Exclusivo: Diego Conceição fala sobre passagem no Tijuca e chegada ao Brasília

Exclusivo: Diego Conceição fala sobre passagem no Tijuca e chegada ao Brasília

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sexta-feira, 09 outubro 2020
Basquete

Nesta sexta-feira (9), o Brasília Basquete anunciou mais um atleta para o seu elenco. O nome da vez foi Diego Conceição, ala-pivô que foi campeão sul-americano com o Botafogo na última temporada e que estava no Tijuca TC durante o Campeonato Carioca 2020. Com exclusividade para a Rádio Poliesportiva, Diego falou sobre o ciclo no Botafogo, o carioca pelo Tijuca e sobre a chegada no Brasília Basquete.

Por Yuri Murta, Rio de Janeiro – RJ

O Brasília Basquete ao longo dos últimos dias vem apresentando o seu elenco para a temporada. Dessa maneira, nesta sexta-feira (9), foi a vez do anuncio de Diego Conceição. O ala-pivô de 33 anos defendeu o Botafogo na última NBB. Além disso, foi pelo Glorioso que o jogador conquistou o Sul-Americano na temporada 2019. Contudo, com o fim do time alvinegro, o atleta estava sem clube.

No último mês, o jogador aceitou o desafio de voltar ao Tijuca Tênis Clube, time no qual, atuou pela primeira vez na NBB. Pela equipe tijucana, o atleta jogou o Campeonato Carioca de Basquete. O tiem conseguiu o seu objetivo de chegar na grande decisão. Ademais, Diego foi considerado um dos destaques do campeonato.

Durante o estadual, o ala-pivô atuou em cinco das seis partidas do Tijuca. Diego teve números de destaque no torneio, por exemplo, foi o segundo jogador em média de rebotes por jogo (7,8). Nos números totais, o jogador foi o quarto no quesito (39). A importância do seu jogo para o time ficou evidente, uma vez que, o mesmo esteve presente no top-10 do campeonato em média de pontos, de roubos, assistências e tocos.

Dessa maneira, o retorno do jogador a um time de NBB era esperado. Diego conversou com a Radio Poliesportiva com exclusividade.  Confira a seguir a entrevista na integra:

ENTREVISTA COM DIEGO CONCEIÇÃO

CICLO NO BOTAFOGO

Diego, você na última temporada estava no Botafogo em um projeto que foi campeão sul-americano mas acabou. Como foi encarar esse encerramento e o qual o sentimento?

Foi muito legal o projeto, eu passei dois anos no Botafogo. A gente pode colher fruto de um trabalho a médio prazo que eles começaram ali. Acho até que pulamos algumas etapas, porque é muito difícil um projeto começar com quatro ou cinco anos, começando lá de baixo mesmo, e você já ser campeão sul-americano. Então, foi muito legal, não tenha dúvidas disso. É o titulo mais incrível que eu tenho em toda a minha carreira. Acredito que de todos que estavam naquela equipe, desde a comissão técnica até os atletas. 

Com isso, também, vi uma tristeza enorme, porque era um trabalho que estava sendo bem feito e que tinha muito coisa para melhorar, muita mesmo. Não é porque foi campeão que estava tudo as mil maravilhas e que estava tudo caminhando muito bem. Tinha  muita coisa muito ruim ainda, outras que precisavam melhor e também pontos positivos. Então, foi muito duro, muito triste ver essa equipe acabar. Eu espero mesmo que o projeto não acabe e que a equipe volta a NBB, porque é uma equipe tradicional que influencia muito o basquete do Rio de Janeiro.” 

PASSAGEM PELO TIJUCA

Você chegou ao Tijuca depois de anos longe do clube para disputar o estadual. Como surgiu essa oportunidade?

Essa proposta surgiu de uma ligação do Rodrigo (técnico) e do Márcio (diretor) sobre uma possível participação em uma volta que eles estão querendo e projetando, seria e foi o primeiro passo essa volta para o Campeonato Carioca. Nós mesclamos com alguns adultos, atletas da categoria de base e alguns que estavam até parados mas que acabaram conseguindo ter um retorno muito bacana. Então, o convite surgiu deles e assim que conversamos, nós nem demoramos muito tempo, foram 10 minutos e já nos acertamos. Era um projeto e um clube que eu tenho um carinho muito grande. Foi o clube que eu joguei a minha primeira NBB, fui campeão da Copa Brasil por eles também.”

Como foi ter a chance de vestir mais uma vez a camisa do Tijuca Basquete?

