Surf: melhores surfistas do mundo se enfrentam na Austrália

Surf: melhores surfistas do mundo se enfrentam na Austrália

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quinta-feira, 01 abril 2021
Surf

O World Surf League Championship Tour (CT) de 2021 está na icônica “surf city” de Newcastle, na Austrália. Aliás, que conta com os melhores surfistas do mundo para competir no Rip Curl Newcastle Cup apresentado pela cerveja Corona.

Assim,  prazo do evento começa nesta quinta-feira (1º) e a primeira chamada será às 17h (horário de Brasília) desta quarta-feira (31). Dessa maneira, este será o primeiro dos quatro eventos de surf da “perna australiana” que serão disputados nos meses de abril e maio.

SURFISTAS EM NEWCASTLE PELA 1ª VEZ

É a primeira vez em quase três décadas que uma etapa de surf valendo pontos para o título mundial será disputada em Newcastle, sendo que alguns competidores do CT nunca haviam surfado em Merewether Beach. Aliás, um deles é o bicampeão mundial e atual líder na corrida do título de 2021, John John Florence, que venceu, em dezembro, a primeira etapa da temporada na final com o também bicampeão mundial Gabriel Medina, em Pipeline, no Havaí.

“É ótimo estar numa sociedade que está perto de se livrar do COVID-19”, disse o havaiano John John Florence. “Eu, definitivamente, me sinto pronto e animado para começar a competir novamente.  Realmente tranquilizador para essa temporada termos quatro eventos seguidos nos próximos dois meses. É, também, a melhor forma de me preparar para as Olimpíadas, pois estarei competindo aqui contra os melhores surfistas do mundo”.

SURFISTA TYLER WRIGHT

A bicampeã mundial de surf, a australiana Tyler Wright, chega a Newcastle em primeiro lugar no ranking 2021 da WSL e busca manter essa posição nas próximas duas semanas. Ela está animada para competir na abertura da perna australiana no novo palco do CT de surf, que nos últimos anos vinha sediando uma importante etapa do WSL Qualifying Series.

“Realizar quatro eventos consecutivos na Austrália parece ser a decisão certa e lógica para o nosso esporte e estou feliz por começar aqui em Newcastle”, disse Tyler Wright. “O COVID-19 freou o nosso esporte e esta é a nossa saída para competir novamente no WSL Championship Tour. Esses novos locais também são empolgantes para nós e Newcastle tem sido uma experiência de boas-vindas muito agradável”.

CARISSA MOORE

A tetracampeã mundial da WSL, Carissa Moore, também está pronta para um grande ano, com os olhos fixados não apenas no quinto título, mas no ouro olímpico também, já que o surfe fará sua estreia olímpica em Tóquio ainda este ano. Um bom resultado em Newcastle aumentará sua confiança, mas a havaiana terá um início difícil, enfrentando a norte-americana Sage Erickson e a surfista local que recebeu a vaga de convidada, Philippa Anderson.

“Eu adoro estar na Austrália”, disse Carissa Moore.

“A quarentena de 14 dias foi bem difícil, mas agora fomos liberadas para viver em uma sociedade muito mais normal, sem COVID-19. É muito legal e estou super empolgada para competir novamente. Perdemos o ritmo porque a última vez foi no ano passado, mas agora temos quatro eventos pela frente e estou muito animada. Um pouco nervosa, certamente, mas bem animada também”.

ÚNICA SURFISTA BRASILEIRA

Aliás, a única representante feminina do Brasil este ano é Tatiana Weston-Webb. Assim, a gaúcha que mora no Havaí começou bem a temporada 2021.  Sendo a primeira mulher a vencer uma bateria do CT em Pipeline, onde terminou em terceiro lugar. Como resultado, perdendo nas semifinais para a atual campeã mundial, Carissa Moore. Tatiana foi escalada para a sexta bateria do Rip Curl Newcastle Cup, com a havaiana Malia Manuel e a australiana Isabella Nichols.

Assim como Carissa Moore, o também defensor do título mundial Ítalo Ferreira terá a tarefa de igualmente enfrentar um convidado local de Newcastle. O potiguar começou 2021 em terceiro lugar no ranking, perdendo o duelo brasileiro com Gabriel Medina nas semifinais do Billabong Pipe Masters no Havaí. Ele está na sexta bateria com dois australianos, Jack Robinson e o surfista de Merewether Beach, Jackson Baker.

