Lakers 2000: o início de uma nova era

Lakers 2000: o início de uma nova era

Like
195
0
segunda-feira, 01 março 2021
Step-back pela história

Nesta semana, a coluna Step-back pela história traz a conquista do Los Angeles Lakers em 2000. Nesse sentido, aquele título da NBA elevou o patamar de astros como Kobe Bryant e Shaquille O´Neal, que viriam alcançar o tricampeonato. Assim, sob o comando de Phil Jackson, a franquia encerrou o jejum dos anos 90 e voltaram a vencer após 11 edições da liga.

Por Caio César, Guarulhos-SP

PRESSÃO POR TÍTULOS

Assim como seu maior rival, o Boston Celtics, que sentiu a ausência de Larry Bird, o Lakers estava regredindo. Desde o fim do ciclo de Magic Johnson, a franquia não conseguiu ultrapassar as finais da Conferência Oeste. Dessa forma, ocorreram situações como as vaias ao Kobe Bryant na eliminação contra o Utah Jazz na temporada 1996/97.

No entanto, em 2000, o cenário era diferente, havia um amadurecimento das principais estrelas. Além do mais, se reforçaram com a chegada de Ron Harper, Glen Rice e A.C. Green. Portanto, trouxeram a experiência que faltava no elenco com um potencial vencedor, algo que se concretizou após os ajustes.

Errei hoje, errarei amanhã, mas acertarei muitas até o final da minha carreira. Pode escrever” – disse Kobe após eliminação contra o Utah Jazz.

PHIL JACKSON: SINÔNIMO DE VENCEDOR

Quando o assunto é técnicos que já passaram pela NBA, não há mais vencedor que o comandante de dois tricampeonatos com o Chicago Bulls. Desse modo, após sair da cidade de Illinois em 1998, Phil decidiu tirar um ano sabático. Contudo, ainda havia uma trajetória a ser seguida após Michael Jordan e Scottie Pippen.

Com a sua chegada na Califórnia em 1999, a franquia voltou ao estrelato. Além do anel naquela temporada, viria conquistá-lo em 2000/01, 2001/02 e 2002/03. A saber, em seu retorno ao Lakers, ao lado de Kobe, como Black Mamba, ainda conquistou um bicampeonato, vencendo em 2009 e 2010. Desta maneira, o Mestre Zen chegou aos 11 títulos de liga, feito que apenas Bill Russell, como jogador, conseguiu atingir.

Phil Jackson conquistou cinco títulos com o Los Angeles Lakers (Foto: Andrew D. Bernstein/Getty Images).

Phil Jackson conquistou cinco títulos com o Los Angeles Lakers (Foto: Andrew D. Bernstein/Getty Images).

TEMPORADA REGULAR: O INÍCIO DA TRAJETÓRIA

Apesar de ser cada vez mais recorrente a reviravolta nos playoffs, equipes que lideram na temporada regular e fracassam nas próximas séries, o Lakers fez valer a boa campanha. Assim, como principal destaque, nomearam Shaq com o prêmio o MVP da temporada, líder em média de pontos por jogo com 29,7. O pivô não recebeu apenas um voto para ser escolhido de forma unânime, com 120 dos 121 votos.

Na estreia da nova arena, o Staples Center, a franquia encerrou com um recorde de 67-15, absoluto na Conferência Oeste. Enquanto isso, no Leste, o Indiana Pacers terminou com 56-26, construindo o caminho de uma eventual final entre as equipes. Além do mais, vale relembrar que, naquele ano, Charles Barkley encerrou sua carreira.

KOBE E SHAQ: A MISTURA DO EGO E DOMINÂNCIA

Olhando as estatísticas e títulos, a impressão que passa é que nada podia pará-los. Entretanto, desde o princípio, havia uma briga de ego e mentalidade, fator que foi desgastando a relação durante as temporadas, até a saída de Shaquille O´Neal. Enquanto jogaram juntos, o pivô levou a melhor sobre Kobe Bryant, sendo eleito MVP em todas as finais do tricampeonato.

Porém, o até então camisa 8, entrou para o 1st team All-Defensive da liga, enquanto seu companheiro amargou o segundo time por três vezes. Em 2004, quando o ultrapassou em pontos, média de 30 por jogo contra 27,5 de Shaq, foi dado o término da dupla. Como consequência, amarguraram um vice-campeonato contra o Detroit Pistons.

Kobe e Shaq foram protagonistas no tricampeonato (Foto: AFP Photo/Vince Bucci).

Kobe e Shaq foram protagonistas no tricampeonato (Foto: AFP Photo/Vince Bucci).

LOS ANGELES LAKERS X PORTLAND TRAIL BLAZERS

Após chegar com certa facilidade nas finais da Conferência Oeste, o Lakers enfrentou um adversário que o forçou ao limite. Nesse sentido, o elenco de Phil Jackson venceu o Sacramento Kings por 3 x 2, além do Phoenix Suns em cinco jogos. Já contra os Blazers, tinha tudo para ter sido igual, se não fosse a retomada no quinto duelo da série.

Após abrir 3 x 1, a equipe poderia ter se classificado na partida seguinte. No entanto, sofreram o empate após grandes atuações de Rasheed Wallace. Curiosamente, Kobe e Shaq lideraram em pontuação nas derrotas, porém não o suficiente para se livrar do sétimo confronto. Nessa disputa, Sheed continuou brilhando e alcançou a marca de 30 pontos, mas o fator Staples Center contribuiu como desiquilíbrio e a torcida californiana pôde comemorar mais uma final de NBA.

Jogo 7 entre Los Angeles Lakers e Portland Trail Blazers (Foto: Reprodução/NBA).

Jogo 7 entre Los Angeles Lakers e Portland Trail Blazers (Foto: Reprodução/NBA).

LAKERS X PACERS: O ÍNICIO DE UMA NOVA GERAÇÃO

O quão significante foi aquele título em 2000, só é perceptível atualmente, jogadores como Patrick Ewing e Charles Barkley, estavam dando espaço para Tim Duncan, Kobe Bryant e a nova geração. Desse modo, nessa final, onde Reggie Miller, estrela dos Pacers, tentava finalmente conquistar um título, representou essa troca de bastão.

Durante a sua carreira, o ala-armador sempre esbarrou nas finais de Conferência Leste, contra o Bulls do mesmo Phil Jackson. Desta maneira, após o fim da hegemonia, essa seria a chance de vencer a liga pela primeira vez. Contudo, o Lakers venceu por 4 x 2, representando o que viria pela frente, assim como o San Antonio Spurs no ano anterior, que havia uma nova safra pronta para entrar na história do basquete.

Los Angeles Lakers enfrentando Indiana Pacers nas finais da NBA em 2000 (Foto: Reprodução/NBA).

Los Angeles Lakers enfrentando Indiana Pacers nas finais da NBA em 2000 (Foto: Reprodução/NBA).

Foto destaque: Reprodução/Bob Rosato

Caio César Esplugues de Oliveira

Desde minha infância já tinha escolhido o jornalismo como profissão, sentia que poderia ter conhecimento necessário e flexibilidade na comunicação com o público, além de não "passar pano" par[...]

24 posts | 0 comments

Comments are closed.