Euroliga e seus campeões nos últimos 20 anos – Parte 2

Euroliga e seus campeões nos últimos 20 anos – Parte 2

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terça-feira, 25 agosto 2020
Basquete pelo Mundo

Para dar prosseguimento aos campeões da Euroliga nos últimos 20 anos, publicamos agora a parte 2 do trabalho produzido para vocês leitores, que ficaram sem a finalização desta temporada, por conta da pandemia do coronavírus que assolou o mundo. Na lista a seguir, você verá times como Real Madrid quebrando tabus de anos, entre outros.

Por Alysson Rodrigues, São Paulo-SP

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Euroliga e seus campeões nos últimos 20 anos – Parte 1 

REGAL FC BARCELONA CAMPEÃO 2009/10

Enfim, a Espanha, voltava ser representada na final de uma Euroliga. Depois de quatro temporadas, o Regal FC Barcelona, buscava o título que havia vencido em 2002/03, diante do Benetton Treviso, atuando na Catalunha. Nessa temporada, os espanhóis foram os melhores nas fases de grupo ante aos playoffs. Uma derrota em 16 jogos.

A laranja do Barcelona era armada em quadra com o atual jogador do Phoenix Suns, Ricky Rubio. Logo depois de entrar nas quartas de final, se soube que encararia um clássico contra o Real Madrid. Sendo assim, em uma série de cinco jogos, passou com um 3 a 1. A partir da semifinal, o confronto era único. Os blaugranas passaram pelo temido CSKA Moscou, que estava nas últimas três finais da competição.

O duelo que decidiu o troféu a favor do Barça foi contra o Olympiacos. O lado vermelho e branco da Grécia, nessa edição, quebrou um tabu de 13 anos. A última vez em uma partida valendo o primeiro lugar também enfrentou o Barcelona e venceu. Porém, o resultado nesse século foi 86 a 68. Ainda que, o time espanhol tinha Juan Carlos Navarro e Rubio contra Theo Papoloukas, Milos Teodosic e Patrick Beverley, que hoje está na NBA, atuando pelo Los Angeles Clippers.

PANATHINAIKOS CAMPEÃO 2010/11

Uma rivalidade que se tornou histórica na Euroliga, seja em finais ou mesmo no final four. Os duelos entre Panathinaikos e Maccabi Tel Aviv estão marcados na história dos confrontos europeus. A partir disso, cada time foi para seu grupo daquela temporada. Os gregos e israelenses fizeram uma primeira parte de torneio parecidas. Foram para o divisional em primeiro lugar, nos respectivos grupos.

Do mesmo modo que passaram em primeiro, os mesmos foram segundo lugar. Os rivais mantiveram a similaridade também nas quartas de final. Enquanto o lado verde da Grécia pegou o atual campeão e o despachou, o Tel Aviv, também, contra um espanhol, aplicou um 3 a 1 na série e se classificou para jogar em Barcelona, sede das finais.

Certamente, muitos esperavam o desempate no confronto. Ambos tinham um título contra o outro. Tanto os italianos do Montepaschi Siena quanto os espanhóis do Real Madrid, de Prigioni e Nikola Mirotic, tentaram, mas não impediram a final dos sonhos. A partida foi equilibrada. O Panathinaikos venceu o Maccabi Tel Aviv, com um resultado de 78 a 70, sob a armação de Dimitris Diamantidis. Bem como, cada um dos times venceu dois períodos.

OLYMPIACOS BICAMPEÃO 2011/12 e 2012/13

A estatueta da Euroliga seguiu na Grécia por três anos consecutivos. Mas nem sempre com os verdes, e sim, com o lado vermelho e branco, do Olympiacos. Ao mesmo tempo, os gregos não eram favoritos a estar no final four da competição, que enxergava Panathinaikos, CSKA Moscou (passou da primeira fase de grupo com 100% de aproveitamento), além de Barcelona e Real Madrid.

Diante do cenário, a fase de 16 avos disputado em uma nova montagem de grupos, os russos caíram no mesmo do The Reds. Dessa forma, ambos acabaram fazendo uma prévia da final naquele momento. Por fim, o CSKA passou sem sustos. Por outro lado, a Grécia quase viu a eliminação da equipe que seria a futura campeã. Nos critérios de desempate eliminou o Galatasaray, da Turquia.

