Tandara questiona a presença de Tiffany na Superliga, mas é contrária ao projeto de lei 346/2019

Tandara questiona a presença de Tiffany na Superliga, mas é contrária ao projeto de lei 346/2019

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terça-feira, 01 setembro 2020
Vôlei

Recentemente, em entrevista ao portal de notícias Uol, Tandara reforçou sua opinião em relação a Tiffany. A última citada, foi a primeira transexual a disputar uma partida oficial da Superliga. Sendo assim, a oposto do Osasco Audax, reflete sobre a situação. A mesma não concorda com a participação da atleta do Bauru na competição. Todavia, se posicionou fortemente contra o projeto de lei 346/2019.

Por: Giovanna Monteiro, São Paulo, SP

PROJETO DE LEI 346/2019

Antes de mais nada, é necessário compreender sobre o que se trata o projeto de lei 346/2019. Sua ementa é baseada na premissa de que o sexo biológico deveria ser o único critério para a participação de atletas em competições oficiais no Estado de SP. Dessa forma, tem como base a participação de Tiffany, como já citada, na Superliga. A mesma defende o Sesi/Bauru desde o ano de 2017.

A OPINIÃO DE TANDARA

Embora o projeto seja apoiado com base na diferença física, há quem discorde da ação. Como por exemplo, Tandara, que retorna ao Osasco Audax pela temporada 2020/21. A mesma questionou a participação de Tiffany na competição, mas disse que não concorda com o projeto de lei já citado. No início de 2018, as duas se enfrentaram em quadra, e após a vitória, a atleta do Osasco declarou seu posicionamento sobre essa questão.

“…Hoje, eu respeito muito a história dela, pra sociedade é muito importante isso. Mas independente se a Tiffany faz diferença ou não em quadra, posso dizer que não concordo, pelo fato de ela participar de uma Superliga Feminina”, disse Tandara na época.

Recentemente, a atleta voltou a se posicionar sobre o assunto quando questionada pelo entrevistador. A princípio, disse que a opinião a respeito da participação da oposto na modalidade feminina não mudou. Além disso, também declarou que são várias jogadoras que atuam na mesma posição que Tiffany, e que podem estar disputando uma vaga em um clube. Mas reiterou que essa questão deve ser estudada à fundo. Por fim, afirmou que respeita muito a atleta.

“Eu disse que era contra a participação dela. E, agora, entrei no grupo dos “Atletas pela Democracia”. Eu tenho a CBV, que administra as competições. Da mesma maneira que a Tifanny foi autorizada a participar, ela não pode ser proibida por um projeto desses. Deve ser feito um estudo mais aprofundado. A vantagem que, por ventura, ela tenha deve ser comprovada. Não sou eu, nem o deputado que está tentando aprovar esse projeto, que vai decidir isso.”, disse Caixeta ao ‘Uol’.

Foto Destaque: Divulgação/CBV

Giovanna Monteiro

Giovanna Monteiro

Eu sempre fui uma pessoa muito curiosa, sempre gostei muito de ler livros e ouvir histórias, então o jornalismo sempre foi perfeito na minha opinião e com 14 anos já tinha decidido seguir nessa á[...]

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