Dias de luta, dias de glórias! A conquista da Seleção Feminina de Vôlei nas Olimpíadas de 2008

Dias de luta, dias de glórias! A conquista da Seleção Feminina de Vôlei nas Olimpíadas de 2008

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segunda-feira, 19 abril 2021
Ace Histórico

Há poucos meses de completar 13 anos da conquista do primeiro ouro olímpico, a Coluna Ace Histórico, relembra a inédita conquista da Seleção Feminina de Vôlei nos Jogos de Pequim. para garantirem o 1º lugar no pódio, as meninas entraram em quadra contra os Estados Unidos e venceram as americanas por 3 x 1 e, assim, conquistaram o inédito ouro nas Olímpiadas.

Por: Amanda Neco Avelino, Guarulhos-SP

O vôlei feminino do Brasil, em 23 de agosto de 2008, conquistou sua maior glória até aquele momento. Vale ressaltar não apenas a vitória, mas também a grande exibição da Seleção Brasileira. A equipe derrotou os Estados Unidos por 3 x 1, com parciais de 25 x 15, 18 x 25, 25 x 13 e 25 x 21. Por fim, garantiu o lugar mais alto no pódio.

Apesar de ser a primeira final olímpica das brasileiras, o time entrou na partida como favorito. De fato, naquela edição dos Jogos Olímpicos, a Seleção fez uma campanha quase perfeita após vencer sete de oito jogos por 3 x 0. Na primeira fase, o Brasil ganhou da Argélia, Rússia, Sérvia, Cazaquistão e Itália. Nas quartas, bateu o Japão e, por fim, na semifinal, superou a China.

FAMA DE AMARELONAS

Foto: Divulgação Mari Pequim 2008

Mari Pequim 2008 (Foto: Reprodução)

As meninas nunca haviam disputado uma final olímpica, porém, já tinham sentido a emoção de conquistar uma medalha na competição. Desse modo, a Seleção havia conquistado, até aquele momento, duas medalhas em Jogos Olímpicos, ambas de bronze. Assim, a primeira foi nos Jogos de Atlanta em 1996 e, posteriormente, de Sydney em 2000. Além disso, ficou em 4º lugar em Atenas (2004).

A competição de Atenas era a mais recente, e podemos dizer que foi a mais dolorida para as brasileiras. Uma semifinal entre Brasil e Rússia. A Seleção Feminina naquela ocasião desperdiçou cinco match points e perdeu a chance de disputar pela primeira vez uma final olímpica. Assim, tomou a virada e encerrou sua participação, ficando com o 4º lugar.

Após as Olímpiadas, o Brasil chegou à final do Campeonato Mundial e reencontraria a Rússia, porém acabou perdendo novamente. Além disso, sofreu o revés na decisão dos Jogos Pan-Americanos de 2007 para Cuba, no Maracanãzinho. Por conta desses resultados negativos e ficando muito próximo de medalhas, aquele grupo acabou marcado como amarelão.

Foi um ciclo muito pesado, muito complicado. Por tudo que aconteceu, por conta do jogo contra a Rússia em 2004, do 24 x 19, das derrotas no Mundial e no Pan-Americano, acabou virando um ‘time amarelonas’. O que me deixou muito feliz foi a forma como elas jogaram, com uma consistência muito grande, tomando mais de 20 pontos somente em sete sets e perdendo somente um durante as Olimpíadas de Pequim”, disse o técnico José Roberto Guimarães.

O ANO DE GLÓRIAS DA SELEÇÃO

Foto: Divulgação/AP

(Foto: Divulgação/AP)

Ainda em 2008, o Brasil começou com tudo. A princípio, conquistou o Grand Prix, pela sétima vez. A equipe comandada por José Roberto Guimarães mostrava estar focada, vencendo todas as partidas da fase final. Naquela ocasião, a Seleção Brasileira derrotou Cuba por 3 x 0, parciais de 25 x 14, 25 x 15 e 25 x 20.

Mesmo com a importante conquista, a dúvida sobre o que aconteceria em Pequim ainda sondava os brasileiros. Nos Jogos de Pequim, a Seleção estava confiante e cada vez mais garantindo o favoritismo. Aliás, venceu todos os jogos disputados até a final por 3 x 0.

A FINAL

Na final contra os Estados Unidos, o Brasil começou o jogo perdendo: 3 x 1. Contudo, empatou após um rali incrível, com as duas equipes defendendo muito. Logo depois, a partida seguiu equilibrada até o 10 x 10, quando as brasileiras abriram cinco pontos de diferença e mantiveram o ritmo até fechar o primeiro set em 25 x 15.

Na segunda parte do jogo, a equipe americana comandou o placar. Por outro lado, as nossas meninas tentaram se aproximar, porém a vantagem das rivais era grande. Com isso, as americanas acabaram fechando o set com 25 x 18. Mesmo com a derrota no set anterior, a equipe brasileira continuou focada e praticamente anulou o adversário, mantendo-se em vantagem o tempo todo. Entretanto, com alguns ajustes e melhoras no saque, o Brasil fechou o terceiro set com 25 x 13.

O quarto e último set foi o mais equilibrado, tendo em vista que as norte-americanas abriram 8 x 6. Porém, as brasileiras conseguiram o empate, 10 x 10 e ainda viraram para 15 x 13. As americanas, então, passaram a sacar em Mari, que tinha dificuldade na recepção, e viraram: 16 x 15. Mas, com ótimo desempenho no bloqueio, as brasileiras levaram o set por 25 x 21. Dessa forma, conquistaram a medalha de ouro.

Acredito que a grande diferença daquela Olimpíada para as demais que eu participei foi que desde o primeiro momento que eu pisei na Vila Olímpica dos atletas eu tinha certeza de que nós iríamos ganhar o ouro. Acho que os momentos que mais me marcaram foram a semifinal, contra a China, que acabou tendo o ginásio completamente lotado e com a torcida participando, e a decisão contra os Estados Unidos, que acabou resultando na nossa conquista inédita”, declarou Sheilla.

Foto destaque: Divulgação/CBV

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Amanda Neco

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