Emerson Fittipaldi, o garoto prodígio.

Emerson Fittipaldi, o garoto prodígio.

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terça-feira, 30 agosto 2016
Fórmula 1

Emerson Fittipaldi chegou ao título mundial de 1972, após uma fase meteórica na F-1. Sua chegada à Europa apenas em 1969 dava início a uma surpreendente carreira internacional, que até hoje é comemorada como propulsora de uma legião de campeões brasileiros no automobilismo mundial. Foram passagens comparativamente rápidas nas categorias de acesso – como a F-Ford e a F-3, todas com títulos conquistados na terra da Rainha Elizabeth.
Entrou para a F-1 devido às suas ótimas atuações com os carros de Colin Chapman na F-2. Sua estreia na F-1 foi no dia 19 de julho de 1970, com um Lótus 49; no dia 04 de outubro, daquele mesmo ano, conseguiria a sua primeira vitória no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen. Estava surgindo um novo campeão! Só que o ano de 1971 foi marcado por insucessos. Chegou o ano de 1972. O que se viu foi um Emerson Fittipaldi competitivo, vencendo o campeonato em uma luta direta contra adversários de alto nível.
É possível que a ausência de Jackie Stewart de uma prova no calendário, por força de uma úlcera (muitos acreditam que o motivo da ulcera era o piloto brasileiro), tenha colaborado com o quadro geral da conquista, mas em nada tirou de Emerson o mérito da vitória. E essa vitória foi consagrada a partir de um desempenho de alto nível. Ao final da temporada, Emerson detinha respeitáveis índices de qualidade. A corrida de Monza fora apenas a 25ª de sua carreira e a sexta vitória dentre as 14 que teria quando de sua retirada em 1980. Conquistou três pole-positions em 1972 (Mônaco, Bélgica e Áustria), além de dois segundos lugares (África do Sul e França).
Era a confirmação da aposta certeira de Colin Chapman no jovem piloto brasileiro. Ele já tivera em suas mãos nomes lendários do automobilismo mundial como Graham Hill e Jim Clark, voltara a vencer com um piloto de talento que sem dúvida agitou a F-1 daqueles tempos românticos, onde a tecnologia não mascarava aptidões limitadas. Com a morte de Jochen Rindt, Emerson tornou-se o primeiro piloto da equipe ainda em 1970. E só deixou essa posição no final de 1973, quando foi contratado pela McLaren para disputar a temporada de 1974.
Sua trajetória foi marcada pela técnica. Rápido sim, mas principalmente técnico e preciso na condução do carro. Não foi por outro motivo que em 1975 ele encerraria a temporada com dois títulos mundiais conquistados. É sempre bom ressaltar que essa marca só não cresceu em decorrência do fato de ter investido muito tempo (e dinheiro!), competindo com o carro brasileiro de F-1, o Copersucar-Fittipaldi. Essa decisão o alijou de ter mais vitórias, mas deu continuidade a uma espécie de incumbência de abrir novas fronteiras. E ao competir no automobilismo norte-americano, anos depois de terminar sua participação na F-1, coube a Emerson Fittipaldi, novamente dar a volta por cima e desbravar novas fronteiras. Não por outra razão, se comemoramos hoje vitórias e títulos importantes no automobilismo mundial, seguramente Emerson Fittipaldi tem a sua participação como pioneiro neste belo esporte que é o automobilismo.

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admin

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