Sem cantar vitória, Atlético-MG busca virada em jogo decisivo pela Copa do Brasil

Sem cantar vitória, Atlético-MG busca virada em jogo decisivo pela Copa do Brasil

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terça-feira, 06 dezembro 2016
Copa do Brasil

Apesar do mau retrospecto, jogadores do Atlético demonstram confiança em último treino pela manhã. Foto: Divulgação Atlético-MG

Registrado pela primeira vez em 2013, o “Eu acredito” deverá ser mais que nunca entoado pela torcida atleticana para empurrar o time mineiro. Para se sagrar mais uma vez campeão da competição nacional, o Atlético-MG precisa arrancar um resultado inédito no jogo de volta na final da Copa do Brasil diante da equipe gaúcha amanhã, às 21h45, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

No jogo de ida, o Galo sofreu uma dura derrota para o time do Grêmio, em Belo Horizonte, que por 3 a 1 garantiu a vantagem para o segundo jogo. A equipe de Minas, mesmo jogando em casa e com a força da torcida a seu favor, não foi capaz de superar o time de Renato Gaúcho, que pode até perder por 1 a 0 no jogo da volta. Já o os atleticanos precisam vencer por 3 gols de diferença se quiserem ganhar o título.

Além disso, o Atlético-MG obteve o pior resultado como mandante no primeiro jogo, das 27 finais disputados do torneio. Nesse histórico geral, o empate ocorreu 12 vezes entre os finalistas. Já as outras 15 finais tiveram como vencedores os donos da casa no jogo de ida.

 

GALO QUE NÃO CANTA LONGE DE CASA SE PERDE

 

Camisa 9 de destaque, Lucas Pratto não quer ficar sem título e acredita na virada para o segundo jogo da final. Foto: Divulgação Atlético-MG

A equipe comandada pelo técnico interino Diogo Giacomini, que jogará a partida de volta na Arena do Grêmio, nesta quarta-feira, precisa de uma vitória por, no mínimo, dois gols de diferença para levar a disputa aos pênaltis, ou três para levantar a taça direto. Porém, o time mineiro não alcançou bons resultados como visitante neste ano.

Com um péssimo retrospecto nesta temporada, que vem desde 2012 quando o técnico ainda era o Cuca e a equipe perdeu o Brasileiro por conta do mau desempenho fora de casa, o Atlético-MG vem encontrando dificuldades para vencer longe de Belo Horizonte.

Em 2016, das 35 partidas que o time jogou como visitante, em apenas um jogo é que o Galo conseguiu sair de campo com uma vitória por três gols de diferença. Foi durante o Estadual Mineiro, na qual o Atlético-MG derrotou o Tupi, em Juiz de Fora, por 3 a 0. Exceto essa, todas as vitórias fora de casa nas competições que o time disputou este ano foram com um gol de diferença, em nove triunfos.

Em confrontos com times grandes, os números caem ainda mais. Das 12 partidas disputadas na casa dos grandes adversários nesta temporada, foram seis derrotas, três empates e apenas três vitórias, todas por um gol de diferença, sendo que um dos três empates foi justamente contra o Grêmio, no Sul, válido pelo Brasileirão.

Em suma, a equipe mineira terá apenas noventa minutos para esquecer o desempenho precário como visitante e ser tudo o que não foi durante toda a temporada para chegar pelo menos a uma decisão por pênaltis, com dois gols de diferença, diante de um Grêmio que conta com a vantagem de jogar em casa e ter obtido vitória no primeiro jogo da final, em Belo Horizonte.

 

ATLÉTICO VISITANTE CONTRA OS GRANDES EM 2016

 

Venceu o Internacional por 2 a 1 (Copa do Brasil) Venceu o São Paulo por 2 a 1 (Brasileiro) Venceu o Palmeiras por 1 a 0 (Brasileiro) Empatou com o Corinthians por 0 a 0 (Brasileiro) Empatou com o Cruzeiro por 1 a 1 (Brasileiro) Empatou com o Grêmio por 1 a 1 (Brasileiro) Perdeu para o Botafogo por 3 a 2 (Brasileiro) Perdeu para Fluminense por 4 a 2 (Brasileiro) Perdeu para o Santos por 3 a 0 (Brasileiro) Perdeu para o Flamengo 2 a 0 (Brasileiro) Perdeu para o Internacional 2 a 0 (Brasileiro) Perdeu para o São Paulo 1 a 0 (Libertadore

 

JOGADORES QUEREM FECHAR 2016 AINDA COM TÍTULO

 

Jogadores comemoram gol sobre o Juventude sob os cantos de incentivo da torcida do Galo. Foto: Divulgação Atlético-MG

Como as chances de ganhar o Brasileirão se perderam desde a derrota fora de casa para o Coritiba por 2 a 0, ocasião em que o Galo ainda possuía alguma chance de superar o Palmeiras na busca pelo título, o Atlético-MG vem totalmente focado para a decisão amanhã da Copa do Brasil.

Para não passar 2016 em branco e deixar escapar mais uma taça nesta temporada, como aconteceu no Estadual quando o time perdeu para o América, jogadores como Lucas Pratto e Robinho, atacantes e destaques da equipe mineira, estão confiantes em garantir o sucesso deste ano com a conquista de um título nacional.

Segundo o argentino, a conquista serviria para coroar a dedicação de todo o trabalho do grupo:

– Quero sair campeão para ficar na história e conseguir um título importante para o clube. Ficamos tristes por não conseguir brigar pelo Brasileiro até o final do ano e, agora, temos a possibilidade da Copa do Brasil, e que foi muito difícil chegar até a final. Tivemos jogos bons, jogos sofridos, jogos que passamos por pênaltis. Então, seria bom finalizar o ano com um título, depois de ter trabalhado e sofrido muito durante o ano.

