Leo Higuita, o brasileiro naturalizado cazaque, quatro vezes eleito o melhor goleiro do mundo e ídolo do AFC Kairat

Leo Higuita, o brasileiro naturalizado cazaque, quatro vezes eleito o melhor goleiro do mundo e ídolo do AFC Kairat

1
127
0
terça-feira, 10 novembro 2020
Além da 12

O Cazaquistão vem fazendo história no mundo do futsal seja em competições entre seleções ou equipes. E um dos pilares para as conquistas cazaques nos últimos anos é o goleiro carioca Léo Higuita. O camisa 2 tem passagens pelo futsal de base do Flamengo, Fluminense e Vasco, por qual disputou a Liga Nacional de Futsal. Entretanto, se profissionalizou no Cabo Frio onde é ídolo na cidade. Naturalizado cazaque desde 2014, está no Kairat, onde conquistou quatro vezes o título de melhor goleiro do mundo.

Por Thiago Lopes, Caieiras-SP

A trajetória do ‘pequeno Higuita’

Leonardo de Melo Vieira Leite, mais conhecido como Higuita já tem 34 anos, e ganhou o apelido quando tinha apenas seis. Na época, atuava como goleiro no Social Ramos Clube, e a primeira semelhança foi o visual com cabelo grande. Essa que hoje não existe mais. Além do estilo arrojado e que gostava de sair jogando do gol com os pés.

“Eu já era goleiro, tinha cabelos compridos e saía do gol para jogar. Assim todos me achavam parecido com o famoso Higuita. Daí por diante todos do futsal me conhecem por Higuita. Me lembro muito bem dele, de ver jogos no começo da década de 90. Ele era muito louco! Mas me orgulho demais de carregar este apelido”.

Carioca da Tijuca e ídolo em Cabo Frio, Léo Higuita foi eleito melhor goleiro do mundo quatro vezes. Depois de atuar no Social Ramos Clube, onde surgiu Ronaldo Fenômeno, passou pelo CSSE, River, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama. Na categoria juvenil foi para o Cabo Frio Futsal, onde se profissionalizou. Pelo time da Região dos Lagos, conquistou o bicampeonato do Carioca.

Inspiração em Tiago

Uma inspiração como goleiro de futsal é o Thiago, que tem um estilo parecido com o meu. No caso, eu que tenho um estilo parecido com o dele (risos). Ele é um cara que sempre vi jogar e fui fã. Sempre está jogando em alto nível, em times bons e, principalmente, fazendo a diferença”, disse Higuita,  para o site Folha dos Lagos, em 2017.

Do Brasil para o Cazaquistão

Leo, no entanto, é um dos brasileiros naturalizados cazaques. E a relação do brasileiro com o Cazaquistão é antiga. Começou em 2009, quando recebeu proposta e aceitou defender o Tuplar, da cidade de Astana. Depois de um ano lá, foi para o Belenenses (POR) e retornou em 2011 para defender o Kairat. Desde então, não deixou mais a ex-república soviética. Já são sete anos no clube de Almaty, pelo qual conquistou duas três vezes a Copa da Uefa de Futsal. O equivalente à Champions League no campo. Além do Mundial Interclubes, nove Ligas, seis Taças e seis Supertaças nacionais.

“Quando completei cinco anos no país, houve o convite para que eu me naturalizasse. Pois tinham ideia de iniciar um projeto para o fortalecimento da seleção. Então resolvi aceitar”, disse Higuita, que jamais havia sido chamado para a Seleção Brasileira. A sondagem para defender a camisa verde-amarela veio apenas após receber o passaporte cazaque, o que o deixou em uma situação incômoda”.

“Sempre tive o desejo de defender a seleção brasileira e confesso que balancei quando surgiu à oportunidade. Mas fui fiel à pátria que me colocou na vitrine e me deu todas as oportunidades”, revelou.

Pela seleção do Cazaquistão, o goleiro garantiu o terceiro lugar na UEFA Futsal EURO de 2016. Contudo, além de Higuita, a seleção do Cazaquistão conta com mai brasileiros naturalizados em seu elenco: Leo Mendonça e Douglas Junior. O técnico também é do Brasil: Paulo Ricardo, o Kaká.

Foto destaque: Basnikphoto.com

Thiago Lopes

Thiago Lopes

Thiago Lopes, 20 anos. Estudante de jornalismo - 6º semestre.

33 posts | 0 comments

Comments are closed.