Exclusivo – Esquiva Falcão fala sobre seu futuro no boxe profissional e mira cinturão em 2017

Exclusivo – Esquiva Falcão fala sobre seu futuro no boxe profissional e mira cinturão em 2017

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sábado, 08 outubro 2016
Boxe

Esquiva Falcão, 26 anos, foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de prata em Jogos Olimpícos, em Londres – 2012. Após o feito, Esquiva se profissionalizou e foi lutar nos Estados Unidos. Quatro anos depois e ainda invicto, com 14 vitórias no cartel, Esquiva nos conta sobre seu futuro no boxe profissional e também sobre seu passado no boxe olímpico, a felicidade em ver Robson Conceição ganhando o ouro no Rio e muito mais na entrevista exclusiva para a Rádio Poliesportiva.

Yan Arvani – Esquiva, você chegou muito perto da medalha de ouro em Londres e logo após a conquista migrou para o boxe profissional. O que motivou essa mudança?

Esquiva Falcão –  Eu estava cansado de ganhar medalhas e a mais importante que ganhei foi a do Jogos Olímpicos. Eu vi que abriu muitas portas para o boxe profissional e aproveitei bastante, percebi que era um grande momento para mim, tinha chegado a hora de ganhar dinheiro e coloca o cinturão na cintura.

Yan Arvani – Se estivesse competindo na Rio-2016, certamente você seria um dos favoritos a conquista da medalha de ouro. O sonho de conquistar o cinturão foi o principal fator para a decisão de não disputar? E o que seria mais marcante, um titulo mundial ou a medalha de ouro?

Esquiva, atualmente, treina no EUA, visando melhor aperfeiçoamento e coloca como grande meta o cinturão nos próximos anos. Foto: Top Rank

Esquiva Falcão – Sim, meu sonho de conquistar o cinturão foi o principal fator para eu não ter ido para os Jogos Olímpicos e eu tenho já uma medalha que pra mim vale ouro.  São duas conquistas muito importante para o boxe brasileiro, mas eu tenho certeza que um título mundial seria bem mais marcante.

Yan Arvani – Você ainda está invicto no boxe profissional e claro que com 14 vitórias já pensa em disputa de cinturão. Quando você acha que pode acontecer?

Esquiva Falcão – Sim, estou muito perto de disputar um cinturão, eu penso em um ano. 2017 vai ser um grande ano para o boxe profissional brasileiro.

Yan Arvani – Esquiva, novamente o boxe brasileiro vem dando alegrias ao povo, como já foi com Servilio, com Touro Moreno, que é seu pai, com Popó e hoje com você, Robson, Yamaguchi entre outros. Qual é o sentimento de
trazer alegria e de ser ídolo no seu país?

Esquiva Falcão – Eu fico muito feliz, porque hoje onde eu passo as pessoas me conhece pelo o que eu fiz e estou fazendo, só tenho que agradecer a todos. Antigamente tinha apenas Popó, Servilio e Eder, hoje estamos aumentando cada vez mais e isso me da muita alegria.

Uma das grandes armas de Esquiva é o apoio de sua família. O Lutador está fora do Brasil desde o fim dos jogos olímpicos de Londres/2012. Foto: Internet

Yan Arvani – O quanto ter um pai que já foi pugilista ajuda na preparação antes das lutas? E o quanto atrapalha?

Esquiva Falcão – Meu pai é bastante tranquilo, ele sempre apoiou o esporte e nos ajuda nos treinos, às vezes acompanha nas corridas, nos treinos em geral e sempre que ver nosso melhor. Não atrapalha, o ruim é quando da aquela preguiça de não ir treinar e ele já puxa a orelha, está sempre vendo a melhor forma de ver o filho vencer na vida.

Yan Arvani – Para encerrar, qual o seu pensamento para Tóquio 2020? Pretende participar mesmo se for campeão mundial?

Esquiva Falcão – Ainda falta 4 anos e muita coisa pode acontecer. Estava em conversa com minha equipe, e eles estão pensando nisso. Eu quero muito disputar porque sei que eu serei um grande nome para o boxe em 2020, mas em primeiro lugar quero ser campeão mundial. Quero levantar a bandeira do Brasil no boxe profissional e depois nas Olimpíadas de 2020.

 

Por Yan Arvani

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