Os maiores desafios do automobilismo!

Os maiores desafios do automobilismo!

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sexta-feira, 26 maio 2017
Automobilismo

O circuito de Indianápolis está localizado a 10 km ao noroeste da cidade de Indianápolis, capital do estado de Indiana. O circuito foi inaugurado em 1909, com três dias de competições, das quais a mais importante foi á prova de 250 milhas, vencida por Bob Burman, pilotando um Buick. A pista tem 4.023m de extensão, com a largura mínima de 15,4 m, e tem quatros curvas, que ligam as quatros retas; duas longas e duas curtas. Como todas as curvas são para o lado esquerdo, os carros tem seu centro de gravidade deslocado ligeiramente para esquerda em direção ao eixo dianteiro e as rodas do lado esquerdo do carro tem seu tamanho diferente das do lado direito. As 500 milhas de Indianápolis é a corrida mais antiga do automobilismo mundial e vem sendo disputada desde 1911, e só foram interrompidas durante as duas guerras mundiais. Foi criada por Carl G. Fisher, um dos donos do autódromo na época, e ao mesmo tempo foram abolidas todas as demais corridas que eram realizadas no IMS (Indianápolis Motor Speedway). Já fez parte do calendário da Fórmula 1 e atualmente a Nascar tem a honra de correr no autódromo que é de propriedade de Tony George.

As 24 horas de Le Mans é uma das mais famosas provas automobilísticas do mundo. Sua realização ocorre todos os anos em Le Mans, e é disputada no circuito de La Sarthe, na estrada Le Mans-Tours. O circuito tem 13.650m. É a prova de endurance mais difícil do mundo, tanto para os pilotos, como para os carros que correm sem descanso durante um dia e uma noite. A primeira prova aconteceu em 1923 e os vencedores foram as duplas André Lagache e René Leonard, e sua finalidade especificada pelos organizadores, era promover o progresso técnico automobilístico. Vencer em Le Mans significa uma enorme publicidade para a industria automobilística. Fabricantes como Mercedes, Renault, Ford, Honda e Toyota chegam a investir mais de US$ 20 milhões para disputar essa prova. Além disso, Le Mans é um cenário de festa no dia da prova. Mais 400 mil pessoas presente e para aliviar a monotonia de muitas horas de corrida, em redor das tribunas tem todo tipo de diversões.

No dia 14 de abril de 1929 disputava-se pela primeira vez o “Grand Prix de Mônaco” pelas ruas do principado. Despontavam então os carros de corrida de um só lugar, (monopostos). É o único circuito totalmente urbano, e também um dos mais espetaculares por exigir que todos os pilotos corram a toda velocidade pelas ruas da capital do principado de Mônaco. A prova inclui várias encostas, um túnel e um contorno no porto. Os pilotos trocam de marchas varias vezes numa contínua aceleração e redução sem fim.

As três corridas mais famosas do mundo: o GP de Mônaco, as 500 milhas de Indianápolis e a 24 horas de Le Mans formam uma espécie de tríplice coroa do reino da velocidade, um grande desafio que somente o piloto inglês Graham Hill conseguiu vencer em sua totalidade, e sendo laureado pela rainha Elizabeth II com a Ordem CE Cavaleiro da Coroa do Império Britânico.

Norman Graham Hill nasceu em Hampstead, no dia 17 de fevereiro de 1929. Suas primeiras paixões foram às corridas de motocicleta, disputadas em sua terra natal. No automobilismo, Graham Hill começou a correr quando vivia de pensão de desempregados. Trabalhou por três anos, como mecânico, em troca de uma ou outra oportunidade de pilotar. Foi essa sua determinação que acabou por levá-lo à Fórmula 1, onde venceu seu primeiro campeonato mundial em 1962, depois de quatro anos improdutivos, primeiro na Lotus e depois na BRM. Ganhou de novo em 1968, depois de uma série de incidentes. No ano seguinte, enfrentou uma dramática luta para voltar a pilotar, depois de quebrar e esmagar ambas as pernas em Watkins Glenn. Os médicos diziam que ele não poderia correr por pelo menos um ano e os amigos o pressionavam para abandonar o automobilismo, mas ele alinhou seu carro no GP da África do Sul em 1970 e terminou a corrida em sexto lugar.

Nos últimos anos de sua carreira, Hill não foi tão bem sucedido. Sua ultima vitória foi numa corrida fora do campeonato em Silverstone, em 1971. Era um membro atuante na GPDA (Associação dos Pilotos de GPs), contribuía e ajudava a levantar fundos para organizações assistenciais como o Spring Boys Club, numa das áreas mais pobres de Londres. Graham Hill também era muito ligado a família, dedicando boa parte de seu tempo a Brigitte, Damon e Samantha. Em 1974 decidiu formar sua própria equipe: a Embassy Hill Racing, com chassis da Lola e motor Ford. Foi nesse carro que Hill disputou o ultimo GP de sua vida, em Watkins nos Estados Unidos. Nesse GP morreu o austríaco Hlmuth Koining, após ser degolado depois de passar com o carro sob o guard-rail. Tudo parecia correr bem, quando no dia 29 de novembro de 1975 Graham Hill morreu num acidente de avião. O Piper Aztec que Hill pilotava à quase dez anos (Hill comprou o avião com os prêmios ganho na Indy-500 de 1966) estava para pousar em Elstree, a poucos quilômetros de sua casa. Hill voltava dos treinos em Paul Ricard, perto de Marsellha, na França. Seja qual for a razão, o Piper Aztec caiu num campo de golfe a cinco quilômetros do aeroporto de Heathrow. Todos os seis ocupantes morreram. Quando Hill morreu estava altamente endividado com o jogo e nunca tinha se preocupado em fazer um seguro de vida. Por este motivo sua família passou por dificuldades financeiras, pois teve que vender quase tudo para saldar dívidas e pagar indenizações dos integrantes da Embassy. Um final muito triste e nada digno para quem fez história no automobilismo mundial…

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Foto de capa: IndyCar

Redator da matéria: Luiz Máximo, de São Paulo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acom[...]

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