Robinho também mantém grandes expectativas em relação a finalíssima, apesar de na coletiva de ontem ter demonstrado um semblante abatido, ainda pelo ocorrido com a delegação da Chapecoense na Colômbia:

– A questão psicológica é o mais difícil. Acho que é complicado, mas nós somos profissionais. Nossa missão também é difícil, mas temos condições de ir lá e vencer o Grêmio, de ser campeão, que é o nosso objetivo. Procurar jogar pelos familiares. A gente viaja o ano inteiro, pega avião o ano inteiro. Vamos tentar jogar com alegria, apesar de ser difícil.

O ex-menino da vila reconhece que o time não foi bem no primeiro jogo, quando foi derrotado por 3 a 1 no Mineirão. Mas destaca que a equipe está preparada para não cometer os mesmos erros:

– A gente vai tentar mostrar algo diferente. Não podemos pensar na vantagem que o Grêmio tem, e sim, procurar jogar bem.

Apesar de toda a desconfiança por conta do histórico, o zagueiro Erazo também está otimista:

– Nós estamos acreditando muito. Você vê o ambiente nos treinamentos. Sabemos que cometemos muitos erros no primeiro jogo. O Diogo (Giacomini) é um cara que entende muito de futebol. O espírito está muito acima do que foi na primeira partida. Precisamos de mais de dois gols para conseguir a virada. Não podemos entrar desconcentrados na arena. O Grêmio vai procurar fazer seu jogo. Se conseguirmos fazer dois gols, temos grandes chances de sermos campeões.

 

CISCADA POR CISCADA, A TRAJETÓRIA DO GALO NA COPA

 

Robinho, estrela do Atlético, comemorando o gol sobre a Ponte Preta que deu a classificação para as quartas ao time mineiro. Foto: Divulgação Atlético-MG

Apesar do histórico negativo como visitante e alguns tropeços ao longo do caminho, o Atlético-MG tem ganhado força pelos resultados das últimas temporadas, e pode até ser classificada como uma equipe “copeira”. Com uma campanha espetacular, venceu a Copa Libertadores, em 2013, e no ano seguinte, comemorou o direito de levantar pela primeira vez a taça da Copa do Brasil, acabando com o jejum de nunca ter vencido a competição, tudo isso em cima de seu maior rival, o Cruzeiro.

Por essas e outras é que a torcida atleticana tem motivos de sobra para acreditar nesse passado heroico e que tende a se manifestar com força no grito de “Eu acredito” na partida contra o Grêmio, mesmo o jogo sendo na casa do adversário. A prova disso é a caminhada mais recente da equipe, com início nas oitavas de final, da Copa do Brasil.

Para chegar até a final, o Galo superou dificuldades diferentes em cada confronto, desde equipes médias até as grandes. O primeiro passo foi dado no duelo com a Ponte Preta, jogando mal no primeiro jogo, mas fazendo o resultado na partida da volta. Depois, foi a vez do Juventude nas quartas,

time que está na terceira divisão e que deu muito trabalho para a equipe mineira, superando o adversário somente nos pênaltis. Nas semifinais, o primeiro confronto com um dos grandes e que luta para não ser rebaixado: o Internacional. O jogo de ida foi em Porto Alegre, com vitória do Galo. Em Belo Horizonte, por pouco o time do Atlético não teve a vaga arrancada de suas mãos, em um eletrizante empate.

Após toda essa jornada, o pior resultado veio agora no primeiro jogo da final. Cabe ao Atlético-MG reverter essa história a seu favor e o torcedor entrar no clima e gritar bem forte o “Eu acredito, eu acredito…”

 

GALO MISTERIOSO PARA A FINAL

 

O técnico interino Diogo Giacomini mal assumiu a equipe e já tem um grande desafio pela frente: precisa reverter o placar do primeiro jogo a favor do Atlético e se sagrar campeão. Foto: Divulgação Atlético-MG

Ainda se faz um mistério sobre a escalação para a final por parte do técnico Diogo Giacomini, que mantém o treino fechado. Contudo, algumas posições dificilmente mudarão de jogadores, já que o Galo vem mantendo praticamente o mesmo time nos últimos jogos.

O time provável do Atlético-MG tem Victor, Marcos Rocha, Gabriel, Erazo, Fábio Santos, Leandro Donizete, Júnior Urso, Rafael Carioca (Luan), Maicosuel, Robinho e Lucas Pratto.

Em relação à formação, podem haver mudanças no meio de campo, já que no primeiro jogo, o volante Carioca esteve suspenso, e agora voltou a ser opção novamente ao lado de Júnior Urso e Donizete. Ao invés disso, o técnico pode escalar também o meia-atacante Luan no lugar de um dos volantes, se preferir.

Outra dúvida é a escalação de Rómulo Otero, que ainda não foi liberado pelo departamento médico em função de uma torção no joelho direito.

Agora no início da tarde, o grupo segue viagem para Porto Alegre, precisando vencer o jogo no Sul por pelo menos dois gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis.

 

ESTATÍSTICAS:

 

Média de gols marcados: 2.03/J Média de Gols Sofridos: 1,21/J

2 jogos sem ganhar

Última derrota: 23-11-2016 para o Grêmio 3×1

Última vitória: 27-10-2016 sobre o Internacional 2×1

 

Por Rafael Lardieri

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