NBB 2016/17 – a temporada das zebras

NBB 2016/17 – a temporada das zebras

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quinta-feira, 30 julho 2020
Basquete

“Dar Zebra” é uma expressão brasileira que se remete a um resultado inesperado, improvável de acontecer, seja no basquete, no futebol ou em qualquer esporte. A gíria foi usada pela primeira vez por Gentil Cardoso em 1963, na época, técnico de futebol da Portuguesa, e caiu no gosto popular. Como todos sabem, é normal que casos assim aconteçam. Mas já imaginou “dar zebra” em todos os jogos de uma fase final de campeonato? Sendo assim, a coluna Garrafão Verde-Amarelo dessa semana vai contar como foram os playoffs da temporada 2016/17 da NBB.

Por Mariana Dias, Goiânia-GO

Temporada regular

A temporada 2016/17 da NBB começou no dia 5 de novembro carregando algumas novidades entre os participantes. Dessa forma, Vasco da Gama e Campo Mourão foram as duas equipes que integraram a elite do basquete brasileiro. O Cruzmaltino por ter sido campeão da Liga Ouro 2016 e o CMB, convidado após o São José Basketball encerrar às atividades. Porém, às vésperas do início da competição, o Rio Claro anunciou sua saída por motivos financeiros. Portanto, a temporada contou com 15 equipes.

Além das equipes citadas, Basquete Cearense, Bauru, Caxias do Sul, Flamengo, Franca, Liga Sorocabana, Lobos Brasília, Macaé, Minas, Mogi das Cruzes, Paulistano, Pinheiros e Universo/Vitória participaram do campeonato. A saber, na fase regular, cada equipe disputou 28 jogos, sendo que os quatro melhores classificados iriam direto para a fase final, enquanto os oito seguintes disputariam os playoffs. Por outro lado, a equipe na última posição seria rebaixada à Liga Ouro do ano seguinte.

Flamengoque na época era treinado por José Neto – atual Seleção Brasileira Feminina – fez uma campanha de 21 vitórias e sete derrotas, dessa forma, ficou na 1ª posição na tabela, rumo a fase final. Assim, foi seguido por Mogi das Cruzes, Franca e Lobos Brasília, ou seja, equipes a serem batidas na competição. Para a fase de playoffs, se classificaram Bauru (18-10), Paulistano, Universo/Vitória e Pinheiros com campanhas semelhantes (16-12). Nas quatro posições restantes: Vasco da Gama (14-14), Campo Mourão (13-15), Basquete Cearense (12-6) e Macaé (8-20). Enfim, na última posição, rebaixado, o Caxias do Sul (5-23).

Flamengo Basquete 2017/18(Foto: Reprodução/Torcedores)

Flamengo Basquete 2017/18 (Foto: Reprodução/Torcedores)

A fase de Playoffs – oitavas de final

Para disputar essa etapa, se juntaram do 5º até 12º colocados da tabela na temporada regular. Portanto, o melhor colocado enfrentou o último, e assim consequentemente os demais, em uma série de cinco jogos, porém precisando ganhar três para a classificação. Dito isso, o Bauru (5º) enfrentou o Macaé (12º)e levou a melhor com uma varrida de 3 x 0.  Na outra chave das oitavas, a série teve um pouco mais de emoção, chegando ao jogo final, com bastante equilíbrio entre as equipes. Logo, estamos falando de Paulistano (6º) x Basquete Cearense (11º). O time paulista conseguiu se classificar marcando uma média de 81,2 pontos por jogo.

Os dois confrontos complementares das oitavas de final seguiram o mesmo caminho. Dessa forma, foram dois 3 x 2, com muita equivalência das equipes. O Universo/Vitória (7º) venceu o estreante Campo Mourão (10°), enquanto o Vasco da Gama (9º), caiu para o Pinheiros (8º) que jogou em casa na última partida. Curiosamente, os melhores classificados na tabela passaram para a próxima fase, diferente do que aconteceu nas quartas de final.

