torres Gêmeas”, apelido que persistiu durante os seis anos juntos. Em seguida, o inédito título veio na temporada 1998-99 após vencer o New York Knicks. Todavia, nem só de conquistas viveram essa dupla, a hegemonia do Los Angeles Lakers da dupla Kobe Bryant e Shaquille O’Neal impossibilitou uma sequência vitoriosa. Desse modo, o segundo anel ocorreu apenas em 2002-03, último ano de Robinson antes da aposentadoria.

Tim Duncan e David Robinson formaram uma dupla letal e conquistaram a NBA em 1999 e 2003. (Foto: Sports Illustrated).

Tim Duncan e David Robinson formaram uma dupla letal e conquistaram a NBA em 1999 e 2003. (Foto: Sports Illustrated).

O FIM DE UMA ERA: COMO SERÁ O SPURS SEM DUNCAN?

Em 2016, chegou o momento da aposentadoria do maior ídolo da história do San Antonio Spurs. Anteriormente, vale ressaltar que já havia tido uma comoção na liga, pois Kobe Bryant também encerrou sua trajetória no mesmo ano. Assim, dois atletas que marcaram uma geração deixariam uma lacuna nas franquias em que marcaram época. Desde então, ambas as equipes não voltaram a conquistar um título de NBA.

Portanto, os texanos decidiram aposentar a camisa 21, número no qual o ala-pivô utilizou durante a sua carreira. Nesse sentido, Timmy foi o oitavo jogador a ter esse feito realizado pela franquia, juntando-se a Bruce Bowen (12); Sean Elliott (32); George Gervin (44); David Robinson (50); Johnny Moore (00); Avery Johnson (6) e James Silas (13). Uma era foi estabelecida e jamais será esquecida, The Big Fundamental certamente estará eternamente no Hall da Fama do Basquete.

Foto destaque: Instagram/Spurs

Caio César Esplugues de Oliveira

Caio César Esplugues de Oliveira

Desde minha infância já tinha escolhido o jornalismo como profissão, sentia que poderia ter conhecimento necessário e flexibilidade na comunicação com o público, além de não "passar pano" par[...]

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