Pesquisa aponta que pessimismo está em alta na indústria do esporte

Pesquisa aponta que pessimismo está em alta na indústria do esporte

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quinta-feira, 15 outubro 2020
Escalada para cima e avante

Não é somente os atletas que estão com sentimento de pessimismo, a indústria de esporte também. A Federação Mundial da Indústria de Artigos Esportivos (World Federation of the Sporting Goods Industry – WFSGI) divulgou os resultados da edição de setembro da COVID-19 Impact Survey.

A publicação é um relatório mensal realizado entre fabricantes, varejistas e marcas do setor de artigos esportivos.

O objetivo da pesquisa é explorar de maneira granular (em detalhes) os efeitos da pandemia nos negócios da indústria esportiva. O estudo indica, entre outras coisas, que a indústria do esporte superou a interrupção da cadeia de suprimentos causada pela epidemia, com 40% dos entrevistados dizendo que não é mais um problema para eles.

A cadeia de suprimentos é sistema de organizações, pessoas, atividades, informações e recursos envolvidos na atividade de transportar produtos ou serviços dos fornecedores aos clientes.

75% dos negócios foram afetados pelo coronavírus

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No entanto, a situação do mercado continua desafiadora, com 75 por cento de todos os entrevistados considerando que seus negócios são afetados pelo coronavírus. Esse indicador representa 10% a mais que a pesquisa de julho, onde o índice atingiu seu nível mais baixo.

Entre as empresas de manufatura, apenas 20% afirmam não ter experimentado uma redução em seus pedidos. Mas quase 70% dos entrevistados enfrentam uma redução nos pedidos da Europa, uma porcentagem maior do que na pesquisa mensal anterior.

Os pedidos da África e do Oriente Médio também estão diminuindo, enquanto para todas as outras regiões os entrevistados notaram que o declínio diminuiu.

Fechamentos de fábricas diminuiram

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Mais de 30% dos fabricantes ainda enfrentam uma situação de escassez de material e 40% dos entrevistados indicam que os gargalos de produção são a principal razão para a escassez. A escassez de materiais agora se deve principalmente aos embarques retidos nas fronteiras, embora o fechamento das fábricas dos fornecedores seja menos problemático do que antes.

Enquanto isso, a escassez de mão de obra continuou diminuindo por três meses consecutivos. No entanto, cerca de 7% das empresas de manufatura relatam que seus negócios foram afetados pela ausência de funcionários infectados com COVID-19. Este valor  é mais alto do que a proporção média dos últimos seis meses.

Isso se soma ao fato de que 20% dos prestadores referiram-se a funcionários que cuidam de familiares infectados. Percentual que agora está voltando aos níveis de abril, enquanto em julho caiu para zero.

Recuperação completa dentro de um ano

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As perspectivas para os próximos meses são mistas entre os fornecedores. Em geral há mais pessimismo do que na pesquisa de julho. A maioria espera retomar 20% de suas atividades normais, mas 7% ainda estão confiantes de que não apresentarão nenhuma recuperação.

Em termos de tempo necessário para uma recuperação completa, 60 por cento dos fabricantes acreditam que levará mais de um ano, ante 45 por cento na pesquisa mensal anterior.

Para as marcas de artigos esportivos e varejistas que participaram da pesquisa de setembro, as vendas online surgiram novamente como a opção preferida para mitigar o impacto da pandemia. Entre as outras opções, manter um estoque mínimo está ganhando popularidade.

Esporte outdoor é o menos pessimista

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Quando questionados sobre as tendências dos mercados emergentes após a pandemia, 70% dos entrevistados apontaram para “produtos verdes”. Quanto às principais atividades esportivas após a primeira onda da pandemia, o outdoor voltou a liderar a lista.

Curiosamente, todos os outros esportes (corrida, basquete, futebol, beisebol, caminhada, ciclismo, natação) apresentaram números decrescentes. Ou seja, há mais pessimismo nos esportes tradicionais. Os esportes outdoor foram os únicos a apresentar aumento.

Uma nova edição da pesquisa online já está disponível. O WFSGI convida a participar todas as empresas de artigos esportivos interessadas, mesmo aquelas que não são membros da Federação.

Luciano Fernandes

Luciano Fernandes

Luciano Fernandes é escalador há mais de 18 anos e cobre o esporte na Revista Blog de Escalada há 14 anos. Nas competições de escalada já cobriu e comentou diversos campeonatos nacionais e os Jo[...]

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