Rodrigo Barbosa, técnico do Caxias, fala sobre as metas da equipe, desafios da pandemia e reta final do NBB

Rodrigo Barbosa, técnico do Caxias, fala sobre as metas da equipe, desafios da pandemia e reta final do NBB

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segunda-feira, 01 março 2021
NBB

A atual temporada marca o retorno do KTO/Caxias do Sul ao Novo Basquete Brasil (NBB). Os gaúchos, que estiveram presentes em três das treze edições do torneio, se ausentaram dos NBBs 11 e 12.  Mesmo em meio a pandemia do novo coronavírus, a equipe reuniu recursos para regressar à elite do basquetebol brasileiro. Acordos foram fechados, jogadores contratados, mas uma coisa não mudou: o técnico. Rodrigo Barbosa foi comandante do time em todas as aparições no NBB. Sabendo disso, a Poliesportiva conversou com o treinador. Dentre os assuntos abordados, o comandante da equipe falou sobre o regresso do Caxias, as metas na temporada e a reta final de campeonato.

Por: Luciano Massi, São Paulo-SP

 

Participar do NBB já é um grande desafio. Porém, a COVID-19 elevou ainda mais o grau de dificuldade. Mesmo com todos os protocolos criados pela Liga Nacional de Basquete (LNB), é impossível obter 100% de eficácia no combate ao vírus. Portanto, todos os envolvidos com o torneio podem contrair a doença. Portanto, a probabilidade de uma equipe sofrer com desfalques aumentou significativamente.

Buscando evitar o contágio, toda a logística do campeonato teve de ser repensada. É difícil pontuar todos os desafios trazidos pela pandemia. Desse modo, Rodrigo Barbosa elencou os principais empecilhos enfrentados não somente pelo Caxias, como também pelos demais participantes.

“Participar de um campeonato em tempos de pandemia realmente tem sido vários os desafios. Primeiro, de estar muito tempo viajando, de jogar sempre fora de casa, de ter uma sequência muito grande de jogos. Neste caso, há uma disparidade técnica, na função de que os times de São Paulo viajam pouco. A maioria joga em casa, tem uma rotina mais próxima da ideal. Isso tudo acaba modificando um pouco a preparação da equipe, a competição. A gente tem que estar se adaptando, e entende que é um momento difícil. Mas realmente ele cria dificuldades maiores do que num campeonato normal”.

 

Assim, o Gambasquete iniciou sua quarta participação no Novo Basquete Brasil. A estreia aconteceu em 18 de novembro de 2020, contra o tradicional Brasília, e terminou em vitória gaúcha por 84 x 69. Entretanto, os 11 jogos seguintes não saíram como o esperado. A equipe acumulou uma sequência de 11 derrotas consecutivas.

Só para ilustrar, o segundo triunfo se deu apenas no dia 8 de janeiro de 2021, quando venceu o Pato Basquete. Porém, um pouco antes, no jogo contra o Flamengo, a evolução era nítida. Afinal, os homens de Rodrigo Barbosa fizeram uma ótima exibição diante dos rubro-negros. Prova disso foi que venceram quatro das 10 partidas disputadas.

“O crescimento da equipe vem com trabalho. A gente sabia que vinha de uma pandemia, em que os atletas estavam seis, sete meses sem treinar basquete. Um grupo novo, montado no início do mês de outubro, é natural passar por adaptações, por altos e baixos. Mas, aos poucos, os atletas foram entendendo o que a gente gostaria, foram assimilando mais o trabalho, ganhando mais confiança. E na virada do ano, nós conseguimos modificar algumas coisas, achando uma fórmula ideal para que a nossa equipe pudesse crescer e disputar a competição da forma que a gente imaginava”, afirmou Rodrigo, sobre a evolução do Caxias no NBB 13.

 

As vitórias contra Corinthians, duas vezes, Pinheiros e Brasília, sacramentaram a ascensão caxiense. Mais do que isso, recolocaram o time na briga pelos playoffs. Desse modo, Rodrigo comentou sobre o desempenho nessas partidas.

“As vitórias são consequência daquilo que a gente faz. Eu sempre digo o jogo de basquete é de merecimento, né? Em muitos jogos do primeiro turno, nós tivemos chances de fechar o jogo, mas não tivemos a calma suficiente. Deixamos escapar algumas vitórias. Mas, especificamente nesse jogos, a gente soube lidar com as dificuldades, com os desafios do jogo, com a qualidade do adversário. E conseguimos resultados importantes, que nos colocaram próximo da zona de classificação. Dentro de um campeonato equilibrado como esse, qualquer vitória, independente do adversário, passa a ser fundamental”.

 

Somando todos os triunfos, a equipe aparece na 13ª colocação, com 29.2% de aproveitamento. Uma abaixo da zona de classificação aos playoffs, o famoso G12. Portanto, o Caxias do Sul ainda pode alcançar a fase final. Dois dos seis jogos restantes da fase regular serão confrontos diretos.

No dia 12  de março, acontece Campo Mourão x Caxias. Depois disso, os homens de Rodrigo Barbosa medem forças com o Pato Basquete, no dia 16 de março. Todavia, em meio a esse jogos, acontecerão partidas contra Fortaleza BC, Minas TC, SESI Franca e Flamengo.

“Não analisamos somente os adversários diretos, pensamos em cada jogo. Claro que em algum momento pode interferir esse confronto direto entre as equipes. Mas seu eu pensar em ganhar só desses adversários, eu não vou ganhar deles nem dos outros. Então a gente tem que ir pensando a cada jogo, independente de qual seja o adversário. Esse campeonato mostra que todo mundo tem condições de vencer todo mundo. A gente tem que estar muito atento. Porque o primeiro turno nos mostrou que se tu não sabe fechar o jogo, acaba perdendo para todo mundo. No momento certo, quando a gente enfrentar esses adversários diretos, devemos estar preparados para conseguir a vitória”, afirmou Rodrigo, sobre os próximos duelos do Caxias.  

 

Como dito anteriormente, o time da Serra Gaúcha possui seis jogos até o fim da primeira fase do NBB 13. E esses duelos são fundamentais para manter vivo o sonho de uma classificação aos playoffs. Sabendo disso, Rodrigo foi questionado sobre a importância de jogar o mata-mata neste retorno do Caxias à primeira divisão do basquetebol nacional.

“Dentro das nossas projeções, estamos trabalhando para chegar aos playoffs. A volta do Caxias, ela tinha como primeiro ponto colocar a equipe de volta ao NBB. A partir daí, ver até onde conseguiria caminhar dentro do campeonato. Então, o primeiro objetivo foi atingido. Agora, a gente vem desenvolvendo isso, pensando também na outra temporada. O playoff seria uma consequência de todo o trabalho que a gente fez para voltar ao NBB. Mas ele não é o essencial para a nossa continuidade. O essencial é a gente trabalhar da melhor forma, entender os nossos objetivos, para que na hora certa estar preparado para conquistar aquilo que almejamos. Tem muitos jogos ainda pela frente, e a gente, mais próximos da zona de classificação, vai trabalhar pensando nisso. Mas não como uma pressão, uma obrigação”.

 

Foto destaque: Antônio Penedo / Mogi das Cruzes/ Divulgação

Luciano Massi

Luciano Massi

Paulistano de 21 anos. Estudante de jornalismo. Narrador, repórter, amante do automobilismo, futebol, basquete e esportes olímpicos.

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