"Hoje há 10 ou 11 jogadores como ele na NBA": ex-atletas reagem a 'The Last Dance'

"Hoje há 10 ou 11 jogadores como ele na NBA": ex-atletas reagem a 'The Last Dance'

Like
236
0
quinta-feira, 28 maio 2020
NBA

A série/documentário de Michael Jordan, “The Last Dance” vem dando o que falar entre os ex-atletas da NBA. Muitos personagens da carreira de Jordan comentaram para diversos veículos sobre temas apontados na produção. Bill Laimbeer, Reggie Miller, Steve Kerr,  Scottie Pippen e Isiah Thomas são alguns dos donos das rebatidas após a exibição. Sendo assim, vamos acompanhar fala por fala de cada um dos desafetos do protagonista. 

Por Leonardo Abrahão, São Paulo-SP

“The Las Intrigue”

Ódio e rivalidade

Com um total de 10 episódios, lançada na ESPN americana e Netflix, “The Last Dance” retrata a vitoriosa carreira de Michae Jordan no Chicago Bulls. Os pontos mais discutidos entre os ex-jogadores foram as polemicas declarações de Black God e as rivalidades da época, além, claro, de colocar em jogo a famosa discussão que nuca irá morrer: “quem é o maior da história”.

Começamos com as falas de Bill Laimbeer, que atuava no Detroit Pistons, a equipe “odiada” por Jordan segundo o mesmo. O ex-pivô fez parte da equipe algoz dos Bulls entre as temporadas 1988/1990, tendo eliminado o rival de Chicago três vezes seguidas, inclusive em  duas finais da conferência leste. Laimbeer, em entrevista a ESPN, se dirigiu a Jordan como “chorão”. Ainda mais, exaltou que ele e seus companheiros não eram “más pessoas”.

“Eles choraram e choraram por um ano e meio sobre o quão ruim nós éramos para o jogo. Mas, mais importante, eles disseram que nós éramos más pessoas. Nós não éramos más pessoas. Nós éramos apenas jogadores de basquete, ganhando. Aquilo realmente ficou marcado em mim porque eles não sabiam quem nós éramos ou o que nós éramos como indivíduos e nossa vida familiar”.

A estrela do outro lado

Em outra polêmica envolvendo os Pistons, quando os jogadores não quiseram cumprimentar os Bulls após a derrota por 4 x 0 na final da conferência de 1991, Jordan fez declarações direcionadas a Isiah Thomas. “Pode me mostrar o que quiser. Não tem jeito de me convencer de que ele não foi um babaca”, disse MJ. Dessa forma, em resposta na Fox americana, Thomas preferiu comentar sobre a atual geração e se negou a reconhecer o ex-rival como o maior.

“Esta geração não está recebendo crédito suficiente pelo que estão fazendo. Porque os atletas que estão nesta geração são muito superiores aos da minha. Jordan foi o melhor atleta que nós vimos do ponto de vista atlético, mas há 10 ou 11 jogadores na NBA neste momento melhores, como Kevin Durant e LeBron James”.

Soco e rebatida

Outro rival que repercutiu sobre Jordar foi Reggie Miller, ídolo do Indiana Pacers. Ao programa de rádio de Dan Patrick, o ex-ala-armador disse: “Se eu passo pelo Jordan hoje, provavelmente lhe daria um soco”. Logo, por falar em em soco, ambos brigaram dentro de quadra em 1993, em período que Bulls e Pacers se enfrentavam repetidamente. Além disso, também trocaram provocações em outras oportunidades, criando o clima de desamizade.

Steve Kerr, atualmente no comando do Golden State Warriors, enfatizou sua negativa de Jordan ao ex-companheiro Scottie Pippen. O ex-ala se envolveu em polêmicas com a direção dos Bulls logo mudou de ares, indo para o Houston Rockets. Para Michael, Pippen foi o responsável por toda a situação, contudo, Kerr discorda, afirmando entender a frustração do mesmo em relação aos salários.

“Todos respeitamos a decisão de Pippen. Entendíamos sua frustração. Com certeza ele deveria ser o segundo jogador mais bem pago na NBA. Ao menos estar entre os cinco primeiros. Por isso nós o apoiamos e entendemos. Demos o espaço a ele e esperamos que voltasse para nos ajudar na segunda parte da temporada”

A palavra do braço direito

Já era esperada alguma fala de Pippen, que muitos especulavam não ter ficado contente com a imagem retratada em “The Last Dance”. Em entrevista ao Essentially Sports, Scottie, que conquistou seis títulos da NBA ao lado de Jordan, disse que Kobe Bryant foi melhor que o ex-colega de equipe. Ainda destacou todo o esforço do Black Mamba, afirmando que o ex-ala-armador foi “realmente melhor que Jordan, mesmo que muitos não vejam isso”.

“Kobe era de um tipo inteligente e se esforçava para ser o melhor em qualquer âmbito da vida. Fazia o que podia, realmente o que fosse para se tornar o melhor. Fez isso na NBA e também para ganhar um Oscar pelo seu curta-metragem e converter seus livros em best-sellers. Odeio não poder dizer para ele o quão bom era na realidade. Creio que muitas pessoas não tinham dimensão do que ele fazia”.


Foto destaque: Divulgação/NBA

Leonardo Abrahão

Leonardo Abrahão

Leonardo Abrahão, 20 anos, paulista e estudante de jornalismo na Universidade Nove de Julho. Futebol no sangue desde pequeno e para sempre.

44 posts | 0 comments

Comments are closed.