O NBB mais equilibrado da história

O NBB mais equilibrado da história

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quarta-feira, 08 fevereiro 2017
Basquete

Equilíbrio. Esta é a palavra que define o Novo Basquete Brasil (NBB) nesta edição. Quem esperava que o pentacampeão Flamengo (que faturou os últimos quatro campeonatos) fosse sobrar no torneio 2016/2017, após um começo arrasador, equivocou-se.  Hoje, do 1º (Brasília) ao 7º colocado (Franca), a diferença é de apenas duas vitórias a mais – o Vitória (5º) é a única equipe com 17 jogos realizados, ante os 18 dos outros seis times. O atual equilíbrio em busca do G-4 nunca havia sido visto na história da competição. É também importante destacar, nesse mesmo grupo que briga pela passagem direta às quartas de final, a aproximação que três times paulistas (Mogi, Bauru e Franca) dos líderes nessas últimas rodadas, graças a uma excepcional sequência de vitórias.

BrasiliaxFlamengo

Brasília e Flamengo têm o mesmo número de vitórias e jogos, mas os candangos levam a melhor no confronto direto – Foto de Brito Jr./Divulgação

No outro extremo da tabela, três equipes (Liga Sorocabana, Macaé e Caxias do Sul) lutam para não ser a rebaixada da vez. A diferença entre elas é que a primeira tem uma vitória a mais (4), e a última, um e dois jogos a mais, respectivamente, ante seus dois adversários diretos.

A Rádio Poliesportiva, a emissora de todos os esportes, traça abaixo um pequeno resumo da participação das 15 equipes – por ordem de classificação – que disputam esta edição do NBB. Vale lembrar que as 12 melhores desta fase classificatória avançam aos playoffs da competição, com as 4 primeiras já garantidas nas quartas de final. As outras oito disputam os quatro jogos restantes das oitavas.

 

Brasília (72,2% de aproveitamento, com 13 vitórias em 18 jogos)

 

Lidera em razão do confronto direto (venceu o Flamengo, por 95 a 93, em casa), mas tem os mesmos pontos, jogos e vitórias dos rubro-negros. Obteve na última partida, diante do Basquete Cearense, a vitória mais larga (36 pontos, 88 a 52) desta edição do NBB. Antes desse jogo, no entanto, foi derrotado pelo Vitória (78 a 70), em casa.

Time bastante regular, teve como pior momento na competição duas derrotas seguidas, diante do Campo Mourão (em casa) e do Franca (fora), no fim do ano passado.

 

Flamengo (72,2% de aproveitamento, com 13 vitórias em 18 jogos)

 

FlamengoxBauru

Após três derrotas seguidas, o Flamengo recuperou-se ao vencer o Pinheiros, na prorrogação – Foto: Ricardo Bufolin/EC Pinheiros

Com a maior média de pontos por partida do NBB (86,72), esteve à frente da tabela em praticamente toda a competição. Venceu as oito primeiras partidas que disputou, tendo a sequência quebrada pelo Basquete Cearense, em 20 de dezembro, quando surpreendentemente foi derrotado em casa (94 a 88).

Entre os dias 21 e 28 de janeiro, perdeu três jogos seguidos atuando no Rio de Janeiro (Franca, Bauru e o dérbi diante do Vasco). Recuperou-se na última rodada ao derrotar, em São Paulo, o Pinheiros, na prorrogação (84 a 77, após empate por 68 pontos no tempo regulamentar).

 

 

Mogi das Cruzes (66,7% de aproveitamento, com 12 vitórias em 18 jogos)

 

MogiXBauru

Mogi e Bauru são as sensações do momento no NBB: ambas vêm de cinco vitórias consecutivas – Foto: Antonio Penedo/Mogi-Helbor

Atual campeão sul-americano, o Mogi venceu as últimas cinco partidas que disputou no NBB – a última delas diante do Vasco, 80 a 73. A boa sequência começou contra o Vitória, após duas derrotas seguidas (Flamengo e Macaé, ambas em casa). Daqui para frente, terá quatro partidas fora.

O time começou a competição com duas vitórias e uma derrota, antes de disputar o Sul-Americano, em novembro. Ficou sem jogar no NBB por quase 20 dias e, após o triunfo na Argentina, voltou bastante irregular, não conseguindo mais do que duas vitórias consecutivas até emplacar a sequência de cinco triunfos.

 

Bauru (66,7% de aproveitamento, com 12 vitórias em 18 jogos)

 

Terceiro colocado na tabela ao lado do Mogi (perde no confronto direto) e em excepcional ascensão, o time do interior paulista começou a competição oscilando bastante. Mas depois teve melhor sequência e triunfos importantes, como os diante do Vitória e do Flamengo, ambos fora de casa.

A exemplo do concorrente direto Mogi – contra quem, coincidentemente, teve o último revés -, o Bauru também tem cinco vitórias consecutivas, a última delas diante da Liga Sorocabana, 87 a 55. A equipe ainda possui a melhor defesa da competição, com média de 74,28 pontos sofridos por jogo.

 

Vitória (64,7% de aproveitamento, com 11 vitórias em 17 jogos)

 

VitóriaxPinheiros

Adversários diretos, Vitória e Pinheiros brigam para entrar no G-4 – Foto de Bruno Ulivieri/JGCOM

Com um jogo a menos que Mogi e Bauru, pode alcançar os adversários diretos no critério de aproveitamento, porém perde em confronto direto para ambos.

Começou o NBB com cinco vitórias seguidas e bateu nos dois jogos o atual líder Brasília. Mas oscilou muito ao longo da competição, com vitórias expressivas fora (Vasco e Brasília) e derrotas em casa (Bauru, Franca e Pinheiros). Vem de duas vitórias consecutivas, a última delas diante do Minas, fora (82 a 78), após sufoco.

