Lucas di Grassi brilha e vence o ePrix do México da Formula E

Lucas di Grassi brilha e vence o ePrix do México da Formula E

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domingo, 02 abril 2017
Automobilismo

A temporada 2016/17 da Fórmula E chegou ao seu quarto circuito e viu uma das maiores atuações de um piloto na categoria até então, aumentando o interesse do público que ainda torce o nariz para carros não tão rápidos e menos nervosos do que de costume. Porém, nada disso impediu o brasileiro Lucas di Grassi de fazer uma corrida fantástica na pista da Cidade do México neste sábado (1).

Di Grassi largou apenas na 15º posição, após pegar pista suja nos treinos classificatórios. Na corrida, ainda sofreu um choque com o experiente Stephane Sarrazin e teve de entrar nos boxes para a reposição da asa traseira. Após voltar na última posição, mudou sua estratégia, e na batida do pole Oliver Turvey, veio mais cedo aos boxes, fez o serviço necessário e tirou vantagem do restante do pelotão.

Após o ocorrido, Di Grassi foi garantindo sua corrida e se aproveitando dos acontecimentos da prova, como os erros de Loic Duval e posteriormente de seu maior rival Sebastian Buemi, chegou a liderança até vencer, com Jean Eric-Vergne em segundo e Sam Bird em terceiro. Com o resultado, Di Grassi se aproximou muito do líder Buemi, que finalizou a prova apenas na 14º posição, derrubando a vantagem do líder (Buemi) para o vice (di Grassi) para apenas cinco pontos, esquentando a primeira metade do campeonato com uma brilhante atuação do brasileiro.

No pódio, Lucas Di Grassi comemora vitória espetacular no México. Foto/Divulgação: Página do Facebook da FIA Fórmula E.

No pódio, Lucas Di Grassi comemora vitória espetacular no México. Foto/Divulgação: Página do Facebook da FIA Fórmula E.

Sobre o campeonato e a categoria

A Formula E começou como um projeto ousado da FIA na tentativa de emplacar uma categoria sustentável e competitiva a nível mundial. Com carros movidos a bateria e totalmente não poluentes, a categoria incomodou os fãs de automobilismo que esperam o ronco forte dos motores de corrida e o visual agressivo dos carros. Com bólidos em estilo moderno e com roncos parecidos com carros de controle remoto, a categoria foi, por muitos, mal vista no início.

Na primeira temporada, os olhares dos brasileiros se voltaram a categoria quando até a última corrida, Nelson Piquet Jr., Sebastian Buemi e Lucas di Grassi brigaram pelo título. Numa época em que pilotos brasileiros não brigam por vitórias na Fórmula 1 e correm o risco de não mais figurarem no grid nos próximos anos, a última etapa da temporada de estréia de 2014-15 chamou a atenção de muitos, que viram Nelsinho se tornar o primeiro campeão da nova categoria.

A partir daí, as reclamações surgiram em relação à nova categoria. Muitos diziam que os carros eram lentos demais para um campeonato realmente competitivo. Outros chegaram a falar que o campeonato nada mais era que um depósito de ex-pilotos de Fórmula 1 que ficaram velhos, ou que não conseguiram obter grande destaque na categoria.

Estas afirmações não deixam de ser verdade. A grande maioria do grid é composto por pilotos que sem muito sucesso, passaram pela Fórmula 1. E sim, os carros são bem mais lentos que algumas categorias de topo do automobilismo mundial. Porém, ninguém nasce sabendo.

A partir da segunda temporada, a 2015-16, as coisas começaram a melhorar. As corridas chamaram mais atenção, e o espectador percebeu que aquilo não tinha nascido para ser algo como a Fórmula 1, mas sim para ser algo completamente diferente. A princípio, por todos os circuitos serem formados por pistas temporárias de rua. E depois, pelos carros serem ecológicos, todos iguais, e isso favorece o braço do piloto. Se não é a categoria mais rápida do mundo, a sensação de velocidade para quem assiste, muito pelo aperto das pistas e pelas curvas que exigem menos diminuição de velocidade dos pilotos, é muito válida e agrada a quem vê.

A temporada 2016-17 começou competitiva e após quatro pistas concluídas, Lucas di Grassi mostra novamente que junto com Sebastian Buemi, talvez merecessem ter ficado mais tempo na categoria máxima do automobilismo. Porém, se há males que vem para o bem, este mal transformou os dois nos grandes representantes recentes de competitividade na categoria. E isso engrandece o campeonato, que a cada dia ganha em competitividade e adeptos.

 

Foto de capa: Sam Bloxham/LAT/Formula E – Publicação: Página do Facebook da FIA Fórmula E.

 

Por Danilo Dias

 

Confira também os melhores momentos da corrida (Disponível no canal da FIA Fórmula E no Youtube):

Paulo Arnaldo do Amaral Lima

Paulo Arnaldo, paulista, CEO da Poliesportiva, jornalista, apresentador e narrador esportivo. Conhecido no meio jornalístico como P.A., Paulo Arnaldo tem vasta experiência desde 2008 no jornalismo e[...]

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