Ironman Triathlon: um desafio de gigantes

Ironman Triathlon: um desafio de gigantes

Like
1279
0
sábado, 21 outubro 2017
Outros Esportes

Uma das provas físicas mais difíceis do mundo em um dos lugares mais bonitos do planeta. Assim podemos definir um pouco do que é a Ironman Triathlon, uma modalidade de longas distâncias que compreende aproximadamente 4 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida.

Os triatletas, além de correr e nadar, precisam pedalar por 3,8 km durante a prova. Foto por: JOHN KELLY/THE IMAGE BANK

Obviamente, para se competir, é necessário um ótimo condicionamento físico que garanta o desempenho adequado do atleta durante todo o percurso. A competição acontece em 12 etapas ao longo do ano, com mais de 200 mil atletas. Destes, apenas 2.187 conquistam vaga para o campeonato mundial disputado em Kona, um distrito da Grande Ilha do Havaí, que em havaiano significa posição do vento. Contudo, para os competidores, essas quatro letras representam uma meta alcançada apenas por poucas pessoas

Com quase 10 mil habitantes, a cidade fornece cerca de 5 mil voluntários para manter a tradição havaiana de sediar o Mundial, desde 1978. Neste ano, o slogan da competição foi Ho’Omau, que é uma expressão remetida a perseverança e dedicação de uma espécie de ave havaiana chamada  ‘Iwa, que percorre longas distâncias em idas e vindas para alimentar seus filhotes. Daí, os triatletas devem ter muito em comum com essa ave para completar os desafios que Kona exige.

Em 2017, o grande vencedor do mundial de Ironman Triathlon foi o alemã Patrick Lange, estabelecendo novo recorde da prova de 8h01m38. Em segundo lugar ficou o canadense Lionel Sanders e o britânico David McNamee foi o 3º colocado. Na categoria feminina, a suíça Daniela Ryf conquistou o tricampeonato consecutivo em Kona, com 8h50m47, à frente da britânica Lucy Charles, vice-campeã, e da australiana Sarah Crowley, completando o pódio.

Foto: Ironman World Championship / Galeria de Fotos.

 

Brasileiros no Ironman

Nesta edição, a presença brasileira ficou marcada pela estreia do triatleta profissional Thiago Vinhal no mundial de Ironman do Havaí, em Kona. Com 33 anos, o mineiro completou a prova em tempo recorde entre todos os atletas brasileiros que participaram na prova até então. Os 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida foram percorridos em 8h27min24 – natação em 00h49, ciclismo em 4h37min01 e a corrida em 2h55min59 – . Vinhal conseguiu o 13º lugar no mundial.

“O mais desafiador da minha trajetória até aqui foi a superação da rotina no dia a dia do Brasil, os treinamentos, ter que me virar para trabalhar, pagar conta, estudar, viajar, competir, resolver problemas e, mesmo assim, continuar sonhando em competir com os melhores triatletas profissionais do mundo,  que em geral, têm a liberdade de se dedicar exclusivamente à rotina de treinar, comer e descansar, que é uma das importantes etapas do treinamento também, com grandes patrocinadores, em países que apoiam o triathlon”, afirma Thiago.

Outro brasileiro que também esteve muito bem foi o catarinense Igor Amorelli, que alcançou a 14ª colocação, quebrando seu recorde pessoal, ao cruzar a linha de chegada ao lado de Thiago Vinhal (13º). A dupla conquistou os melhores resultados de atletas para o Brasil.

“Foi muito legal cruzar a linha ao lado do Thiago. Essa é a primeira vez dele aqui em Kona e acredito que ele está bem contente com o resultado. No final do percurso nós nos encontramos e corremos os metros finais juntos”, comenta Igor, que apesar do bom desempenho ainda não saiu 100% satisfeito da competição. “Claro que um top-14 e com melhor tempo é sempre algo para ser comemorado, mas eu ainda sei que tenho mais dentro de mim para dar aqui. Não foi a prova que eu esperava, mas já mostra uma grande evolução, especialmente se compararmos com os últimos três anos”, avalia.

A prova mal acabou e Igor já pensa na próxima temporada. Com a 14ª posição no Mundial de 2017 o catarinense já soma 1.620 pontos no ranking mundial e inicia a disputa pela vaga no próximo Ironman World Championship com uma pontuação alta. “Outro fator importante que posso levar em conta é a pontuação, que já ajuda bastante na corrida para o ano que vem”, comenta Igor.

O brasileiro Thiago Vinhal comemora o final da prova. Foto por: Divulgação

 

Foto de capa: Ironman World Championship / Galeria de Fotos.

 

Redator: Rafael Lardieri, de Santo André

Rafael Lardieri

58 posts | 0 comments

Menu Title