RYAN CALLINNAN

Outro local é Ryan Callinan, que faz parte da elite do CT e vai estrear na décima bateria da primeira fase do Rip Curl Newcastle Cup. Nenhum surfista de Newcastle conseguiu vencer uma etapa, então são grandes as esperanças para Callinan fazer história esse ano.

O caminho para o Rip Curl WSL Finals – Após o início do CT 2021 em dezembro, no Havaí, o caminho para o Rip Curl WSL Finals agora passa por Newcastle. O Rip Curl WSL Finals é a nova competição de um dia, no estilo play-off, que determinará os campeões mundiais em setembro. Os títulos decididos pelos cinco primeiro colocados no ranking masculino e pelas cinco melhores do feminino. Eles e elas se enfrentarão em um único dia de surfe intenso nas ondas de alta performance de Lower Trestles, no sul da Califórnia, Estados Unidos.

PROTOCOLOS POR CONTA DA PANDEMIA

A WSL implementará um rígido e completo protocolo de saúde e segurança devido à COVID-19 para cada evento da perna australiana do CT, seguindo as orientações locais, federais e estaduais. O plano de saúde e segurança da WSL inclui medidas de distanciamento físico, verificações de temperatura, limpeza de superfícies, procedimentos de rastreamento de contato, estações de higienização em todo o local do evento e pessoal mínimo no local das etapas.

Todos os atletas em viagem e equipe de apoio concluíram a quarentena obrigatória de 14 dias no hotel e receberam autorização médica dos funcionários de saúde pública antes de entrar na comunidade geral.

Devido ao COVID-19, os eventos da perna australiana do CT serão executados com base no fechamento de fronteiras estaduais. Assim, seguindo estritamente as diretrizes e restrições dos governos federal e estadual. Todos os eventos e datas estão sujeitos a alterações, devido às restrições aplicáveis ​​relacionadas ao COVID-19, incluindo restrições globais de viagens.

PRIMEIRA FASE DO RIP CURL NEWCASTLE CUP (feminino):

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Nikki Van Dijk (AUS), Macy Callaghan (AUS)

2.a: Lakey Peterson (EUA), Tyler Wright (AUS), Keely Andrew (AUS)

3.a: Carissa Moore (HAV), Sage Erickson (EUA), Philippa Anderson (AUS)

4.a: Stephanie Gilmore (AUS), Johanne Defay (FRA), Bronte Macaulay (AUS)

5.a: Caroline Marks (EUA), Courtney Conlogue (EUA), Brisa Hennessy (CRI)

6.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Malia Manuel (HAV), Isabella Nichols (AUS)

PRIMEIRA FASE DO RIP CURL NEWCASTLE CUP (masculino):

1.a: Kanoa Igarashi (JPN), Conner Coffin (EUA), Deivid Silva (BRA)

2.a: Filipe Toledo (BRA), Jadson Andre (BRA), Morgan Cibilic (AUS)

3.a: John John Florence (HAV), Yago Dora (BRA), Mikey Wright (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR), Frederico Morais (PRT), Matt Banting (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA), Matthew McGillivray (AFR), Crosby Colapinto (EUA)

6.a: Italo Ferreira (BRA), Jack Robinson (AUS), Jackson Baker (AUS)

7.a: Jeremy Flores (FRA), Adrian Buchan (AUS), Connor O’Leary (AUS)

8.a: Owen Wright (AUS), Peterson Crisanto (BRA), Alex Ribeiro (BRA)

9.a: Julian Wilson (AUS), Wade Carmichael (AUS), Ethan Ewing (AUS)

10.a: Ryan Callinan (AUS), Griffin Colapinto (EUA), Leonardo Fioravanti (ITA)

11.a: Jack Freestone (AUS), Michel Bourez (FRA), Miguel Pupo (BRA)

12.a: Caio Ibelli (BRA), Seth Moniz (HAV), Adriano de Souza (BRA)

SOBRE A WSL

Em suma, estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surfe do mundo. Assim, empresa global de esportes, mídia e entretenimento, supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Mônica, Califórnia (EUA), possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surfe profissional masculino e feminino.

A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave. Ademais, lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de TV sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente.

Dessa maneira, os eventos e o conteúdo são distribuídos na TV linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídias digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com.

Foto Destaque: Reprodução/Getty

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