O grupo da morte

O grupo da morte

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quinta-feira, 29 novembro 2018
Colunas

Por: Bruno Filandra Lopes, de Colonia del Sacramento (URU).

Passada a rodada de estreia do Mundial Sub 17 Feminino, era hora de pegar estrada para conferir mais dois jogos. No último dia 14, Mario e eu fomos até Colonia del Sacramento, em uma viagem de três horas de duração. Fomos assistir a primeira rodada do Grupo C, com Estados Unidos, Camarões, Coreia do Norte, e Alemanha. Ao meu ver, esse era o grupo mais difícil de todos. Ou seja, o grupo da morte.

Chegamos duas horas antes, comemos, e depois fomos ao Estadio Professor Alberto Suppici. De primeira achei um estádio bem diferente dos convencionais, sem arquibancadas juntas e de fácil acesso ao gramado. Mas o que mais me chamou atenção mesmo era o forte sol e o forte vento que batia. Sequer conseguia olhar para o gramado. A solução foi comprar um boné.

Camarões x Estados Unidos no primeiro jogo do dia. Foto: Bruno Filandra Lopes.

O primeiro jogo foi entre Camarões x Estados Unidos. As camaronesas começaram melhor, mantendo mais a bola no campo de ataque. Porém, aos 22 minutos, Fishel fez o primeiro gol dos Estados Unidos. Próximo do final da primeira etapa, a goleira Onomo fez falta na meia-lua da área em Doms e foi expulsa. Olga, aquela mesma que jogou no Parque São Jorge, foi para a meta de Camarões. Mas ela não conseguiu evitar o gol de Fontes, o segundo das norte-americanas.

Quando o jogo foi para o intervalo, Mario e eu nos abrigamos em uma árvore e lá ficamos até o final do segundo jogo. No segundo tempo, Fontes fez seu segundo gol, e o terceiro dos Estados Unidos, aos 36 minutos, num belo chute de fora da área. No final, Estados 3×0 Camarões. O segundo jogo teria como uma das protagonistas, a seleção mais aguardada por mim e pelo Mario.

Coreia do Norte x Alemanha, fechando o dia em Colonia. Foto: Bruno Filandra Lopes.

Pela alternatividade e dificuldade de assisti-la, a Coreia do Norte foi a nossa grande atração. Também a consideramos uma das favoritas ao título. O confronto com a Alemanha foi bem equilibrado, mas foram as alemãs que conseguiram ter mais sucesso nas finalizações. As norte-coreanas também arriscavam, mas a goleira Willebrandt esteve em uma tarde inspirada.

Blumel abriu o placar para as alemãs, aos 14 minutos do primeiro tempo. Corley fez o segundo aos 35 minutos. No segundo tempo, aos 24 minutos, uma confusão dentro da área e na sobra, Ji Hwa marcou para a Coreia do Norte. Mas um minuto depois, Corley fez o terceiro das alemãs. Weidauer fez o quarto e último da Alemanha aos 39 minutos.

Na minha visão, foi o melhor jogo que acompanhamos no Mundial. Saí de lá com a incerteza sobre quais seriam as duas seleções classificadas do grupo. A volta para Montevidéu foi mais proveitosa, já que havia wi-fi no ônibus. Depois de vários dias atarefados, tiramos um descanso no dia seguinte, e viajamos de novo no outro dia, que vou contar na próxima edição.

Foto de destaque: Bruno Filandra Lopes-Rádio Poliesportiva.

Bruno Filandra

Bruno Filandra

Compõe a Poliesportiva desde 2017, com coberturas em decisões de Paulistão, Superliga de Vôlei, NBB, dentre outros.

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