“Tempestade brasileira”: grandes nomes do mundial de Surfe 2017

“Tempestade brasileira”: grandes nomes do mundial de Surfe 2017

Like
1389
0
sexta-feira, 14 abril 2017
Surf

O Circuito Mundial de Surfe 2017, que começou a todo vapor no dia 14 de março em Gold Coast, na Austrália, abrindo a primeira das três etapas da perna australiana, passando por Margaret River e Bells Beach, conta para esta temporada com 9 brasileiros disputando o título. Além disso, dos 34 surfistas participantes, pelo menos 7 possuem chances reais de conquista, sendo no mínimo 3 nomes da chamada “Tempestade brasileira”.

A primeira fase será round no loser, ou seja, os dois perdedores de cada bateria vão para uma bolha, ou repescagem, enquanto os vencedores avançam direto para a terceira fase. A terceira etapa do Circuito Mundial feminino ocorrerá no mesmo evento.

Contudo, para representar o Brasil, o conhecido campeão mundial Gabriel Medina terá muito mais dificuldade esse ano, já que terá de enfrentar 8 competidores brasileiros, sem contar grandes nome do surf mundial como John John Florence (EUA), que atualmente lidera o ranking com 16.500 pontos. A vice-liderança pertence ao australiano Owen Wright, com 15.200. Adriano de Souza é o brasileiro mais bem colocado, que após ser derrotado por Filipe Toledo nas quartas de final de Margaret River, acumula 9.200 pontos, dividindo o quarto lugar com o sul-africano Jordy Smith.

Por isso e com tantos brasileiros na disputa, trazemos aqui um pouco da história de cada um dos grandes nomes do Surfe nacional, analisando suas trajetórias e carreiras até o momento:

Foto: Cenasurf

JADSON ANDRÉ

De família humilde, aos 10 anos por brincadeira, Jadson começou a surfar nas praias de Natal (RN), principalmente na Praia de Ponta Negra, onde fica o grande ponto turístico da cidade, o Morro do Careca. Atualmente pode ser considerado um dos melhores surfistas profissionais do Brasil. Uma de suas grandes conquistas foi o título da etapa do Brasil do circuito mundial em 2010, realizado em Imbituba (SC). Com apenas 20 anos de idade e estreante na divisão de elite do surfe mundial, venceu na ocasião o americano Kelly Slater, um dos maiores surfistas do mundo em atividade.

 

Foto: Cenasurf

MIGUEL PUPO

Local de Itanhaém e o que mais ganhou de Kelly Slater em baterias, vencendo-o em 11 das 15 em que se enfrentaram, Miguel foi para o circuito mundial em 2012 após vencer três vezes os torneios da WQS – espécie de categoria de acesso do surfe. Outro ponto importante, é que o surfista é seguido de perto por seu irmão mais novo, Samuel, que está seguindo os passos do irmão.

 

 

Foto: Cenasurf

ADRIANO DE SOUZA

Popularmente conhecido como Mineirinho, Adriano nasceu no Guarujá (SP) e, em 2015, foi campeão mundial de surfe pelo circuito, sendo o segundo brasileiro da história a se tornar campeão do mundo. Além disso, foi o primeiro surfista brasileiro campeão em Pipeline, modalidade de tubo. Em 2011, venceu a terceira etapa do mundial na Praia da Barra da Tijuca (RJ), tornando-se o primeiro surfista brasileiro a liderar o ranking mundial do esporte. Em 2015, no Pipeline, além de ser o primeiro brasileiro a conquistar a etapa, chegou ao inédito título mundial, vencendo na semifinal o havaiano Mason Ho. Na final, enfrentou o também brasileiro Gabriel Medina (campeão em 2014) levando a melhor e conquistando a etapa. Esta foi a primeira vez que dois brasileiros disputaram a final da etapa de Pipeline do circuito mundial de Surfe.

 

Foto: Cenasurf

CAIO IBELLI

Depois de um título em torneios da WQS, Caio Ibelli foi campeão na própria WQS de 2015 e se classificou para o mundial em 2016. Para esta temporada, promete ser uma pedra no sapato de seus colegas surfistas, principalmente, brasileiros.

