Exclusiva: Miró esclarece mal entendido envolvendo atleta, comissão técnica e enfatiza informações importantes sobre os episódios

Exclusiva: Miró esclarece mal entendido envolvendo atleta, comissão técnica e enfatiza informações importantes sobre os episódios

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quinta-feira, 02 julho 2020
Entrevistas

Em entrevista exclusiva para a Rádio Poliesportiva, a gestora do Curitiba Vôlei, Gisele Miró dá a sua versão dos fatos e alega o que há de verdade nas afirmações de alguns setores da Imprensa, caso Aninha e a demissão do treinador Clésio Prado.

Por: Arthur de Figueiredo, Mogi das Cruzes – SP

Boa tarde Gisele!

Primeiramente, é um prazer falar contigo.

Boa tarde! Eu que agradeço pela oportunidade.

O Brasil passa por profunda crise, seja pela pandemia que assola o planeja, seja pela crise financeira. Como será o planejamento para a próxima temporada do Curitiba Vôlei?

Realmente estamos todos passando por uma situação muito difícil, mas é importante mantermos a calma. Nunca foi uma missão fácil coordenar um projeto do tamanho do Curitiba Vôlei que depois de 15 anos recolocou Curitiba na Superliga, uma das principais competições do mundo. São várias pessoas envolvidas. Ninguém constrói um projeto deste tamanho e importância sozinha.

Além dos jogos, o projeto sempre se preocupou com ações sociais dentro e fora das quadras, contou com atletas como as campeãs olímpicas Fernandinha e Valeskinha que são espelhos e exemplos para as novas gerações. Vamos continuar buscando parceiros para juntos superarmos a pandemia e continuar encontrando soluções para manter a única equipe representante do Sul do país na competição.

Temporada passada apesar de contarmos com uma das melhores estruturas da Superliga não tivemos patrocínio financeiro.

Diante da polêmica envolvendo a atleta Aninha, foram colocadas em xeque, questões como racismo, perseguição, em que a jogadora alegou para o jornal Estadão que ela foi despejada de sua Kitnet e não teve nenhum tipo de aviso ou relocação. Sendo assim, o que há de verdade nesta fala? 

Não entendi até agora quais foram as reais intenções da Aninha. Foram ataques injustos e até covardes por tudo que já foi feito por ela. Ademais, apresentei todas as provas, recibos, fotos, comprovei os atendimentos do médico e da fisioterapeuta. Ela mesma se contradisse várias vezes. Em quatro anos jamais tinha tido nenhuma reclamação das kitnets e olhe que várias atletas de renome se hospedaram lá.

Não sei qual a verdadeira intenção da atleta, se era levar alguma vantagem já que virou modelo, mas a atitude irresponsável me fez repensar se tudo isso realmente vale a pena. O cúmulo foi a atleta usar um trecho de uma reportagem comigo que postada fora de contexto em sua rede social deu início ao triste episódio de racismo. Pergunte para a Aninha o que ela tem a dizer de uma companheira de equipe da República Dominicana.  Não tolero qualquer forma de discriminação.

Recentemente vocês perderam o patrocinador master da equipe, vocês têm condições de manter o atual elenco para a próxima temporada?

Se você se refere a Universidade que foi vendida no início do ano, nosso contrato previa terminar em maio. Por conta da pandemia foi encerrado antecipadamente. Acho importante explicar isso certinho porque Curitiba ama vôlei e o público é extremamente agradecido e fiel aos nossos apoiadores.  Quero aproveitar para agradecer ao Grupo Positivo pela estrutura oferecida ao Curitiba Vôlei.  Por fim, para mantermos a equipe na Superliga precisamos contar com um bom patrocinador.

Curitiba é uma das cidades mais cotadas para sediar o Super 8 do vôlei, como que vocês receberam essa notícia, e se na sua opinião a cidade está preparada para receber esse evento?

Primeiramente, como eu já mencionei o público de Curitiba é realmente apaixonado por vôlei. O público comparece mesmo! Lota o ginásio. Tomara que a Federação e o Governo do estado consigam apoio não só para a realização deste evento mas para nos ajudar com a manutenção da realização dos jogos da Superliga.

Como surgiu o projeto do Curitiba Vôlei?

Fui atleta e sei da importância de se sentir bem fora de quadra para poder render dentro dela. O amor pelo projeto e pelo esporte fazem toda diferença. Me dedico bastante, estou diariamente nos treinos e jogos. Contar com pessoas apaixonadas e envolvidas no Curitiba Vôlei faz toda a diferença. O Curitiba Vôlei surgiu da necessidade de se manter uma equipe feminina de alto rendimento no Paraná.

Recentemente, o jornal Estadão publicou que o treinador Clésio Prado foi demitido via WhatsApp. Temendo questões como indenização por danos morais, quais serão as ações a serem tomadas? Qual é a posição do clube sobre este fato? O que há de verdade? 

Primeiramente, tirando o fato de que nosso último contato tenha sido por WhatsApp. Nada! Nenhuma verdade. Foram sete matérias seguidas de fúria contra um projeto que o repórter não conhece. A temporada já havia acabado e os contratos já estavam todos finalizados. Por fim, eu e o Clésio já conversamos sobre isso! Matéria ultrapassada.

Pra finalizar: Gisele Miró, como vê a posição de gestora de um clube de vôlei, em especial no Brasil? Quais são os principais desafios?

Eu sempre tive gratidão e fiz questão de manter as minhas portas abertas. Ademais, o mundo dá voltas. Quero que as pessoas, os empresários entendam que o esporte é um dos principais pilares para a saúde e a educação. Vai ser um forte aliado no retorno à normalidade após a pandemia. Já tive um projeto premiado pela Unicef. Acredito nesse caminho.

Abrindo o coração! Deixe uma mensagem para a torcida do Curitiba Vôlei! 

Primeiramente, eu amo a torcida do Curitiba Vôlei e pelo apoio que tive nas redes sociais acho que a recíproca é verdadeira. No que depender de mim o projeto segue firme e forte. Por fim, conto como sempre com o apoio de todos.

Muito obrigado pela entrevista Gisele Miró. Muito sucesso no projeto. Obrigado pela atenção!

Eu que agradeço, mais uma vez!

Foto destaque: Divulgação/Valdecir Santos/Instagram

Artur de Figueiredo

Artur de Figueiredo

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