De Chapecó a Madri: conheça a trajetória de Pito, pivô da Seleção Brasileira de Futsal

De Chapecó a Madri: conheça a trajetória de Pito, pivô da Seleção Brasileira de Futsal

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quarta-feira, 14 abril 2021
Além da 12

Natural de Chapecó-SC, Jean Pierre Guisel Costa pode não ser um nome tão famoso no Brasil. Mas, se você gosta e acompanha o futsal brasileiro e dá Seleção, vai conhecer o apelido deste pivô do Esquadrão Canarinho: Pito! Aos 29 anos o brasileiro vive o melhor momento da carreira no Inter Movister, da Espanha, e fala com exclusividade à Rádio Poliesportiva para a coluna Além da 12.

Por: Eric Filardide São Paulo-SP.

Os primeiros passos de Pito no futsal e as inspirações

Pito começou cedo no futsal, aos seis anos, em Chapecó, no estado de Santa Catarina. Ficou em sua cidade natal até 2010, quando recebeu o convite para jogar no Sub-20 do Criciúma-SC. É comum no futebol os atletas terem referências e para Jean Pierre não foi diferente. Apesar de não ter, quando garoto, um ídolo no futsal, se inspirava num craques dos gramados que começou no salão:

“No começo não acompanhava tanto futsal, olhava mais o futebol. Tinha o Ronaldinho Gaúcho como referência. Mas quando começou a ficar sério o futsal, tive várias referências, como Falcão, que é um ícone e pude jogar com ele na Seleção“.

Se profissionalizou em 2012, quando foi jogar no Pinhalzinho, na 2ª divisão do futsal catarinense. No ano seguinte foi para o Concórdia Futsal, sendo vice-campeão da Liga Nacional logo no primeiro ano e sendo um dos destaques do time que nunca tinha passado da 1ª fase do torneio.

Sua boa temporada fizeram brilhar os olhos do gigante Carlos Barbosa-RS. No time gaúcho a partir de 2014, Pito foi campeão da Liga Nacional, da Taça Brasil e do Campeonato Gaúcho, o que rendeu convocação para a Seleção Brasileira neste mesmo ano. Mas como todo jogador inteligente, o chapecoense seguiu aprendendo e aprimorando seu estilo de jogo:

“Quando fui para o Carlos Barbosa, o Daniel Japonês, que agora joga no Barcelona, foi uma das minhas referências. Vendo ele jogar de perto, treinando todos os dias, dava para ver o quão diferente ele era e quanto me inspirou”.

Pito: sucesso no Brasil e ida para a Espanha

Aos 29 anos, já tendo conquistado títulos no Brasil e na Espanha, para Pito ainda faltam muitas coisas para conquistar na carreira. Mas, além de títulos, o pivô busca desafios:

“Me sinto privilegiado por ter atuado nas duas maiores ligas do mundo, tanto no Brasil quanto na Espanha. Não joguei ainda um Mundial (seleções), mas tenho como principal objetivo esse ano. Ser convocado, poder jogar e conquistar o Mundial. Sei que é muito difícil, mas estou trabalhando desde o começo da temporada para chegar bem, dar o meu melhor e conseguir esse título para o Brasil”.

Primeiramente, Pito chegou à Espanha em 2016, após três temporadas no Carlos Barbosa, para assinar com o El Pozo, de Múrcia, segundo time com mais títulos da Liga Nacional de Fútbol Sala (LNFS), 1ª divisão espanhola. Com seis anos de experiência em quadras furiosas, o catarinense contou que existe uma certa “pressão” por ser brasileiro.

“Desde que cheguei na Espanha que sempre tive uma cobrança um pouco maior por ser brasileiro. Aqui tem essa cobrança, se é brasileiro tem que fazer tudo: driblar, fazer gol. Tem que ser sempre um dos melhores do time. Então, tem com essa cobrança. Não só comigo, mas com todos os brasileiros que vem para Espanha. Mas é bom. No Brasil era acostumado com essa cobrança por ter jogado em Carlos Barbosa, que é um time de bastante expressão e que tem que ganhar tudo no ano”.

As diferenças no estilo de futebol e na torcida

Pito detalhou as principais diferenças entre o futsal do Brasil e da Espanha, tanto na hora do jogo quanto a relação com a torcida:

“A torcida, tanto no ginásio quanto na rua, sempre dão apoio. Tem um carinho muito grande aqui. Apesar da pressão, quando o jogador está bem, se dedicando, eles acolhem. No estilo de jogo, a principal é que aqui treinam mais o tático. No Brasil é mais o drible. Por isso que eles pegam bastante jogador brasileiro para quebrar um pouco isso (tática). Aqui tem bastante jogada ensaiada de lateral, falta, escanteio, coisas que no Brasil também tem, mas não dá a mesma importância”.

De um grande espanhol para um gigante

Em mais três temporadas por lá, conquistou a Copa do Rei e a Supercopa da Espanha. Com o bom desempenho, acertou com o clube mais vencedor da Liga Espanhola: Inter Movistar. O atleta falou sobre as principais diferenças entres os clubes espanhóis:

“A diferença que eu noto é que aqui no Inter Movistar a pressão para ganhar é um pouco maior. Claro, o El Pozo também está entre os três grandes, El Pozo, Barcelona e Inter, mas como Inter é o time de futsal que mais títulos tem, então carrega essa pressão. Aqui não vale nem empatar! Tem que estar ganhando todos os jogos. A principal diferença acredito ser essa pressão um pouco mais elevada do que no El Pozo”.

Por fim, o pivô da Seleção Brasileira, vivendo o melhor momento da carreira, talvez seu auge, revelou seus sonhos no mundo do futsal:

“Eu acho que agora que estou chegando no meu auge. Todo mundo bate nesta tecla que aos 30, 31 anos é onde o atleta está bem fisicamente e com cerca experiência. Mas não me contento com isso. Vou sempre buscar mais, melhorar e acho que ainda tem muita coisa boa para mim. Tem muitas coisas ainda que projeto, mas o principal, é ganhar um Mundial para o Brasil. Tem vários outros títulos ainda que não tive a oportunidade de conquistar e alguns que participei não ganhei, mas o Mundial é o principal. Depois tem a Champions, que esse ano vamos jogar ainda. Esses dois títulos estão na prateleira de cima entre as principais metas profissionalmente. Se tudo der certo e conquistar esses títulos, vou buscar ser o melhor do mundo no futsal. Isso é o máximo dos máximos de todo atleta que sonha no futsal”.

Foto destaque: Divulgação/Inter Movistar

Eric Filardi

Eric Filardi

Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova me cativa. Bem-vindo a rádio de todos os esportes. Bem-vindo a Rádio Poliesportiva. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos[...]

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