Para Helen Luz, a CBB com Magic Paula empodera: “o basquete feminino volta a ter credibilidade”

Para Helen Luz, a CBB com Magic Paula empodera: “o basquete feminino volta a ter credibilidade”

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sexta-feira, 09 abril 2021
Basquete

A chegada de Magic Paula como nova Vice-Presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) fez criar novos ânimos no lado feminino do basquete do Brasil. Em exclusiva à Poliesportiva, Helen Luz falou da importância da lenda na gestão do esporte e contou que, no passado, com a gestão de outro grande nome do basquete feminino, Hortência, foi fundamental para deixar em pé de igualdade as seleções masculina e feminina.

Por: Eric Filardi, de São Paulo.

Antes de mais nada, ter um nome de peso como o de Magic Paula na gestão é fundamental para o basquete brasileiro. Assim como Hortência também já teve esse momento em que foi gestora. Helen Luz, companheira de ambas na Seleção Brasileira, como jogadora, falou da chegada de Paula, do período em que Hortência esteve a frente da gestão e relembrou que com uma lenda do basquete como gestora as coisas acabam sendo melhores: “foi a minha melhor época na Seleção”.

“Ter um nome de peso como o da Paula na gestão é fundamental para o basquete brasileiro. Assim como eu tive a oportunidade de trabalhar com Hortência em 2009 e sempre gosto de ressaltar: foi a minha melhor época na seleção. A Hortência estava lá também como gestora, cuidava do basquete feminino do adulto e da base. Eu tinha parado de jogar em 2007 pela seleção e voltei em 2009, a convite da Hortência, porque a gente tinha uma Copa América no Brasil, que era importante e o Mundial em 2010. Foram os meus dois últimos anos como jogadora da Seleção Brasileira, já estava também no final da minha carreira. Eu falo que foi a melhor época que eu estive como jogadora”.

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A exemplo do que imagina que Paula fará, Helen exaltou o trabalho feito por Hortência no passado, igualando condições de trabalho entre homens e mulheres na Seleção:

“Naquela época, eu fui muito bem tratada. Eu todas as meninas. A gente tinha os melhores lugares para treinar, a melhor alimentação, o melhor hotel… quando não era hotel a gente estava concentrada em um lugar digno, que o atleta precisa. E nem sempre foi assim, essa é a verdade. Então, foi importante. O mesmo tratamento que o masculino tinha, nós tínhamos também. Não tinha essa diferença. E a gente já viveu essa diferença alguns anos atrás”.

Helen relembrou brevemente a diferença que tinha entre elas e os homens, apesar de serem campeãs mundiais e medalhistas olímpicas, a situação não era como quando Hortência se tornou gestora e imagina que Paula venha a fazer muito mais pelo basquete brasileiro: “o basquete feminino volta a ter credibilidade”

“Mesmo a gente sendo as campeãs do mundo, medalhistas olímpicas, a gente não tinha um tratamento igual que o masculino. E com a Hortência foi diferente. Então, penso que com a Paula vai ser assim. Tenho certeza que a Paula vai colocar suas ideias, aquilo que ela acredita. Ela é uma pessoa de muita personalidade. É uma referência não só para o basquete em si, mas para o esporte brasileiro. Jogadora excepcional, pessoa incrível também. Não tenho dúvida que para modalidade é incrível e dá credibilidade, essa  é a palavra. Com a Paula na gestão o basquete feminino volta a ter credibilidade”.

Foto destaque: Reprodução / Na Era do Garrafão

Eric Filardi

Eric Filardi

Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova me cativa. Bem-vindo a rádio de todos os esportes. Bem-vindo a Rádio Poliesportiva. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos[...]

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