Em exclusiva, Dannyel Russo fala sobre o momento do Basquete Cearense

Em exclusiva, Dannyel Russo fala sobre o momento do Basquete Cearense

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quarta-feira, 24 junho 2020
Basquete

Presente em oito das 12 edições do NBB, a Associação de Basquete Cearense é o time do Norte/Nordeste com mais participações no torneio. O Carcará já alçou vôos altos nos oito anos de sua existência, recém-completados na terça-feira (23). A primeira aparição na elite foi positiva. Afinal, os cearenses terminaram a fase de classificação na 8ª colocação, garantindo, assim, uma vaga ao mata-mata.

Nos anos seguintes o ritmo não baixou e ocorreram outras cinco classificações. O Basquete Cearense alcançou as quartas de final em três delas. Todavia, a 15ª posição no NBB 12 impediu mais uma aparição do time nos playoffs. Problemas dentro e fora das quadras prejudicaram o desempenho dos atletas comandados pelo treinador Dannyel Russo. Desse modo, a Rádio Poliesportiva falou com o, agora, auxiliar técnico para saber sobre o passado, presente e futuro do Basquete Cearense.

Luciano Massi, Santo André-SP 

Por certo, o nosso entrevistado é um grande conhecedor do clube. Prestando serviços ao Carcará desde a fundação do projeto, Russo passou os seus seis primeiros anos de Basquete Cearense auxiliando o treinador Alberto Bial. A dupla participou de todas as temporadas no ínterim de 2012 a 2018, quando Bial deixou a equipe. Desse modo, Dannyel foi promovido. Assumiu a batuta e a missão de prosseguir com a regularidade apresentada nas edições anteriores do NBB.

Dannyel Russo e Alberto Bial

Russo e Bial conversando durante uma partida do Basquete Cearense (Stephan Eilert/Basquete Cearense)

Além de Bial, os jogadores Betinho Nardi e Davi Rossetto também saíram. Porém, Paulinho Boracini, Felipe Ribeiro e Rashaun seguiram no time. Sem dúvida, o elenco sofreu grandes baixas, mas as atuações não. Assim como na temporada anterior, os fortalezenses atingiram os playoffs do NBB 11. Eliminaram o Paulistano de Georginho e companhia nas oitavas, e na fase quartas de final foram eliminados pelo Mogi.

Posteriormente, na temporada 2019/2020, Boracini, Douglas Kurtz, Cobb e Paulo Antônio deixaram o Ceará. Ou seja, Dannyel Russo teve seu plantel encurtado e as opções foram reduzidas. Tais empecilhos culminaram na modesta 15ª colocação, com 21 derrotas, nove vitórias e 19.2% de aproveitamento.

“Um cenário bem desafiador, essa é uma frase que define o Carcará na temporada passada. Tivemos muitos problemas dentro e fora das quadras, muitas lesões, nosso capitão (Felipe Ribeiro) ficou de fora por quase quatro meses e isso afetou muito o time. Só conseguimos jogar três jogos com a equipe completa em todo o campeonato” – declarou Dannyel Russo sobre o desempenho no NBB 12.

Stephan Eilert/ Basquete Cearense

Ídolo do Carcará, Felipe Ribeiro obteve as melhores médias da equipe na temporada passada: 14.8 pontos, 8.3 assistências e 15.9 de eficiência (Stephan Eilert/Basquete Cearense)

“E perdemos, se não me engano, seis jogos com um placar de cinco pontos ou menos. A equipe era boa, atletas comprometidos, trabalhadores. Faltou um pouco disso tudo aí que falei para chegarmos aos playoffs: time inteiro, fechar os jogos no final da partida, um pouco mais de sorte” – salientou Russo.

Mesmo sem uma data definida para a laranja subir, já há uma certa movimentação no mercado de transferências. Entretanto, existem mais sondagens e consultas do que propostas concretas. Perguntado sobre a posição do Basquete Cearense em relação a contratações e renovações, Dannyel Russo afirmou:

“Vamos ficar com praticamente todos os jogadores, estamos estudando a possibilidade de mais 2 ou 3 novatos. Semana que vem nos reuniremos para falar do elenco para a próxima temporada.”

Por fim, o auxiliar técnico do Carcará ainda falou sobre o assunto mais comentado dos últimos meses: o novo coronavírus. O vertiginoso avanço da doença no Brasil traz um mundo de incertezas. Mudanças na rotina serão inevitáveis, tal qual nas práticas esportivas.

“Sobre a covid no esporte, não sei muito bem o que fazer. Acredito que precisamos de mais um tempo pra tomarmos algumas decisões. Tudo deverá ser tratado com muita cautela, esperamos que não tenhamos um impacto tão gigantesco nos esportes como muitos estão prevendo.”

Foto destaque: Stephan Eilert/ Basquete Cearense

Luciano Massi

Luciano Massi

Paulistano de 21 anos. Estudante de jornalismo. Narrador, repórter, amante do automobilismo, futebol, basquete e esportes olímpicos.

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