Giba: o eterno camisa 7 da Seleção Brasileira

Giba: o eterno camisa 7 da Seleção Brasileira

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segunda-feira, 05 abril 2021
Ace Histórico

“Fantástico! É ponto para o Brasil e o time inteiro corre para abraçar o Giba, duas defesas fenomenais do Giba”. Esse é um trecho da narração de Galvão Bueno na conquista do ouro olímpico da Seleção Brasileira de Vôlei em Atenas. Brasil e Itália faziam um dos duelos mais aguardados do evento. Com uma grande atuação do ex-ponteiro e um ótimo trabalho em equipe, a medalha ficou com o time da América do Sul. Assim, a coluna Ace histórico relembra a trajetória dessa lenda.

Por Vinicius Lara, Sorocaba-SP

Antes de mais nada, o eterno camisa 7 foi multicampeão pela Seleção, além de estar na história do vôlei mundial. Com seu 1,90m de altura, fez história com muitas jogadas incríveis e seu poder explosivo no ataque. Por fim, entrou no Hall da Fama do vôlei em 2018, nos Estados Unidos, sendo o 14º atleta brasileiro a conquistar essa façanha. Da mesma forma, tem uma marca incrível: com ele em quadra, o Brasil nunca ficou fora do pódio.

Giba: a história por trás da lenda

Gilberto Amaury Godoy Filho, conhecido mundialmente como Giba, nasceu no dia 23 de dezembro de 1976 na cidade de Londrina. Na infância, teve que lutar contra a leucemia. Após sofrer com problemas relacionados à saúde, mudou-se com a família para Curitiba-PR. No estado paranaense, iniciou a sua carreira como atleta no Círculo Militar do Paraná, time que defendeu até 1993. Com boas atuações passou pelo Curitibano (1993-1994) e pelo Cocamar (1994-1995), quando ocorreu sua primeira convocação.

Posteriormente, teve que deixar o seu Estado natal para jogar em Chapecó. O ponteiro ainda passou por Olympikus, Suzano e Minas até chamar atenção da Europa. Na Itália, virou destaque pelo Ferrara e Cuneo, entre os anos de 2001 e 2007. Com grande sucesso no velho continente, foi contratado pelo MSH da Rússia, onde atuou até a sua volta ao Brasil em 2009.

Giba ainda teve uma passagem no Drean/Bolívar da Argentina. Por fim, terminou a sua carreira no Al Nasr, em Dubai, no ano de 2014. Em suma, sua trajetória foi vitoriosa por quase todos os clubes por onde passou.

Conquista do sonho dourado

Assim como nos clubes, Giba teve uma carreira histórica na Seleção. A sua primeira convocação veio em 1995. Naquela oportunidade, não atuou entre os titulares, mas conquistou o título do Sul-americano. A saber, com a chegada de Bernardinho no comando técnico, o jogador virou uma peça muito importante entre os principais.

Em 2004, a Seleção Brasileira conseguiu o tão sonhado ouro olímpico diante da Itália. O nosso eterno camisa 7 fez duas grandes defesas lembradas por todos que assistiram aquela final. Giba ganhou todos os títulos possíveis com o Brasil. Em 2006, após a conquista do Campeonato Mundial de Vôlei, foi eleito o melhor jogador do mundoAdemais, seu currículo pelo Brasil ainda se estende entre três títulos mundiais, oito ligas mundiais e três medalhas olímpicas. 

Foto Destaque: Reprodução/CBV

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Processo Dany

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