Para Sergio Pérez é hora de seguir na Fórmula 1 ou mudar para os Estados Unidos?

Para Sergio Pérez é hora de seguir na Fórmula 1 ou mudar para os Estados Unidos?

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quarta-feira, 16 setembro 2020
Automobilismo

A temporada 2020 da Fórmula 1 nos traz uma das “silly seasons” mais movimentadas dos últimos anos. Com campeões mudando de equipe. E a volta de nomes famosos e polêmicos. Entretanto, todo esse movimento nos leva a pergunta título desse artigo. Afinal, qual será o futuro de Sergio Pérez?

Por: Francisco Brasil, de Rio Bonito, RJ –  Planeta Velocidade

O movimento que mudou o futuro de Sergio Pérez

Antes de tentar respondê-la, vamos analisar os passos que levaram a essa dúvida. Afinal, tudo começou com o anúncio da saída de Sebastian Vettel da Ferrari. De fato, a especulação, agora fato consumado, de sua mudança para a futura Aston Martin, atualmente Racing Point.

Pois bem, no início da semana que antecedeu o GP 1000 da Ferrari – realizado no circuito de Mugello – o chefe da Racing Point, Otmar Szafnauer entrou em cena. Ao ser perguntado sobre a contratação de Vettel durante uma entrevista, afirmou que os pilotos da equipe estavam confirmados já a dois anos e nada mudaria, ficando até bravo com a questão.

Entretanto, tudo mudou no dia seguinte.  Na quarta-feira (9), Sergio Pérez anunciou que não regressaria a equipe em 2021. Por consequência, na quinta-feira(10), Vettel durante a entrevista coletiva da F1 confirmou que seguirá para a Aston Martin. Dessa forma, dando fim às especulações e desmentindo Szafnauer.

E agora “Checo”?

Contudo, Pérez está sem carro e sem “plano b”, como ele mesmo afirma em seu comunicado. Além disso, Pérez também informa que foi dispensado por telefone, lhe deixando sem opções. De fato, sem opções já que as principais vagas competitivas estão ocupadas.  Renault, que será Alpine, confirmou Fernando Alonso e Esteban Ocon. Ferrari virá com Charles Leclerc e Carlos Sainz. Mclaren contratou Daniel Ricciardo a peso de ouro para formar dupla com Lando Norris.

Entretanto, vieram os rumores de uma conversa de Pérez com Christian Horner, chefe da RBR. Com apenas Max Verstappen confirmado e 3 vagas em aberto nas duas equipes da fabricante de energéticos. Seria um caminho interessante. Porém, isso esbarra no principal pilar da Red Bull, que é revelar novos talentos.

Além disso, Alex Albon finalmente subiu ao pódio e Pierre Gasly levou a hoje Alpha Tauri a sua segunda vitória na Fórmula 1, em Monza. Da mesma forma que um jovem Sebastian Vettel fez em 2008 quando a equipe era Toro Rosso.

Planeta Velocidade

Caso essa conversa não vá adiante, resta a Checo vagas na Haas e na Alfa Romeo. Porém, ambas as equipes sofrem com o desempenho do motor Ferrari e essa situação não deve mudar para o ano que vem. Ademais, também não podemos descartar a Williams e seus novos donos. Seria uma boa?

Afinal, seguir na F1 ou mudar de ares?

Chegamos ao ponto. O que Pérez deveria fazer? Se manter numa equipe menor e pouco competitiva ou mudar de ares e tentar os EUA? Pérez tem um bom aporte financeiro de Carlos Slim, magnata mexicano das comunicações, e é um bom piloto.

Mas esse ano, não está bem. Ainda mais se considerarmos que o carro da Racing Point é praticamente o mesmo com que a Mercedes dominou 2019. Além disso, seu companheiro, Lance Stroll já tem pódio. O mexicano ainda perdeu duas etapas ao testar positivo para COVID-19 após viagem ao México e a Itália, o que não pegou bem.

Com tudo isso na mesa, a tendência é que Pérez permaneça na F1. Porém, apenas se for numa equipe que tenha planos concretos a longo prazo. Ou seja, após 2022. Nesse caso, Haas e Williams podem ser o destino. A primeira tem capacidade para se reinventar e precisa de melhores pilotos. Por outro lado, a Williams, em nova fase, necessita de pilotos experientes.

Por fim, o outro bom lugar seria a RBR se fosse confirmada a conversa com Horner. Porém, ali tem o senhor Helmut Marko que não tem a paciência como virtude, além da clara predileção por Max Verstappen.

Fórmula 1 2020 - GP da Itália

Fórmula 1 2020 – GP da Itália. Foto: Divulgação / FIA

Existe automobilismo fora da F1

Sem um bom plano para 2022 dentro da F1, Pérez deveria aceitar o “convite” informal de Zak Brown, CEO da McLaren. Sim, para correr no programa da equipe na Fórmula Indy, que vai muito bem, diga-se de passagem. Seria um bom caminho para ele que tem aporte para bancar um carro competitivo em outra categoria.

Pérez tem que ter em mente que existe “vida inteligente” fora da Fórmula 1. Assim como já provaram Felipe Nasr ao ser campeão do IMSACampeonato Americano de Endurance. Só para citar, um bom exemplo do piloto brasileiro. E que de repente, seria também um caminho interessante para o piloto mexicano.

Ora, se até Marcus Ericsson vem fazendo uma boa temporada na Indy, imagina Pérez? Seria um nome de peso, com verba para ter carro bom e conseguir o sucesso que não obteve na F1, assim como Alexander Rossi.

Agora é aguardar os próximos movimentos (e blefes, né Szafnauer?) Para descobrirmos, enfim, o futuro de Sergio “Checo” Pérez.

Foto destaque: Divulgação / Florent Gooden / DPPI / FIA

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