Renan Dal Zotto: de ponteiro à comandante

Renan Dal Zotto: de ponteiro à comandante

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sexta-feira, 03 julho 2020
Colunas

Dando continuidade às colunas do voleibol, após contarmos a história do primeiro ouro em jogos olímpicos, essa semana, em Explorando o Bloqueio, o personagem da vez é Renan Dal Zotto. Desse modo, saiba como foi a carreira do ponteiro da Geração de Prata, e o que aconteceu até que chegasse ao atual posto dentro do esporte: técnico da seleção brasileira masculina de vôlei.

Por: Edson Guimarães, São Paulo, SP.

INÍCIO NO VOLEIBOL

Nascido no dia 19 de julho de 1960, na cidade São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Renan começou a jogar vôlei na escola, incentivado pelo seu professor de Educação Física da época, João Batista. Posteriormente, na década de 1970, o atacante atuava pelo Clube Sogipa, de Porto Alegre. Assim, Dal Zotto chegou as seleções Gaúcha e Brasileira. Apesar de atuar com a amarelinha desde os seus 16 anos de idade, o jogador chegou ao Atlântica Boavista apenas em 1981. Entretanto, em 1979 já havia conquistado a medalha de prata no Pan-americano de San Juan, em Porto Rico.

Renan com a camisa do Clube Sogipa (Divulgação/Historiador do Futebol)

E foi justamente em 1979 que Renan criou o Saque Viagem (inicialmente conhecido como Viagem ao Fundo do Mar), utilizado até os dias de hoje.

Na final do Campeonato Gaúcho de 1979, dei esse saque pela primeira vez numa partida. Antes, só fazia em treino ou mesmo brincando. Fomos campeões e eu fiz sei lá quantos, mas foi um monte de pontos de saque. Foi estranho porque ninguém tinha visto aquilo, ninguém conhecia.

HISTÓRICA DÉCADA DE 1980

O auge de diversos atletas brasileiros do voleibol foi na década de 1980. Isso porque a Geração de Prata existiu nessa época. Contudo, apesar do legado deixado pelos atletas responsáveis pela medalha de prata dos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles, o Brasil de Dal Zotto e companhia também foi vice-campeão no Campeonato Mundial de Voleibol, disputado em Buenos Aires, em 1982.

Em contrapartida, entre esses dois vices, Renan conquistou sua primeira e única medalha de ouro com a seleção brasileira, ao bater Cuba na final do Pan-americano de 1983. Todavia, na edição seguinte, em Indianápolis, o jogador voltou a colocar uma prata em seu peito.

Foram diversas batidas na trave – ou melhor, diversos toques na antena. Porém, ainda assim, Renan viveu seus melhores momentos nos anos 80, jogando pelos clubes nacionais ADC Sul Brasileiro, onde foi eleito o melhor atacante do mundo, Bradesco Atlântica Boavista e ADC Pirelli. E, com isso, chegou ao seu primeiro clube estrangeiro: os italianos do Maxicono Parma.

Além disso, em 1982, Renan usou sua arma secreta pela primeira vez utilizando a camisa da seleção. A diferença de três anos com relação ao Saque Viagem por um clube foi devido a juventude de Dal Zotto, comentada pelo mesmo, em entrevista ao “Saída de Rede“, do portal UOL.

Eu era muito moleque pra tentar alguma coisa na seleção, tinha medo de dar errado.

 

Renan em um saque viagem pela seleção brasileira (Divulgação/UOL)

PASSAGEM PELA ITÁLIA

Como dito anteriormente, Renan deixou o Brasil rumo à Itália em 1988 para defender o Maxicono Parma, onde permaneceu até 1992, passando a atuar por outra equipe do país da bota. Dessa vez, o Messaggero Ravenna. Entretanto, sua passagem durou apenas uma temporada. Só para ilustrar sua brilhante passagem pelo voleibol europeu, o ídolo brasileiro conquistou dois títulos nacionais, duas copas, três títulos europeus e um mundial.

RETORNO AO BRASIL

Após se aposentar no Messaggero Ravenna, Renan retornou ao seu país nativo e iniciou sua carreira de técnico. Desse modo, comandando o Palmeiras/Parmalat, conquistou o vice-campeonato na Superliga Nacional e foi vice-campeão paulista em 1993. Em 1995 foi à Santa Catarina treinar o Frigorífico Chapecó. Já em 1997, viajou ao Rio de Janeiro para ser técnico do Olympikus durante dois anos.

Contudo, ficou seis anos como dirigente dos catarinenses da Unisul. Seu retorno às quadras foi em 2006. Assim, foi tetracampeão da Superliga Masculina no comando do Cimed, também de Santa Catarina.

SEGUNDA DÉCADA DOS ANOS 2000

Em 2014, Renan Dal Zotto passou a fazer parte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), onde foi diretor de seleções. Assim, em 2017 chegou ao comando técnico da seleção masculina, para a vaga de Bernardinho, que deixava o posto de comandante após 16 anos. Inclusive, uma Copa do Mundo já foi conquistada (2019). Vem um ouro em Olimpíadas?

Nesse meio tempo, em 2015, Dal Zotto entrou para o Hall da Fama, no mesmo dia em que Fofão foi homenageada.

Foto destaque: Reprodução/Wander Roberto/Inova Foto/CBV

Edson Guimarães

Meu nome é Edson Guimarães, tenho 24 anos e sou estudante de Jornalismo. Ser um formador de opinião é gratificante, principalmente dentro da comunição social esportiva. Representar a Poliesporti[...]

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