 

 

Pinheiros (61,1% de aproveitamento, com 11 vitórias em 18 jogos)

 

Com momentos de instabilidade ao longo da competição, o Pinheiros vem de uma derrota para o Flamengo, em casa, na prorrogação. No mesmo ginásio Henrique Villaboim, também já perdeu duas partidas seguidas quando estava embalado no NBB, no fim do ano passado – para o Campo Mourão e diante do Paulistano, no “clássico dos Jardins”.

Em seu melhor momento no NBB, emplacou três vitórias consecutivas: Basquete Cearense, Vitória e Macaé, as duas primeiras fora de casa. Teve a sequência quebrada diante do rubro-negro carioca.

 

Franca (61,1% de aproveitamento, com 11 vitórias em 18 jogos)

 

FrancaxCampo Mourão

Franca e Campo Mourão também vêm de uma sequência de vitórias – Foto de Valmir de Lara/Divulgação

Outro time paulista em excepcional ascensão, com quatro vitórias consecutivas – foi ao Rio de Janeiro e ganhou de Flamengo e Macaé; em casa, bateu Liga Sorocabana e Paulistano.

A equipe começou o torneio de forma bastante irregular, derrotada em casa diante de Flamengo e Vasco, mas com boas vitórias fora, como as contra Vitória, Campo Mourão e Paulistano (no turno). Antes do atual momento, a melhor sequência que tivera foram três vitórias seguidas no fim do ano passado, entre elas a contra o Brasília.

 

 

 

Campo Mourão (58,8% de aproveitamento, com 10 vitórias em 17 jogos)

 

Com três vitórias consecutivas, entre elas duas fora de casa (Paulistano e Liga Sorocabana), é outra equipe que vem embalada no torneio. Disputa o NBB pela primeira vez.

O curioso é que, das dez vitórias até o momento, a equipe paranaense obteve seis triunfos como visitante (perdeu apenas para o Minas), em sete jogos fora! Em compensação, em casa o aproveitamento é de apenas 40% (4 vitórias).

 

Vasco da Gama (55,6% de aproveitamento, com 10 vitórias em 18 jogos)

 

Vasco x Paulistano

Vasco voltou à irregularidade, após boa sequência com novo comando; já o Paulistano soma cinco derrotas seguidas – Foto: João Pires/LNB

Irregular no início da competição – havia conseguido, no máximo, duas vitórias seguidas, além de tropeçar em casa com derrotas diante do Campo Mourão e do Vitória–, cresceu com a chegada do técnico Dedé Barbosa, no início deste ano. Teve boa sequência de vitórias (Pinheiros, Macaé e Brasília) no começo de janeiro, mas voltou a alternar vitórias e derrotas posteriormente.

 

 

 

 

Paulistano (44,4% de aproveitamento, com 8 vitórias em 18 jogos)

 

O time da capital paulista começou mal a competição, com três derrotas nos quatro primeiros jogos. Mas depois se recuperou e chegou a vencer três partidas seguidas, entre elas o dérbi diante do Pinheiros, e ocupar boa posição na tabela de classificação. Mas voltou recentemente a ficar em situação delicada no torneio. Sua última vitória no NBB aconteceu há quase um mês: no dia 11 de janeiro, fora de casa, diante do Basquete Cearense. De lá pra cá, cinco derrotas seguidas.

 

 

Basquete Cearense (41,2% de aproveitamento, com 7 vitórias em 17 jogos)

 

A equipe tem alternado, desde o início da competição, vitórias e derrotas. Não conseguiu uma sequência maior do que duas vitórias. O Basquete Cearense derrotou fora de casa o Flamengo e o Campo Mourão, mas perdeu sob seu mando jogos importantes, entre eles para  Bauru, Paulistano e Pinheiros.

 

Minas Tênis (33,3% de aproveitamento, com 6 vitórias e 18 jogos)

 

MinasxBasqueteCearense

Minas Tênis e Basquete Cearense têm campanhas bastante irregulares – Foto: Orlando Bento/Minas TC

Apesar do baixo aproveitamento, disputou duas partidas equilibradas com alguns times que ocupam boa posição na tabela, como o Vitória. Mas oscila demais. Perdeu em casa para Basquete Cearense, Pinheiros e Vasco, mas venceu fora o último e o Bauru. Foi derrotado pelo Brasília na última rodada, pelo placar mais elástico da competição.

 

 

 

 

 

Liga Sorocabana (22,2% de aproveitamento, com 4 vitórias em 18 jogos)

 

Começou bem o NBB, com duas vitórias, uma delas fora de casa, diante do Campo Mourão. Depois, sete derrotas seguidas até triunfar diante do Vasco e do Caxias do Sul, em Sorocaba. Vem de outra sequência de sete reveses consecutivos.

 

Macaé (16,7% de aproveitamento, com 3 vitórias em 18 jogos)

 

Macaé, que perdeu do Vasco nesta terça-feira, luta para escapar da zona da degola – Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br Caxias do Sul 

Teve cinco derrotas seguidas no início do torneio até vencer em casa a Liga Sorocabana. Triunfou, ainda, diante do Basquete Cearense, em casa, e do Mogi, fora. Fez partidas equilibradas com Brasília e Vasco, jogando na casa do adversário.

 

 

 

 

 

 

Caxias do Sul (15,8% de aproveitamento, com 3 vitórias em 19 jogos)

 

Maior candidato ao rebaixamento, o time gaúcho teve um início de NBB desastroso, com nove derrotas seguidas. Venceu o Macaé, o Vasco e o Minas Tênis, todos em casa.

*Crédito imagem destacada: João Pires/LNB

 

Leonardo Guandeline

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