Surpreendentemente, passou sem sustos pelo Montepaschi Siena com o 3 a 1 na série. Na fase final disputada na Turquia, conforme a campanha mostrava, o azarão vinha do lado vermelho e branco. Havia chance de uma final inédita grega. Não aconteceu. Em partidas equilibradas, contra os oriundos da Grécia, os russos do CSKA Moscou guiados por Andrei Kirilenko, Siskauskas e Teodosic eliminaram o rival do Olympiacos, The Shamrock. Entretanto, não conseguiram o mesmo sucesso contra o The Reds e caiu por 62 a 61, depois de abrir 19 pontos de vantagem.

O gosto da vitória é bom. Assim como o do título. Uma temporada depois de vencer os russos na final, o rival desta vez seria o Real Madrid. Ambos em outro patamar diante dos jornais que cobriam à época. Depois de uma série de cinco jogos, eliminou os turcos do Anadolu Efes e fez a revanche com o CSKA Moscou. Ao final do torneio, o jogo terminou 100 a 88 e bicampeonato ao Olympiacos.

MACCABI TEL AVIV CAMPEÃO 2013/14

De antemão, a final do torneio foi histórica. Isto porque a última vez que a bola laranja subiu na quadra, por essa temporada, o título foi decidido na prorrogação de 45 anos. O ano precisamente era 1969. O jogo foi entre CSKA Moscou (campeão) e Real Madrid, com uma vitória por 103 a 99. Claramente, Maccabi Tel Aviv não sabia e nem queria receber o hexacampeonato nessas condições. Aconteceu.

Tel Aviv não teve uma grande campanha durante as fases de grupo. O grande desempenho das israelitas em quadra se deu a partir das quartas de final. O primeiro a sofrer foi o EA7 Milano, da Itália, em 3 a 1 em uma série de cinco jogos. Os duelos semifinais tinham nuances antigos e envolvidos, reservados com grandes duelos. Maccabi contra CSKA e novamente um clássico entre Catalunha e Madri, com a presença de Marcelinho Huertas.

Na partida final da Euroliga, Real Madrid de Sergio Rodríguez, Rudy Fernández e Mirotic sucumbiram diante dos comandados de David Blatt, no ‘overtime’, por 98 a 86, com o armador Tyrese Rice anotando 26 pontos. Aliás, Joe Ingles (Utah Jazz), também fazia parte do elenco.

REAL MADRID CAMPEÃO 2014/15

Enfim, depois de 25 anos, a taça de campeão retornou ao Real Madrid. A equipe tinha batido na trave nas duas últimas temporadas. Nessa edição, o duelo contra o Barcelona não aconteceu como nas outras oportunidades, porém, não foi só isso de diferente. O final four foi realizado em Madri. Lembrando que a sede final é decidida muito antes dos semifinalistas.

Tanto na primeira quanto na segunda fase de grupos, os galáticos do basquete foram primeiro lugar. Durante as quartas de final, o Madrid, tirou os turcos do Anadolu Efes com um 3 a 1 na série. Já o rival espanhol caiu pelo mesmo placar para o Olympiacos. As semifinais disputadas na Espanha tiveram os confrontos entre Real Madrid, o lado vermelho e branco, da Grécia, Fenerbahçe (Turquia) e CSKA Moscou.

Os russos caíram para os gregos em jogo equilibrado por 70 a 68. Enquanto o Real aplicou um 96 a 87 nos turcos. Depois de vencer o primeiro quarto contra o time da casa, o Olympiacos tomou a virada e não conseguiu mais buscar o resultado. A vitória da equipe espanhola veio com um 78 a 59. Assim, o elenco do Real Madrid tinha Rudy Fernández, Jaycee Don Carroll, Andrés Nocioni e Facundo Campazzo, que não participou da partida final, por estar machucado.

CSKA MOSCOU CAMPEÃO 2015/16

O CSKA Moscou tanto martelou que voltou a ser campeão, após dois vice-campeonatos e outras quatro aparições no final four. E o título veio com emoção. Assim como o título do Maccabi Tel Aviv foi decidido depois de quatro décadas e meia, na prorrogação, a primeira deste século. Isso acabou se repetindo agora em dois anos.

