Em exclusiva, Enyo Correia, presidente da FPB, faz um balanço sobre o Paulista de Basquete de 2020

Em exclusiva, Enyo Correia, presidente da FPB, faz um balanço sobre o Paulista de Basquete de 2020

Like
222
0
terça-feira, 10 novembro 2020
Campeonato Paulista

Um dos principais estaduais do basquete brasileiro, senão o principal, o Campeonato Paulista está perto de seu novo campeão. A edição de 2020 será decidida no duelo entre Paulistano e SESI Franca. A partida acontece hoje (10), no ginásio Antônio Prado Jr., às 19h00 (horário de Brasília). Sabendo disso, a Rádio Poliesportiva falou com o presidente da Federação Paulista de Basquetebol (FPB), Enyo Correia.

Na entrevista, ele conta os principais problemas enfrentados durante a pandemia da covid-19. Além disso, Enyo faz um balanço sobre o nível técnico da competição. E também fala sobre a participação dos times paulistas em torneios nacionais. No caso, NBB e Campeonato Brasileiro (CBB). 

Por: Luciano Massi, São Paulo – SP

Sem dúvida, o avanço do novo coronavírus atrapalhou, e muito, a realização do Paulista. Assim, a FPB, juntamente com os times, teve de criar protocolos sanitários para treinamentos e jogos. Tudo isso para preservar a saúde de atletas, comissão técnica, árbitros e todos os envolvidos com o basquetebol. Parte desses protocolos envolveu a criação de “mini bolhas”. Desse modo, na fase inicial, houve o “grupo do interior”, mais Mogi, e o “da capital”, mais Osasco.  

“Uma das maiores dificuldades foi a insegurança. De quando iríamos poder liberar a torcida, o retorno aos treinamentos. Mas a federação, juntamente com os clubes, ao longo de todo o tempo que estivemos longe das quadras, estivemos pleiteando a realização dos campeonatos. Bem como uma formatação melhor de como seria a competição. Um campeonato muito longo, com muitos jogos, seria muito provável de dar problema.”

 

Nas fases finais, houveram duas sedes: os ginásios Panela de Pressão e Antônio Prado Jr. O Final Four seguiu na casa do Paulistano. Assim como a final será disputada. Além disso, tiveram de ser feitas mais adaptações. Como, por exemplo, na compreensão dos problemas financeiros. Alguns times perderam apoiadores e patrocinadores. Enyo Correia conta, a seguir, outros empecilhos enfrentados pela federação paulista e os times.

“Um campeonato muito longo, com muitos jogos, seria muito provável de dar problema. Então, nós e os clubes equacionamos uma situação que ficou bem melhor. E mais palpável. Tanto na participação, quanto também na parte de estrutura da competição. Minimizando custos, viagens e os jogos, inclusive. Isso, em virtude da necessidade financeira dos times.

 

A temporada 2020/2021 será pra lá de atípica. Começando pela preparação, foram poucos os times do NBB que tiveram uma pré-temporada igual aos paulistas. Não apenas em relação ao número de jogos, como também no que diz respeito ao nível técnico. Comumente, as equipes de São Paulo promovem o estadual mais forte do Brasil. Por certo, a edição de 2020 não foi diferente. Mas times tradicionais, como Corinthians e Pinheiros, utilizaram elencos baseados em suas categorias inferiores. Em contrapartida, Bauru e São Paulo levaram plantéis recheados de grandes nomes. 

“Nós não poderíamos exigir tanto das equipes. Principalmente pelo afastamento de alguns patrocinadores. Não os principais, os másters, mas patrocinadores menores que compõe o quadro financeiro de cada equipe. Por outro lado, nós ganhamos também. Lançamos mais atletas, mais equipes compostas por atletas sub-19 e sub-20, que até então estavam sem mercado.”

 

 “O nível técnico me agradou bastante. Não era o que a gente esperava, pois sempre buscamos o melhor nível e melhor excelência nas competições. Mas, de acordo com o que nós poderíamos fazer, acho que foi muito satisfatório. A competição como um todo foi muito positiva”, afirmou o presidente, Enyo Correia.

 

Curiosamente, a final do Campeonato Paulista será no mesmo dia do início do NBB 13. Vale lembrar que o basquetebol paulista terá menos representantes nesta edição. Com a saída de Rio Claro e São José, o estado de São Paulo será representado por sete times. São eles: Corinthians, Paulistano, SESI Franca, Zopone/Gocil Bauru, Pinheiros, Mogi e São Paulo. E não nove, como na temporada 2019/2020.

Porém o NBB segue com o mesmo número de participantes: 16. Afinal, VipTech Campo Mourão-PR, KTO/Caxias-RS e o estreante Cerrado-DF passaram a integrar a competição. Em contrapartida, haverá apenas um paulista no Campeonato Brasileiro de Basquete (CBB). A competição, considerada como a divisão de acesso, terá a presença do Basket Osasco.

Desse modo, Enyo Correia contou à Rádio Poliesportiva qual a expectativa da FPB para as equipes paulistas em torneios nacionais.

A expectativa da federação com as equipes que participam do NBB e do CBB é que tenham muito êxito. O formato (do Paulista) que nós fizemos foi para minimizar os custos, viagens e possibilidade de contágio. Mas preparamos bem as equipes. Dando um diferencial à elas para a sequência das participações. Seja do NBB, seja do Campeonato Brasileiro ou seja de futuras competições internacionais. 

 

Por fim, o presidente também falou sobre o papel das federações na pré-temporada das equipes.

“Esse alicerce é o trabalho que as federações, e campeonatos regionais, têm que desenvolver com maior magnitude. Oportunizando e melhorando mais a vida dos atletas. Bem como a dos clubes e dirigentes. Esse todo faz o basquetebol paulista ser magnífico. É isso o que nos sustenta e impulsiona cada vez mais.”

 

Foto em destaque: Divulgação

Luciano Massi

Luciano Massi

Paulistano de 21 anos, estudante de jornalismo, amante do futebol e do esporte da bola laranja.

96 posts | 0 comments

Comments are closed.