Fórmula 1 1950/1959: Tony Brooks – Reims 1959

Fórmula 1 1950/1959: Tony Brooks – Reims 1959

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sexta-feira, 24 novembro 2017
Automobilismo

O calor era tão forte em Reims nessa época em julho que a pista estava se desintegrando em alcatrão e pedras. Estava tão quente que Bruce McLaren lambia o nó dos dedos para aliviar as queimaduras, Jack Brabham arrancou a socos o seu para brisa e Phil Hill ficava quase de pé no cockpit de seu carro nas retas. Contudo, o tempo todo, Tony Brooks parecia imune a essas condições.

Ao invés disso, ele se preocupava apenas em dominar. Circuitos rápidos sempre lhe proporcionaram os melhores desempenhos e Reims com suas voltas de 210 km/h, estava entre os mais rápidos. Ele colocou sua Ferrari Dino 246 uma limpa pole position e depois simplesmente desapareceu.

Sua técnica imaculada de mínima energia aplicada e máxima impulsão foi neste dia avassaladora e está entre as maiores demonstrações jamais vistas pelo público amante da velocidade.

Atrás dele imperava o caos. Phil Hill, Stirling Moss, Jack Brabham e Maurice Trintignant disputavam uma acirrada batalha pela segunda posição, enquanto que o companheiro de equipe de Brooks, Jean Behra, alcançou velozmente a terceira posição após seu carro ter morrido, mas forçou demais o motor que terminou estourando. Isto simplesmente realçava a perfeição da pilotagem do vencedor.

Se tivessem feito justiça, Brooks teria conquistado o título mundial daquele ano. Ele quase conseguiu não obstante o fato de a Ferrari ter perdido uma rodada devido a dificuldades industriais, apesar do Grand Prix da Bélgica, onde ele era o franco favorito, ter sido cancelado e mesmo tendo levado uma batida na traseira por um companheiro de equipe na largada da prova final. Ele optou por trazer o carro até o boxe no final da primeira volta para uma verificação dos danos, mesmo com a demora ele estava em terceiro. Caso tivesse vencido o título ficaria com ele e não com Jack Brabham.

 

Foto em destaque: The Cahier Archive

 

Redator: Luiz Maximo, de São Paulo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acompanhei o automobilismo, nos anos de 1960 e começo dos anos 1970 pelos jornais e também pelas Revistas Quatro Rodas e Auto Esporte, depois pela TV. Sempre vibrei muito com os pilotos brasileiros. Sou fã assumido e declarado de Norman Graham Hill, mais conhecido como Graham Hill. Para mim ele é o maior piloto de todos os tempos, pois até hoje foi o único a conquistar a Tríplice Coroa do Automobilismo!

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