DEU ZEBRA NAS QUARTAS!

Rubro negro carioca era o favorito para levar o título da temporada 2016/17. A equipe tinha sido campeã estadual e tetracampeã seguida do NBB, e ainda tinha no plantel o MVP das finais de 2015/16 – o Olivinha. Já o Mogi, em 2016, levantou o caneco da Liga Sul Americana vencendo o argentino Bahía Basket no agregado de 3 x 0. Além de também ter sido campeão paulista. A equipe dos francanos inúmeras vezes triunfou pelo Campeonato Paulista e brasileiro – antes da criação do NBB. Por último, o Lobos Brasília com um currículo extenso de troféus. Liga Sul Americana, Liga das Américas e Campeonato Brasileiro, além de ter na equipe ala-pivô multi campeão, Guilherme Giovanonni.

As quatro equipes foram as melhores colocadas da competição, os cabeças de chave com vantagem no mando de quadra. Apesar disso, pensar na queda de um deles, não seria improvável. Mas ninguém imaginaria na eliminação de todos. E sim, isso aconteceu, deu zebra!

O atual campeão, Flamengo, encontrou nas quartas o Pinheiros, equipe que já tinha feito uma série de cinco jogos. Mesmo assim, a Germânia teve forças para mais cinco e bater o Mengão. Todos decididos nos detalhes. Na mesma situação, com placares apertados o Bauru conseguiu se impor ao Brasília em quatro jogos. Sendo assim, a equipe representante do interior de São Paulo, foi confiante em busca do título, no qual bateu no aro duas vezes.

Os outros dois melhores colocados – Mogi das Cruzes e Franca – também deram adeus a competição mais cedo. Assim, seus embates contra Universo/Vitória e Paulistano, respectivamente, aconteceram em cinco jogos. Por outro lado, apesar da maioria das partidas serem bem apertadas e similares, Franca x Paulistano demonstrou diferentes dominâncias em cada jogo.

Semifinal e final 

Bauru x Pinheiros e Paulistano x Universo/Vitória, esses foram definidos como os jogos da semifinal. Como sempre, o Pinheiros se deparou com mais um série que se estendeu até a quinta partida, mas dessa vez o adversário foi superior. Após abrir 2 x 0, tomou a virada – 3 x 2. O segundo jogo das semis foi definido sem muitas dificuldades. Portanto, o time da Bahia foi varrido, apesar dos resultados próximos (93 x 84; 82 x 72; 70 x 67). Final da temporada 2016/17: Bauru x Paulistano

Na grande decisão, uma equipe que ainda não tinha chegado na final, e do outro, uma amargando dois vices seguidos na competição. Sendo assim, os amantes do basquete brasileiro puderam presenciar cinco grandes jogos, ao passo que os três último jogos foram vencidos pelo Bauru. Finalmente, após algumas tentativas, a equipe se sagrou campeã, pela segunda vez. O ala-armador, Alex Garcia foi eleito MVP da final. Portanto, na série, foram médias de 21,4 pontos por jogo e 6,6 rebotes na conta do Brabo.

MVP da competição 

O Alex Garcia eleito MVP da final, mas o do torneio foi outro: Desmond Holloway. O ala-armador do Pinheiros foi eleito o Jogador Mais Valioso da temporada, após liderar a belíssima campanha da equipe às semifinais da competição. Além disso, eliminando Vasco e o favorito Flamengo. O atleta teve média de 19,4 pontos por jogo.

Foto destaque: Divulgação/LNB

Mariana Tolentino

Mariana Tolentino

Meu nome é Mariana Dias, sou goiana, tenho 20 anos. Não me vejo fazendo outra área a não ser o esportivo. Futebol e basquete são minhas paixões. Torcedora do Goiás e do Houston Rockets. Visando[...]

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