Especial: relembre as cinco Copas do Mundo de Falcão, o maior artilheiro da competição

Especial: relembre as cinco Copas do Mundo de Falcão, o maior artilheiro da competição

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terça-feira, 29 dezembro 2020
Além da 12

Entre o quase em 2000 e 2004 até os títulos de 2008 e 2012, Falcão viveu momentos inesquecíveis pela Seleção Brasileira. Inclusive, estes grandes feitos o fez o maior artilheiro da história da Copa do Mundo. Portanto, finalizando a coluna Além da 12 de 2019, o destaque é para o insuperável maior jogador da história do futsal.

Por Thiago Lopes, Caieiras-SP

Aos 39 anos, Falcão jogou o seu último Mundial, apenas por não ter acreditado que teria condições de disputar uma Copa do Mundo aos 43 anos. Mal sabia que a competição seria adiada para 2021. Contudo, o camisa 12 teve cinco participações no torneio, onde conquistou dois títulos, duas Bolas de Ouro FIFA. Além, claro, dos 48 gols, que faz dele o maior artilheiro de Copas do Mundo no futsal.

Autor de três gols no empate em 4 a 4 com os iranianos, Falcão ainda foi ovacionado pelos rivais após a fatídica partida em Bucaramanga. No entanto, a despedida do mito foi na eliminação ainda nas oitavas de final. Assim, a pior colocação da amarelinha em Copas. Isso porque em todas as edições anteriores, a seleção havia chegado ao menos na semifinal…

O primeiro vice na Copa

Aos 23 anos Falcão disputou sua primeira Copa do Mundo, em 2000, na Guatemala. Numa equipe que contava com os já renomados Manoel Tobias, Fininho, Lavoisier e Vander Carioca, o camisa 12 acompanhou de perto o título que ficou no quase. Isso porque na final veio uma derrota por 4 a 3 para os espanhóis, assim, um frustante vice-campeonato. Naquela oportunidade Falcão jogou oito vezes e marcou seis gols, três deles na histórica goleada por 29 a 2 do Brasil sobre a Guatemala, a anfitriã, na primeira fase.

Freguês da Espanha?

Como de costume, quatro anos depois, mais uma Copa do Mundo. Entretanto, outra vez apareceu a seleção espanhola no caminho. Com 13 gols em oito partidas, o Falcão fez a sua parte, mas a seleção ficou na semifinal. Depois do 2 x 2 no tempo normal, a Espanha ficou com a vaga na final nos pênaltis ao vencer por 5 x 4. Apesar disso, o camisa 12 voltou para a casa com dois troféus individuais: a Bola de Ouro FIFA e a Chuteira de Ouro, dada ao artilheiro do torneio. O Brasil, por outro lado, terminou em terceiro lugar.

A vingança em casa!

Em 2008 o craque pôde conquistar seu primeiro título de Copa do Mundo. Como país sede, a seleção canarinho, enfim, superou os espanhóis e conquistou a taça. Entretanto, em mais um jogo complicado, novamente decidido nos pênaltis, por 4 x 3, após um novo empate em 2 x 2 no tempo regular. Para variar, autor de 15 gols em nove partidas, o camisa 12 faturou a sua segunda Bola de Ouro, terminando também como vice-artilheiro da competição. Uma conquista mais que especial disputada no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

FALCÃO CAMPEÃO DA COPA DO MUNDO

Falcão erguendo a taça da Copa do Mundo de 2008. Foto: Reprodução/LNF

Da paralisia facial à glória

Depois de sofrer uma lesão muscular logo na estreia contra o Japão, Falcão pensou em deixar a seleção na Copa de 2012, disputada na Tailândia. Entretanto, com o apoio dos médicos e, claro, de seus companheiros permaneceu com o grupo. Mas surpreendendo a todos, o craque conseguiu voltar a jogar nas oitavas de final contra o Panamá. No entanto aconteceu algo muito inesperado. O camisa 12 foi acometido por uma paralisia facial de fundo nervoso.

Em contrapartida, por incrível que pareça, isso não o atrapalhou em nada. Mesmo com essa situação, o brasileiro enfrentou a Argentina nas quartas de final e fez dois gols na dramática vitória de virada por 3 a 2. Por fim, na final ainda conseguiu o feito de marcar mais um gol e superar a Espanha. Uma história de superação incrível que jamais será esquecida.

A despedida

Mesmo aos 39 anos, Falcão decidiu voltar atrás sobre jogar em uma Copa do Mundo. Sendo assim, ele esteve nas quadras colombianas que o fez o maior artilheiro de todos os tempos nos mundiais, após marcar 10 gols. Assim, ultrapassando o compatriota e renomado Manoel Tobias. Infelizmente, a despedida não foi positiva depois da seleção ser eliminada para o Irã, ainda nas oitavas de final, assim, a pior campanha do Brasil na história da competição.

Mas nada disso diminui o tamanho do lendário camisa 12, que será para sempre o melhor jogador da história do futsal.

Falcão com a camisa da seleção brasileira em sua última copa

A despedida de Falcão. Foto: Reprodução/LNF

Thiago Lopes

Thiago Lopes

Thiago Lopes, 20 anos. Estudante de jornalismo - 6º semestre.

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