RJ bate Osasco no tie-break e conquista 12º título da Superliga Feminina

RJ bate Osasco no tie-break e conquista 12º título da Superliga Feminina

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domingo, 23 abril 2017
Superliga Feminina

Mais parecia uma constelação do que uma quadra de vôlei. Do lado carioca: Fabi, Roberta, Drussyla, Juciely, Gabi e entre outras estrelas. Pela parte do Osasco: Dani Lins, Camila Brait, Tandara e companhia. Com a bola no alto, o Rexona-Sesc Rio de Janeiro bateu neste domingo (23), na Jeunesse Arena, no Parque Olímpico carioca, o Nestlé Osasco e sagrou-se campeão da Superliga Feminina de Vôlei pela 13a vez. Essa foi a 13a final consecutiva e o quinto título seguido do Rio de Janeiro, que venceu o duelo por 3 sets a 2 em um confronto extremamente equilibrado.

 

Primeiro set (25 a 19)

O Rio de Janeiro começou com tudo, abrindo cinco pontos de vantagem. E depois do tempo de Luizomar, o Osasco se recuperou e conseguiu aos poucos encostar no placar. Com bom saque e bloqueio ajeitado, a equipe paulista forçou Bernardinho a pedir o primeiro tempo técnico. Com ótima atuação da Tandara, o Osasco passou a frente pela primeira vez na final – 14 a 15. A resposta carioca foi instantânea e com três pontos de bloqueio o Rio de Janeiro abriu 19 a 15. Com a desvantagem, Luizomar subiu sua rede e voltou a equilibrar o duelo. Porém, na reta final, Juciely comandou o bloqueio do Rio de Janeiro, parando três ataques consecutivos e fechando o set em 25 a 19.

 

Segundo set (22 a 25)

O segundo set não teve o mesmo início do primeiro. No lugar de um Rio de Janeiro avassalador, entrou um grande equilíbrio entre as duas melhores equipes da Superliga Feminina. Todavia, depois de um começo igual, o Rio de Janeiro tomou conta e chegou a abrir quatro pontos de vantagem. O Osasco voltou a equilibrar a final depois do tempo de Luizomar e o bloqueio com Ana Beatriz e Tandara funcionou – 14 a 14. Na reta final do segundo set nenhum dos times abriu mais de um ponto de frente. Com um erro de arbitragem, um bloqueio da Natália e um rally espetacular a Tandara fechou o segundo set em 22 a 25. E final empatada.

 

Terceiro set (25 a 22)

As mandantes começaram o terceiro set melhores e sustentaram uma vantagem de três pontos até Luizomar pedir tempo e arrumar a casa. O Osasco melhorou e conseguiu encostar no marcador. A final passou a ganhar traços de grande emoção. Pontos disputadíssimos, reviravoltas, erros de saque e defesas espetaculares de ambos os times. Na reta final, o RJ chegou a encaminhar a vitória com três pontos, mas alguns erros permitiram que o Osasco voltasse a equilibrar o terceiro set – 21 a 20. Com uma estratégia de risco, Luizomar deixou seu time sem levantadora e chegou a empatar em 22 a 22. Mas com dois pontos seguidos da Monique, o esquadrão do Bernardinho devolveu o 25 a 22 e fez 2 a 1 em sets.

 

Quarto set (18 a 25)

O primeiro set realmente decisivo da final teve começo melhor de quem estava perdendo. O Osasco voltou ligado, abriu quatro pontos de vantagem e conseguiu sustentar essa frente até Bernardinho pedir tempo técnico. A parada carioca surtiu efeito e Drussyla seguiu desfilando em quadra uma grande atuação. Com 7 a 8, Luizomar parou o confronto depois da sua vantagem de quatro cair para apenas um ponto. O tempo paulista também deu certo e o Osasco voltou a abrir uma boa margem – 7 a 11, obrigando Bernardinho a gastar seu último tempo no set. Focadas, as paulistas encaminharam o empate com nove pontos de vantagem e jogando no erro das cariocas. Com três erros seguidos da Tandara, o Rio de Janeiro diminuiu para 14 a 19 e Luizomar se viu obrigado a interromper a reação carioca. O tempo deu certo e o Osasco conseguiu forçar o tie-break com tranquilidade – 18 a 25 e 2 a 2 em sets.

 

Quinto set (15 a 6)

O tie-break teve começo arrasador da Juciely, com três pontos da central, o Rio de Janeiro abriu 4 a 1 e Luizomar parou pela primeira vez o set final. O tempo não surtiu efeito e as mandantes aproveitaram o desânimo osasquense para ampliar a vantagem para a 6 a 1. Juciely seguiu sendo decisiva, as cariocas abriram 10 a 3 e Luizomar gastou sua segunda parada técnica. A tentativa não deu certo e o Rio de Janeiro conquistou match point com 14 a 6. E com ataque mortal da Monique o Rio manteve sua hegemonia – 15 a 6 e 3 sets a 2.

 

Mais uma vez, campeãs!

Essa foi a décima terceira final consecutiva do Rio de Janeiro. O décimo segundo título e o quinto seguido. A supremacia carioca mais uma vez foi comprovada. E diante do maior rival. O Osasco perdeu a oportunidade de levantar seu quinto troféu de Superliga, no clássico que começou a se desenvolver há 20 anos.

 

Comemoração do Rio de Janeiro pelo pentacampeonato. Foto: Inovafoto/CBV

Comemoração do Rio de Janeiro pelo pentacampeonato. Foto: Inovafoto/CBV

 

 

Histórico

A Poliesportiva cobriu de ponta a ponta a Superliga Feminina desta temporada. E, pela primeira vez na história, uma web rádio fez a transmissão da final in loco. Nossa equipe, com Ramoni Ártico e Ivan Marconato, se fez presente na cidade maravilhosa e não deixou nenhum detalhe para trás. Provando para o poliouvinte que é possível transmitir qualquer esporte no veículo mais charmoso da comunicação.

 

Foto de capa: Inovafoto/CBV

 

Matéria de Gabriel Manzini

Paulo Arnaldo do Amaral Lima

Paulo Arnaldo, paulista, CEO da Poliesportiva, jornalista, apresentador e narrador esportivo. Conhecido no meio jornalístico como P.A., Paulo Arnaldo tem vasta experiência desde 2008 no jornalismo e[...]

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