Clássicos da Fórmula 1: Nürburgring 1968

Clássicos da Fórmula 1: Nürburgring 1968

Like
793
0
sábado, 06 janeiro 2018
Automobilismo

Essa foi uma corrida daquelas, tensa para a maioria dos pilotos. No GP de Nurburgring de 1968, as condições climáticas apresentavam uma névoa e poças d’agua quando os vinte carros do grid entraram velozmente no desconhecido, após um interminável atraso na largada.

As condições de tempo nos treinos também tinham estado terríveis e um breve intervalo sem chuva imprimia ao grid um aspecto ligeiramente incomum. As Ferraris de Jack Ickx e Chris Amon ocupavam as duas primeiras posições. A Brabaham de Jochen Rindt ficou em terceiro, com a Lotus de Graham Hill em quarto e o Cooper de Vic Elford em quinto. Jackie Stewart, que não concordava com a realização da prova, estava apenas em sexto. Obrigado a correr pelo dono da equipe Ken Tyrrell, Stewart usou um conjunto de pneus Dunlop entalhados a mão e sabia que tinha que fazer uma boa largada para diminuir a inevitável nuvem de água que se formaria à sua frente. Ele saiu do nevoeiro na primeira curva na terceira posição, atrás de Hill e Amon com seus pneus Firestone, e assumiu a liderança no Karusell, perto de completar a primeira volta de 22,7 km. Poucos o viram novamente, literalmente.

Pilotando com extraordinária precisão e evitando forçar o pulso que havia machucado no início do ano, o escocês simplesmente desapareceu na névoa para colocar incríveis quatro minutos à frente de Hill, que rodou e perdeu tempo em um certo ponto do percurso. O sempre azarado Amon abandonou a corrida, quando seu diferencial apresentou defeito, permitindo que Rindt ocupasse o terceiro lugar. Mas aquele grande dia, mesmo se não contasse com a eficiência daqueles Dunlops. Jackie Stewart era imbatível!

 

Foto em destaque: The Cahier Archive

 

Redação e adaptação: Luiz Máximo Morelo, de São Paulo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acompanhei o automobilismo, nos anos de 1960 e começo dos anos 1970 pelos jornais e também pelas Revistas Quatro Rodas e Auto Esporte, depois pela TV. Sempre vibrei muito com os pilotos brasileiros. Sou fã assumido e declarado de Norman Graham Hill, mais conhecido como Graham Hill. Para mim ele é o maior piloto de todos os tempos, pois até hoje foi o único a conquistar a Tríplice Coroa do Automobilismo!

326 posts | 0 comments

Comments are closed.