 

 

Foto: Cenasurf

IAN GOUVEIA

Filho de um dos maiores nomes da história do surfe brasileiro – Fábio Gouveia -, Ian chegou ao auge de sua carreira até aqui ao terminar 2016 em nono do ranking do WQS e se classificar para a elite do surfe mundial em 2017. Do pai, o garoto herdou a irreverência, a sintonia com as ondas, a linha e o estilo, pois trabalha incessantemente para evoluir.

 

 

Foto: Cenasurf

FELIPE TOLEDO

Também conhecido como Filipinho, é local de Ubatuba (SP), filho de Mari e do surfista Ricardo Toledo, bicampeão brasileiro (1991 e 1995). Em 2013, aos dezessete anos, Toledo ingressou no Circuito Mundial de Surfe. tendo ficado entre os cinco primeiros colocados nas etapas do Billabong Rio Pro e na quinta colocação do Volcom Fiji Pro, situando-se em terceiro na etapa de Quiksilver Pro France. No circuito mundial de Surfe de 2014, acumulou 28.150 mil pontos e terminou a competição em 17º. Destacou-se nas duas últimas etapas ao situar-se em ambas na quinta colocação. Ainda no mesmo ano, Toledo ficou em primeiro lugar no raking da WQS.

 

Foto: Cenasurf

WIGGOLLY DANTAS

Mais um surfista local de Ubatuba, conhecido como Guigui, Dantas é um “showman” no quesito Pipeline, em praias temidas pelos mais experientes surfistas do mundo. O surfista de 25 anos surfou pela primeira vez aos três anos de idade, carregado pelo irmão mais velho, Wellington, e desde criança viaja o mundo atrás das melhores ondas.

 

 

Foto: Cenasurf

ÍTALO FERREIRA

Apresentando dois títulos do Campeonato de Juniors, foi campeão do Quiksilver Pro Rio Junior e do Mormaii Pro Junior em Garopaba, os dois no Brasil. Em 2014, foi campeão da SuperSurfe, sendo considerado campeão brasileiro e, em 2015, vice-campeão no Moche Rip Curl Pro de Portugal perdendo para Filipe Toledo. Nesta temporada, por enquanto, Ítalo está de fora das competições por conta de uma lesão no tornozelo no início deste ano.

 

Foto: Cenasurf

GABRIEL MEDINA

Gabriel Medina Pinto Ferreira é mais conhecido por ser o campeão mundial de surf do circuito mundial de 2014, sendo o primeiro brasileiro a vencer um mundial de Surfe. Aos 20 anos, tornou-se campeão mundial antecipadamente durante a última etapa do circuito no Havaí, ao ver seus adversários diretos ao título não conseguirem atingir as quartas de final da etapa. Além dos belos resultados, em 2012, durante um treino, ele foi o segundo surfista do mundo a realizar uma das manobras raras mais difíceis do esporte: o back flip (um mortal de costas). Essa manobra foi repetida na competição Oi Rio Pro 2016, sendo assim, o primeiro a realizá-la em uma competição oficial.

Confira as baterias da primeira fase que será realizada na etapa de Bells Beach (AUS):

  1. Matt Wilkinson (AUS) x Mick Fanning (AUS) xJadson Andre (BRA)
  2. Owen Wright (AUS) xMiguel Pupo (BRA) x Ezekiel Lau (HAV)
  3. Gabriel Medina (BRA) x Stuart Kennedy (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)
  4. Jordy Smith (AFS) x Kanoa Igarashi (EUA) x Nat Young (EUA)
  5. Kolohe Andino (EUA) x Jack Freestone (AUS) x convidado
  6. John John Florence (HAV) x Jeremy Flores (FRA) x convidado
  7. Adriano de Souza (BRA) x Caio Ibelli (BRA) x Joan Duru (FRA)
  8. Kelly Slater (EUA) x Josh Kerr (AUS) x Ian Gouveia (BRA)
  9. Michel Bourez (TAH) x Connor O’Leary (AUS) x Ethan Ewing (AUS)
  10. Joel Parkinson (AUS) x Adrian Buchan (AUS) x Frederico Morais (PRT)
  11. Filipe Toledo (BRA) x Conner Coffin (EUA) x Bede Durbidge (AUS)
  12. Julian Wilson (AUS) x Sebastian Zietz (HAV) x Wiggolly Dantas (BRA)

 

Rafael Lardieri

58 posts | 0 comments

Menu Title