É um prazer muito grande, como eu falei, o Tijuca é um clube que eu já jogo contra e sei da grandeza que eles tem dentro do Basquete Amador do Rio de Janeiro. É um clube que é formador, vários atletas ai no Brasil foram criados no Tijuca, é uma equipe super importante para nós e para o basquete do Rio de janeiro, e do Brasil também. Então, eu pude vestir alguns anos essa camisa, pude fazer parte de um projeto muito legal e campeão da Copa Brasil. Eu estava no início desse projeto e uma pena ele ter acabado.  Espero muito que ele volte e se ele voltar, terei participado novamente do início dele, então foi muito legal, foi um sentimento muito bacana de poder participar de algo que pode vir a ser grandioso novamente de um clube tão importante que temos no Rio de Janeiro.”

CAMPEONATO CARIOCA

De fato, você foi um dos destaques não só do Tijuca mas também do campeonato. Além disso, foi um dos 5 jogadores que atingiu um duplo-duplo no torneio. Como você avalia o seu desempenho individual no Carioca?

Eu confesso que nunca fui apegado a números, mas eles são importantes, servem muito em uma avaliação de desempenho. Contudo, eles podem ser muito frios e te levar a conclusões que não são as melhores ali. Confesso que nunca fui apegado a números e to sabendo desses aqui por você, mas que bom que eu tive um bom desempenho numericamente falando. No entanto, pelo o que eu lembro de jogos e eu sou muito critico com as minhas atuações sempre acho que pode melhorar alguma coisa mesmo quando as atuações são muito boas. Eu sinceramente não achei que foi uma boa atuação minha nesse campeonato, mas tenho entendimento que a preparação não foi das melhores porque começamos muito tarde.”

A equipe do Tijuca atingiu a meta de chegar na final. O que dizer sobre o projeto e a equipe que o clube montou? Como foi a preparação para o torneio?

Sabíamos que o nosso grande objetivo era chegar a final e conseguimos. Eu espero muito que esse projeto continue, que eles joguem outras competições, isso vai ajudar muito aos garotos que estão lá e que jogaram esse campeonato. Eles estão com sangue nos olhos, estão com brilho no olhar. Dava pra ver nos jogos que jogamos que eles estavam muito felizes de poderem participar de um campeonato adulto, mesmo sendo da categoria de base ainda, isso é muito importante para que eles continuem com o sonho deles. Então, acho que talvez essa seja a razão principal do projeto, fazer com que eles continuem com esse sonho na mente deles e que sigam correndo atras disso. Que o Tijuca continue com esse grande nome que eles tem de formar jogadores, formar atletas para o basquete.” 

 

CHEGADA AO BRASÍLIA BASQUETE E EXPECTATIVAS PARA O NBB

Hoje foi anunciada a sua contratação pelo Brasília. Decerto, qual é o sentimento de mais esse desafio na carreira? Com quais expectativas você chega no time do Universo?

É mais um desafio e é uma coisa que eu falo sempre assim, nós como atletas de alto rendimento vivemos de desafio. A partir do momento que não temos ele, a gente não cresce, porque ficamos em uma zona de conforto e aquilo não faz a gente querer passar os limites que temos. Então, vai ser um desafio enorme, estarei vestindo a camisa de uma equipe super tradicional com nome e renome não só no Brasil mas no Continente.

Vai ser muito importante a mescla da experiencia com a juventude, e eu vou tentar chegar lá para tentar agregar. Não só a minha vontade de vencer mas também a pouca experiencia que eu tenho tentar utilizar e passar para o time para que a gente consiga desenvolver e performar bem. Então vai ser um desafio e uma honra enorme pode vestir essa camisa de tradição enorme e as expectativas são as melhores para chegar lá e competir.”

A PREPARAÇÃO E AS MUDANÇAS CAUSADAS PELA PANDEMIA

O NBB volta já em Novembro. Como está a preparação para a disputa? Como você enxerga a volta do Basquete durante essa pandemia e da forma como foram definidos os protocolos da Liga?

Não temos uma garantia de como será tudo, porque as coisas podem mudar de uma hora para a outra.   Nos sabemos que estamos vivendo um momento de pandemia, então, as coisas mudam muito rapidamente. O protocolo que hoje está sendo seguido pode mudar amanha. A maneira como vai ser disputada hoje, pode não ser a maneira como será jogada daqui há um mês. Então, algumas coisas nos temos que procurar entender neste período e ser bem flexível em relação a isso. 

A preparação não será das melhores, é claro. Novamente, pelo o que eu falei para o momento em que estamos vivendo de pandemia, a gente nunca viveu isso, então, talvez não conseguiremos nos preparar da melhor forma mas vamos fazer o que temos em mãos. Vamos tentar utilizar tudo que pudermos e tivermos para que façamos a melhor preparação possível.”

Foto destaque: Luiz Felipe Gonçalves/ luizfelipeart

Yuri Murta

Yuri Murta

Estudante de jornalismo e geografia, apaixonado por esportes no geral e por tudo que o cerca. Isso define quem é Yuri Lima Murta. O amor principalmente pelo basquete e futebol vem desde pequeno e o g[...]

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