A demissão da Emily Lima e o boicote das jogadoras

A demissão da Emily Lima e o boicote das jogadoras

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quinta-feira, 05 outubro 2017
Futebol Feminino

Demitida do comando da seleção brasileira, a técnica Emily Lima apoia o boicote gerado por algumas jogadoras do elenco. Em protesto contra a demissão, Cristiane, Rosana, Fran e Andreia Rosa  e está semana a jogadora a polivalente Maurine do Santos, que joga como lateral e meia se despediu também da seleção brasileira.

Emily acredita que a pressão após cada resultado possa ter influenciado na decisão das aposentadoria das atletas. A treinadora lembrou de críticas após derrotas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. E sem nenhuma ajuda, a mesma frisou muitas vezes, em dizer que a CBF não colaborava da forma justa com a seleção brasileira de futebol feminino. E vem falando muito disso e gerando vários debates sobre assunto. O trabalho da Emily na frente da seleção brasileira durou dez meses. A ex-técnica da seleção somou sete vitórias conquistadas em suas primeiras sete partidas, um empate e cinco derrotas.

Embora se trate de uma categoria feminina, Emily Lima se tornou a primeira mulher a dirigir a seleção brasileira após três décadas de dinastia masculina no comando. Treinadores renomados como René Simões e Vadão, que antecedeu Emily no posto, já sentaram no banco de reservas da seleção, mas sentiram dificuldades comuns a todos os outros: falta de investimento de longo prazo no futebol feminino e escassez de clubes com estrutura profissional para mulheres, ainda bem distante das condições oferecidas aos homens. No entanto, ao contrário dos últimos cinco técnicos da equipe, a treinadora  foi a única que não teve oportunidade de completar ao menos um ano de trabalho.

Jogadoras manifestaram apoio a Emily nos últimos dias. A técnica tem forte ligação com atletas e dirigentes de clubes, além de compreender a realidade do futebol feminino no Brasil, já que, antes da principal, trabalhou nas seleções de base e teve grande êxito à frente do São José, onde foi vice-campeã da Copa do Brasil. Prestes a completar 37 anos, a ex-volante fez cursos para se tornar treinadora na Europa e na própria CBF.

O que vem sendo repercutido sempre  é a falta de estrutura que persiste para o futebol feminino. A atacante Cristiane  falou sobre isso em sua despedida da seleção: “Era meu sonho, o que sempre quis, o que sempre sonhei em colocar medalha de ouro, levantar troféu de campeã mundial e ajudar a modalidade de alguma maneira. Espero que, com esse vídeo, talvez ajude. Se não pude ajudar tanto em 17 anos como atleta, espero ajudar como ex-atleta – disse ela, elencando uma série de problemas encontrados aos ao longo da carreira na seleção” , disse.

Vadão, um velho conhecido, retorna a seleção brasileira feminina. E tenta dar continuidade após saídas de jogadoras importantes para a seleção brasileira feminina.

 

Foto de capa: CBF TV

 

Redatora da matéria: Juliane Santos, de Guarulhos.

Juliane Santos

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