Sainz e os dilemas pintados de vermelho tifosi

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quinta-feira, 03 setembro 2020
Fórmula 1

No GP da Bélgica, Carlos Sainz não largou devido a um problema na sua McLaren. Contudo, o futuro do piloto na Ferrari se mostra ainda mais nebuloso se levarmos em conta a situação atual da equipe italiana. O que dizer da sequência do espanhol na Fórmula 1?

Por: Carol Sales, de Frei Miguelinho – PE

Em maio, Sainz era anunciado como piloto da Ferrari a partir de 2021, para substituir Vettel. Isso ocorreu antes mesmo do começo da temporada vigente, que foi adiada por conta da pandemia de novo coronavírus. Vale lembrar que, no ano passado, a equipe italiana foi vice campeã. Por isso, mal poderíamos imaginar que na temporada atual, a escuderia de Maranello teria o pior desempenho dos últimos anos.

A Ferrari é magnifíca pela sua história e idealizada por pilotos que um dia querem correr usando vermelho tifosi. Entretanto, para Sainz, percebemos que a transferência será para a equipe mais infeliz do grid atualmente, devido as altas expectativas que sempre a rondam.

Opiniões acerca do cenário atual e expectativas para o futuro

Essa semana, Ross Brawn, atual diretor esportivo da F1 e ex-chefe da Ferrari, falou sobre o piloto espanhol em sua coluna, no site oficial da categoria. Ele pontuou que Sainz “deve estar nervoso” com a ida para a equipe italiana ano que vem, devido ao que ela está mostrando atualmente. Acredito que muitos de nós que acompanhamos F1 temos uma opinião parecida sobre isso.

Ferrari Vettel Reprodução

Sebastian Vettel a bordo de sua Ferrari (Reprodução)

O próprio piloto da McLaren reconhece o momento difícil. Contudo, percebe-se que ele tenta trazer uma nuance de otimismo, quando perguntado sobre sua perspectiva em relação à futura equipe.

“É um longo caminho e eles precisam dar um passo muito, muito grande para voltar aonde todos nós estamos, mas se tem alguém que pode fazer isso, é a Ferrari. A Ferrari tem muitos recursos (…), então, tenho certeza que estão na fábrica trabalhando duro para recuperar o que perderam”.

Mattia Binotto, chefe de equipe da Ferrari, por sua vez, opina com mais cautela. Para ele, “paciência e estabilidade são necessárias”. Além disso, afirmou que o foco está nas próximas temporadas, enfatizando a de 2022. Com isso, implica dizer que não veremos uma Ferrari competitiva em um futuro próximo.

Hoje, a equipe é apenas a quinta colocada no Mundial de Construtores, com 61 pontos. E briga apenas pelo terceiro lugar. Contudo, a disputa está acirrada entre a atual equipe de Sainz, McLaren (3º, com 68 pontos), Racing Point (4º , com 66) e Renault, em 6º, com 59. Entretanto, se for levado em conta que a Mercedes tem 264, percebe-se o quão a equipe está longe de ser aquela que disputa por títulos, tanto de pilotos quanto de construtores.

construtores

Classificação do Mundial de Construtores (Reprodução/F1)

O futuro é incerto

Sainz reconhece a dificuldade, mas traz otimismo. Binotto mostra ceticismo em relação a mudança de cenário em um curto espaço de tempo. No geral, sabemos que a situação da Ferrari é bem complicada e frustra muitos torcedores mundo afora, principalmente os ferraristas. Além disso, os fãs de automobilismo no geral, lamentam ver uma equipe tão tradicional dessa forma. Com a mudança de regulamento adiada para 2022, devido à pandemia, tudo indica que no próximo ano não teremos muitas melhorias nos carros da Ferrari. Entretanto, falta um tempo razoável para que a nova temporada se inicie e talvez possamos ver algo diferente. O que será que Sainz irá encontrar quando de fato passar a vestir vermelho tifosi?

Foto destaque: Divulgação/ F1

Carol Sales

Carol Sales

Estudante de jornalismo, curiosa e aberta a novos desafios. Apaixonada por esportes, tendo uma relação especial com o automobilismo desde pequeninha. Instagram: @carol.sales_

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