Personagens da Fórmula 1 1950/1959: Tony Brooks em Monza 1958

Personagens da Fórmula 1 1950/1959: Tony Brooks em Monza 1958

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sexta-feira, 17 novembro 2017
Automobilismo

Tony Brooks não era alguém destinado à notoriedade, ele deixou isso para o seu companheiro de equipe da Vanwall, Stirling Moss. Contudo, em termos de puro talento natural, muito pouco mesmo os diferenciava. Mas ele não possuía apenas velocidade; era dotado de um estilo tão refinado que conseguia extrair de seu carro inacreditáveis combinações de gentileza e ritmo ao longo de toda uma prova, talvez desobrigado pela constante necessidade de alguns de ficarem lá na frente lutando desde a largada. Em parte alguma isto foi melhor demonstrado do que no Grand Prix da Itália de 1958.

Os estágios iniciais da prova eram totalmente dominados pelas Ferraris de Mike Hawthorn e Phil Hill; então como Hill perdeu tempo, Moss começou a ameaçar sua liderança. O tempo todo Brooks flutuava em torno da quarta e da quinta posição, mantendo os contendores à vista, porém ansioso para não forçar ainda o seu carro. Por ironia, o seu carro foi a primeira Vanwall a apresentar problemas e um sério vazamento de óleo o levou ao boxe na 13ª volta. Enquanto faziam o reparo, ele perdia quase uma volta em relação aos líderes.

 

Tony Brooks – Monza 1958. Foto em destaque: The Cahier Archive

Agora ele tinha uma tarefa a cumprir. Não somente tinha que recuperar a volta perdida, mas também precisava fazer isto de maneira que não desgastasse demais seus pneus. Já que não podia fazer mais uma nova troca conforme fora planejado. Elegância e impulsão fluíam enquanto o longo carro verde avançava. Os que não estavam cronometrando seu tempo juravam que ele não estava andando tão rápido.

Contudo, faltando 13 voltas para o final, lá estava ele, na segunda posição, se aproximando da Ferrari de Hawthorn que liderava. Quando Mike Hawthorn teve um problema com sua embreagem, Brooks o ultrapassou pilotando com arte para alcançar uma das vitórias mais inacreditáveis e no entanto, mais oportunas de todos os tempos. Feito prodigioso.

 

 

Foto em destaque: The Cahier Archive

 

Redator: Luiz Máximo, de São Paulo.

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acom[...]

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