Os russos , novamente, era um dos postulantes a taça. Porém, dessa vez, o domínio foi desde as fases de grupo. Na primeira parte, somente uma derrota. Na sequência, outra primeira colocação.  Nas quartas de final fez um clássico do leste europeu, contra o Estrela Vermelha, da Sérvia. Um 3 a 0 dominante na série.

Ademais, um outro clássico, agora, doméstico. O rival era o Lokomotiv Kuban, e a equipe fez 88 a 81 e chegou a final contra o Fenerbahçe. E os turcos perderam para o CSKA Moscou, por 101 a 96. O duelo tinha nomes marcantes da Euroliga, como o francês Nando de Colo, ala-armador, que depois mudaria de lado. Além de um jovem promissor chamado Bogdan Bogdanovic.

FENERBAHÇE CAMPEÃO 2016/17

Primeiramente, para fixar na história da Euroliga. O torneio é patrocinado há 10 anos por uma companhia aérea da Turquia. Em 62 edições do campeonato europeu de clubes, o Fenerbahçe foi o primeiro oriundo da Península da Anatólia a ser campeã. Sem contar que, a cidade de Istanbul, sede das finais, é onde mais retém equipes pela Euroleague. São nove no total.

Entretanto, a Euroliga daquele ano foi atípico. Mostrou a evolução de uma categoria em um país. Pela 1ª vez tinham três turcos na fase de quartas de final. Porém, somente os campeões tiveram sucessos. Em uma série de cinco jogos, venceram o tradicional Panathinaikos por categóricos 3 a 0. Sequencialmente teve Real Madrid e Olympiacos, na final. Contra os gregos, encerraram o tabu com um triunfo por 80 a 64, tendo o icônico técnico Zeljko Obradovic a beira de quadra guiando Bogdanovic, Nikola Kalinic e Ekpe Udoh.

REAL MADRID CAMPEÃO 2017/18

O Fenerbahçe foi a luta pelo bicampeonato. Todavia, existe um Real Madrid no caminho. A equipe espanhola buscava o decacampeonato na competição. Por outro lado, além do atual campeão, tinham os russos do CSKA Moscou e também havia a dupla grega, Panathinaikos e Olympiacos. Durante os 30 jogos da primeira fase, os madrilenhos acabaram em 5º lugar.

O lado verde e branco da Grécia foi o primeiro rival para evitar o título do Real, mas sem sucesso. A equipe madrilenha fez 3 a 1 na série. Assim, com a passagem carimbada para o final four na Sérvia, os merengues eliminaram os russos de Moscou. Posteriormente pegou o Fenerbahçe, que tinha despachado o Zalgiris, da Lituânia.

A princípio, o duelo entre turcos e espanhóis foi equilibrado. Porém, no elenco do Real Madrid, estava o promissor Luka Doncic, que hoje é estrela do Dallas Mavericks, da NBA. Doncic foi MVP na temporada regular e nas finais. Os madridistas acabaram vencendo o Fenerbahçe, de Obradovic, que havia levantado o caneco pelo Real, em 1995, por 83 a 80.

CSKA MOSCOU CAMPEÃO 2018/19

Conforme a Euroliga ia caminhando, o Fenerbahçe batia recordes. Uma delas foi que a equipe da Turquia, nessa nova formatação da liga, ficou invicto em casa, depois de 30 jogos. Aliás, atingiu outra marca: terminou a temporada com uma campanha de 25-5. Porém, isso pouco adiantou ao encerramento dos jogos regulares.

Por conta disso, se esperava os turcos ao menos na final. Nas quartas de final, Fener e o CSKA Moscou, que fora segundo na temporada regular, passaram com um duplo 3 a 1, na série de cinco partidas, contra Zalgiris e Kirolbet Baskonia, respectivamente. E as quatro melhores campanhas na fase classificação foram para o final four.

Daí em diante, não se seguiu o óbvio. Por exemplo, a sensação Fenerbahçe caiu no clássico turco contra o Anadolu Efes, que havia sendo quarto no geral. Dessa maneira, se imaginou uma possível surpresa do outro lado. Não ocorreu, os russos tiraram o Real Madrid com um 95 a 90. Em suma, o Efes, foi para a final disputada na Espanha e acabou vencido pelo CSKA por 91 a 83. Os destaques dessa campanha foram os americanos Cory Higgins, Will Clyburn, além do francês Nando de Colo.

Foto Destaque: Reprodução/Divulgação/Anadolu Agency

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Alysson Rodrigues

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