Earving Magic Johnson Jr, o ídolo do Los Angeles Lakers

Earving Magic Johnson Jr, o ídolo do Los Angeles Lakers

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segunda-feira, 04 janeiro 2021
Basquete

Earving ‘Magic’ Johnson Jr. é um dos melhores jogadores que já pisaram dentro de uma quadra da NBA. Por mais que tenha uma história conturbada fora delas, é inegável a importância de Magic no basquete. Hoje, com 61 anos, o astro aposentado é um dos maiores jogadores dos Lakers, ao lado de Kobe e Kareem Abdul-Jabbar.

Por Henrique Cesar Mello, de Mogi das Cruzes – SP.

Nascido em Lansing, Michigan, no dia 14 de agosto de 1959, Earving Magic Johnson Jr. é filho de Earving Johnson Jr., que era montador de uma das fábricas da General Motor, e Christine, zeladora de uma escola local. Seu envolvimento com o basquete foi inevitável, visto que seus pais jogaram quando eram mais jovens, além de seu pai sempre estar assistindo os jogos da NBA no seu tempo livre. Além disso, seus outros irmãos praticaram basquete.

Por isso, Earving estava sempre perguntando sobre o esporte para seu pai, perguntando como um jogador normal poderia se tornar um jogador acima da média. O ex-jogador disse que foi seu pai que o ensinou a importância dos pequenos detalhes dentro de um jogo de basquete.

SUA CARREIRA UNIVERSITÁRIA

Logo após de uma carreira de sucesso no High School, Magic foi sondado por inúmeras universidades que queriam contar com ele em seu plantel para disputar a liga universitária. Como tinha preferência em jogar perto de casa, ficou indeciso entre a Universidade de Michigan e a Universidade do Estado de Michigan.

Mas a história todos conhecem não é mesmo? Johnson foi para Michigan State. Porém, como não pensava em seguir carreira profissional, decidiu focar no curso de comunicação, pois sonhava em ser comentarista televisivo.

No entanto, em seu primeiro ano, ele teve médias exorbitantes, com 17 pontos por jogo, 7,9 rebotes e 7,4 assistências. Desse modo, levou os espartanos para sua melhor série de jogos em 11 anos, com 25-5. Levando eles para a vitória da Big Ten Conference, ingressando na primeira divisão da NCAA. Mesmo que tenham chegado à final da região do médio-oriente, perderam para Kentucky, e Magic fez uma partida discreta.

Porém, como fez uma temporada deslumbrante, ganhou o prêmio de calouro do ano do Big Ten, ingressando no melhor time da competição.

Magic jogando pela Michigan State - Foto: AP File Photo

Magic jogando pela Michigan State – Foto: AP File Photo.

O SEGUNDO ANO IMPECÁVEL

Em seu segundo ano, Earving Magic Johnson Jr conseguiu o mesmo feito, levando Michigan para a primeira divisão da NCAA. Mas dessa vez, a história foi diferente. Os espartanos alcançaram as tão desejadas finais. No entanto, tiveram pela frente a Universidade de Indiana, que contava com ninguém mais ninguém menos que Larry Bird.

No que foi considerado o jogo de basquete universitário, Michigan State ganhou de Indiana por 75 a 64. Johnson marcou 24 anos, pegou sete rebotes e distribui cinco assistências, o que levou ele a ser considerado o melhor jogador da Final Four. O jogo ficou marcado por ser o primeiro de uma grande rivalidade do basquete, entre Magic e Bird.

Aquele foi o último ano de Earving na universidade. Desse modo, com 20 anos, ele se declarou elegível para o draft de 1979, e deixou a Universidade Estadual de Michigan.

A NBA CONHECIA UM GIGANTE

Draftado pelo Los Angeles Lakers em 1979, Magic Johnson foi o primeiro escolhido daquele ano. Na época, o jogador disse que o mais incrível de ter sido draftado pelos Lakers, era ter a oportunidade de jogar ao lado do pivô Kareem Abdul-Jabbar, que iria se tornar o maior pontuador da história da NBA (até o momento). No entanto, por mais que Kareem já tivesse estabelecido uma dinastia na liga, ainda não havia ganho um título com os Lakers, desse modo, acreditava que Magic poderia ajudá-lo nisso.

Em seu primeiro ano, ele teve média de 18 pontos por jogo, 7,7 rebotes e 7,3 assistências. Porém, não foi votado como revelação do ano, pois exatamente Larry Bird ganhou.

Na temporada de 1979/80, os Lakers tiveram uma série de 60 vitórias e 22 derrotas. Chegaram às finais da NBA daquele ano, enfrentando o Philadelphia 76ers, do grande Julius Erving. Os Lakers abriram 3 – 2 nos primeiros cinco jogos, porém Kareem, que vinha de uma média de 33 pontos por jogo, torceu o joelho e teve que ficar fora do sexto jogo.

Então o técnico decidiu colocar Magic como pivô do time, o que rendeu um total de 42 pontos e 15 rebotes no jogo 6, ajudando na vitória do time de L.A. por 123 a 107, fazendo Johnson se tornar o primeiro novato a ganhar o MVP das finais, entrando para o grupo seleto dos poucos jogadores a ganhar um título da NCAA e da NBA em anos consecutivos.

Magic como pivô nas finais

Magic como pivô nas finais – Foto: Manny Millan/Sports Illustrated

MAGIC E O LAKERS

Em suma, Magic jogou toda sua carreira no time de Los Angeles. Desde 1979 até 1996, ele esteve no plantel da equipe, trazendo cinco campeonatos para a equipe, contando o seu primeiro, ele foi campeão nas temporadas de 1981/82, 1984/85, 1986/87 e 1987/88. Se tornou não só um dos melhores jogadores do time, mas como garantiu sua vaga na discussão de melhor jogador da história da liga.

A grande rivalidade de Lakers e Celtics foi agravada por conta da rivalidade entre Magic e Bird. Nos anos 80, das 10 finais disputadas na NBA, todas tiveram a participação de pelo menos um dos dois times, e assim, um dos dois jogadores. E dessas 10, três foram um duelo direto entre ambos. Porém, Bird se saiu melhor, levando duas das três, enquanto Magic, obviamente, apenas ganhou um.

Especialistas dizem que a rivalidade dos dois foi o que salvou a NBA da total decadência, visto que não atraia mais pessoas naquela época como atraia antes. Dessa forma, Magic e Bird foram, e provavelmente são até hoje, uma das rivalidades mais importantes da história do basquete. Podendo perder apenas para a não tão distante Curry x LeBron.

INFLUÊNCIA FORA DAS QUADRAS

Após ter exposto para o mundo que tinha contraído HIV, Johnson criou as Fundações Magic Johnson, para ajudar no combate do vírus, diversificando, mais tarde, para outras causas importantes. Além disso, foi o orador principal do Dia Mundial de Combate à Aids de 1999, das Nações Unidas, e também tem atuado como Mensageiro da Paz desta organização.

Foto destaque: Reprodução/Danny Moloshok/Reuters

Henrique Cesar

Henrique Cesar

Escolhi o jornalismo pois sempre fui apaixonado por escrever, escrevo desde pequeno, sempre tive o sonho de contar as histórias das pessoas, e o jornalismo me trouxe essa oportunidade. Já trabalhei [...]

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