Ídolo celeste fala tudo: os seus favoritos para a próxima Superliga, os 5 jogadores mais relevantes da história do Cruzeiro, seleção brasileira e muito mais

Ídolo celeste fala tudo: os seus favoritos para a próxima Superliga, os 5 jogadores mais relevantes da história do Cruzeiro, seleção brasileira e muito mais

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sexta-feira, 17 julho 2020
Entrevistas

A Rádio Poliesportiva falou com um dos principais jogadores do país, o ponteiro do Sada Cruzeiro, o multicampeão e ídolo Filipe Ferraz. O atleta vai para a sua 11ª temporada defendendo o clube celeste. Além das diversas conquistas, o atual capitão cruzeirense é tido como um dos mais queridos da torcida e um dos ponteiros mais completos da história do vôlei tupiniquim.

Por: Artur de Figueredo, Mogi das Cruzes – SP

O ponteiro celeste destacou em alguns pontos na carreira, como frustrações, em nunca ter servido a seleção brasileira, os supostos favoritos pelo o título da Superliga, o reflexo pós pandemia, a falta de interesse de investidores no vôlei e aproveitou para fazer a sua seleção celeste, com os 5 jogadores mais importantes da história do clube.

Primeiramente, é um prazer muito grande falar com um dos grandes nomes da história do vôlei nacional. Muito obrigado!

Você vai para mais uma temporada defendendo as cores celestes, especialmente, atuando em uma das maiores equipes da história vôlei nacional e internacional. Como é pra ti atuar por tanto tempo numa equipe tão copeira, que tem muitas exigências por títulos? O que representa pra ti? 

É com grande satisfação, grande honra, defender por mais uma temporada, a equipe do Sada Cruzeiro, até pela gratidão que a torcida tem comigo. Poder disputar mais uma temporada, é um grupo que exige muito, cobra e aprendeu a disputar as competições sempre brigar por títulos. Eu acho que a nossa equipe aprendeu a lidar com todos momentos e buscar os objetivos.

Nesses mais de 10 anos, qual foi o momento que você considera o mais relevante da história?

Escolher apenas um momento no Sada Cruzeiro é difícil. Tivemos conquistas do Sul Americano, Superliga, mas acredito que a primeira que o primeiro título mundial foi o mais importante, contra o  Lokomotiv Novosibirsk, realmente um jogaço, um primeiro título internacional para o Brasil de clubes. Aquele feito foi histórico que depois iria se repetir por 2 vezes. Realmente não tem preço. Aquela final, aquele jogo, tem um saborzinho especial,

Falando da sua trajetória, você teve atuações importantes jogando pelo São Bernardo, Minas e, posteriormente, se tornou uma das maiores referências do Sada, sempre com bastante regularidade e alto nível.  Seleção brasileira é algo que te frustra, por não ter tido oportunidade, mesmo sendo um dos principais ponteiros da década? 

Eu tive passagens por diversos times, inclusive na saída de Santo André, onde abriram as minhas portas. Tive a primeira conquista da Superliga, brasileiro, em 2004 pelo Banespa Mastercard. De lá pra cá, a minha vida deu uma guinada, um pulo, foram tantas conquistas. As pessoas sempre me perguntam sobre seleção brasileira.

E realmente é uma frustração, nunca ter tido oportunidade. Eu falo, oportunidade, galera. Eu nunca entendi o porquê, pelos números, títulos conquistados. Eu sempre falo nas palestras que o fato de nunca ter tido chance na seleção foi frustrante, mas que serviu de combustível, para que eu possa desempenhar a cada ano pra mim mesmo, ter contribuído para o voleibol, por tudo que eu conquistei, mesmo sem ter jogado na seleção e realmente frustrante de nunca ter defendido a amarelinha. Qual criança não sonha em vestir a camisa da seleção? Infelizmente, hoje, com 40 anos, sei que não é mais possível.

Quais jogadores você escolheria entre os 5 mais importantes da história do Sada Cruzeiro é que você viu jogar? 

Eu não quero ser injusto. Todos jogadores tiveram um grande valor para a história do Sada Cruzeiro, mas acredito que lá no começo, eu, William, o ‘mago’, Serginho, Wallace e Douglas Cordeiro. Esses 5 nomes são espetaculares e continuam fazendo história em seus clubes. Enfim, esses 5 nomes, ficam registrados para você.

Para a próxima temporada, a Superliga por conta da crise financeira e posteriormente, a pandemia que assola o planeta, terá parte do investimento reduzido com a debandada de vários atletas. Como você o atual quadro do vôlei nacional? 

Temporada meio conturbada. Alguns clubes sem definição. A gente tem uma equipe muito coesa, também passando por dificuldades financeiras. Sinto muito pelo voleibol, pelos amigos, pelos companheiros de profissão que estão aí no mercado, em busca de clubes. É uma situação atípica que está acontecendo. Fica um alerta para os investidores, patrocinadores, se atentem para o voleibol. Alem disso, a gente vê o quanto cresceu o voleibol no Brasil, mas a gente vê que o vôlei precisa mais de espaço. Muito futebol, tudo futebol. Se tivéssemos pelo menos 10% da arrecadação do futebol e fosse revertido para outros esportes. Não falo apenas do vôlei, mas sim de todas modalidades. Torço para que essa pandemia passe logo, para retomarmos as competições.

Sada e Taubaté vão polarizar as demais disputas ou podemos ter alguma surpresa? 

É, hoje no cenário nacional, o Sada a frente em títulos, em equipe e estrutura. O Taubaté vem buscando o seu espaço, durante um bom tempo, montando grandes equipes. O Sesi vem com investimento reduzido, com uma categoria de base, mas sempre chegando nas decisões, Campinas, o próprio Minas, mas o Sada e Taubaté continuam como as grandes equipes na disputa pelo título, mas tudo é decidido na quadra. Não colocar o carro na frente dos bois. Por fim, que tudo se resolva dentro da quadra, com os treinamentos e os jogos e que vença o melhor.

Muito obrigado pela entrevista capitão!

Foto destaque: Divulgação/Instagram

Artur de Figueiredo

Artur de Figueiredo

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