Sem apoio financeiro, Maringá Vôlei encerra suas atividades

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sexta-feira, 07 agosto 2020
Superliga Masculina

Desde o inicio do ano, equipe paranaense passa por diversas dificuldades financeiras. Dessa forma, o projeto liderado pelo levantador Ricardinho, deixa de existir após sete temporadas na Superliga Masculina

Por: Clinton Dias, São Paulo, SP

Substituído pelo Ponta Grossa Vôlei nesta edição da Superliga Masculina 2020/21, o Maringá Vôlei sucumbiu no grave problema financeiro, que foram agravados com a covid-19. Projeto iniciado em 2013, deixará de existir com sete participações na Superliga, no qual atingiu três vezes os playoffs.

Contudo na última temporada, a equipe paranaense ficou com a terceira pior posição na tabela de classificação.  Sendo assim, somente à frente do América Vôlei e do Ponta Grossa Vôlei. Com cinco vitórias em 16 jogos, o time foi enfraquecendo ao longo do campeonato, principalmente com a perdas de jogadores durante a competição.

“Infelizmente, em um campeonato formado por gigantes, não tivemos o suficiente para brigar de igual para igual. Fizemos bonito, chegamos à sexta posição no primeiro ano, e nos outros dois tivemos uma boa atuação. Porém, sem patrocinadores, as edições seguintes foram marcadas por lutas constantes em busca de apoio da iniciativa privada e dos governos municipal e estadual”, relatou Ricardinho.

Vale ressaltar que além das participações seguidas na Superliga, o Maringá Vôlei conquistou o título do campeonato paranaense, no final do ano passado. Sendo então, o único título conquistado pela equipe durante seu momento de existência.

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MARINGÁ VÔLEI DEIXA SUPERLIGA Depois de sete anos consecutivos disputando a SuperLiga Nacional de Vôlei, o time Maringá Vôlei, que iniciou no campeonato como Moda Maringá, depois Ziober Maringá Vôlei, vestiu a camisa da Copel Telecom e por último Denk Maringá anunciou o encerramento dos trabalhos e a entrega da vaga no campeonato. O levantador e campeão olímpico, Ricardinho, lamentou a falta de apoio para continuidade do projeto. “Somos gratos pela oportunidade, mas infelizmente em um campeonato formado por gigantes, não tivemos o suficiente para brigar de igual pra igual. Fizemos bonito, chegamos a sexta posição no primeiro ano de projeto, e os outros dois tivemos uma boa atuação. Porém, sem patrocinadores, as edições seguintes, foram marcadas por lutas constantes em busca de apoio da iniciativa privada e dos governos municipal e estadual”. Ricardinho relembra tristemente que o time levou o título de maior torcida do Brasil em todos os anos e lotou, por diversas vezes, o ginásio Chico Neto, enalteceu o nome de Maringá e do Paraná no âmbito nacional e internacional, mas que, infelizmente, “faltou a famosa atenção ao esporte dos poderes públicos e do incentivo da classe empresarial” o que, segundo ele, poderia ter mudado a história do vôlei maringaense que dificilmente voltará a atuar entre os 12 melhores time de vôlei do Brasil.

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Briga com ex-patrocinadora e falta de recursos

Há pouco mais de um mês, o Maringá Vôlei entrou na justiça contra o ex-patrocinadora Tree Part. Sendo assim, o clube alega atrasos em dois pagamentos referente ao mês de novembro do ano passado. Dessa forma, a medida pode chegar a mais de 2 milhões de reais.

Triste por toda situação, o atleta Ricardinho, que é ídolo da torcida, lamenta o momento que a equipe acabou entrando. “Faltou a famosa atenção ao esporte dos poderes públicos e do incentivo da classe empresarial. Isso poderia ter mudado a história do vôlei maringaense, que dificilmente voltará a atuar entre os 12 melhores time de vôlei do Brasil”, frisou o levantador.

Foto destaque: Divulgação/Instagram

Clinton Dias

Clinton Dias

O esporte foi o princípio para eu escolher o jornalismo como profissão. Entretanto, quero trafegar todas as áreas jornalísticas, em busca do conhecimento e da verdade para repassar aos que precisa[...]

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