Análise da inteligência, experiência e talento de Lewis Hamilton na Turquia para o hepta

Análise da inteligência, experiência e talento de Lewis Hamilton na Turquia para o hepta

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terça-feira, 17 novembro 2020
Fórmula 1

Em 2020, já vimos Lewis Hamilton ganhar com três pneus na Inglaterra. Além disso, igualou as 91 vitórias de Schumacher na Alemanha. Em uma corrida com chuva – que desafiou até os mais talentosos nessa condição – ele mostrou na Turquia um desempenho que ficará na história.

Por: Carol Sales, de Frei Miguelinho, PE

“Eu sei que haverá chuva se eu quiser o arco íris” – Katy Perry, Resilient

Mesmo com as dificuldades enfrentadas no GP da Turquia, Lewis Hamilton conseguiu agir do jeito certo para que o tempo se abrisse. Assim, ele achou o ouro do outro lado do arco íris e garantiu a vitória, além do seu 7º título mundial, numa corrida que mostrou inteligência, experiência e talento.

Após a classificação também chuvosa no sábado, esse não parecia ser um fim de semana tanto para Hamilton, quanto para Bottas (largaram em 6o e 9o, respectivamente). Com uma surpreendente pole de Stroll, a corrida prometia fortes emoções não só para nosso protagonista, mas para todo o grid.

Estratégia acertada para superar a dificuldade da pista

A chuva, somada ao óleo que soltava do novo asfalto do Istambul Park, deixou a pista ainda mais desafiadora. Hamilton disse que era como “pilotar no gelo”. Ainda no começo, conseguiu pular para 4º, mas caiu novamente para 6º e estava com um ritmo inferior às Racing Points, na frente.

 

Com a pista secando mais ao longo da corrida, era preciso agir estrategicamente, observando o desempenho dos pneus e se era vantajoso colocar compostos novos. Isso ajuda a explicar porque Stroll, até então líder, perdeu desempenho. Além de uma parada no momento errado, não teve experiência para administrar a temperatura do pneu, que se desgastou mais rapidamente.

Trocar ou não, eis a questão. Vários pilotos optaram por compostos novos, por julgarem que o rendimento cairia se não fizessem isso. Contudo, nem todos conseguiram manter a temperatura adequada e com isso foram perdendo aderência. Hamilton, assim como Pérez, estavam tendo um bom ritmo mesmo sem irem para os pits.

O agora heptacampeão mundial, avaliando o desempenho dos pneus, teve uma estratégia acertada. Usou de inteligência para escolher continuar na pista: poderia trocar e ainda voltar à frente de Pérez, 2º colocado, mas optou por não fazer isso, por avaliar que não seria vantajoso.

 

Além disso, com experiência, conseguiu administrá-los bem. Andou no ritmo certo para conservá-los e fazer com que durassem o máximo. Contudo, foi sim um risco: ao todo, 50 voltas com os compostos intermediários de chuva. Havia a possibilidade de estouro pelo desgaste, mas, no fim, os pneus resistiram.

 

Não precisa nem falar muito sobre o talento, primordial para chegar aos 7 títulos mundiais. Ele tem o melhor carro? Sim, mas o que é o melhor carro sem um piloto com talento? Na Turquia, isso foi visto mais uma vez.

Desempenho de Lewis Hamilton para ficar na história da Fórmula 1

O desempenho espetacular em Istambul ficou marcado com um dos melhores de Hamilton na F1. Com uma vitória da maneira que foi, a conquista do hepta não poderia ter sido mais especial. Tem outra frase de Resilient que consegue descrevê-lo, após tudo que enfrentou na carreira: “Eu sou resiliente, nasci para ser brilhante”. É exatamente isso. Ele nasceu para ser brilhante. E o resultado do GP da Turquia emocionou muita gente. Foi mais uma oportunidade de ver um show, do que muitos já consideram, o maior piloto da história da Fórmula 1.

 

Foto destaque: Reprodução / Facebook Formula 1

Carol Sales

Carol Sales

Estudante de jornalismo, curiosa e aberta a novos desafios. Apaixonada por esportes, tendo uma relação especial com o automobilismo desde pequeninha. Instagram: @carol.sales_

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