Clássicos da Fórmula 1: Dan Gurney, Spa-Francorchamps em 1964

Clássicos da Fórmula 1: Dan Gurney, Spa-Francorchamps em 1964

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segunda-feira, 02 julho 2018
Automobilismo

Por: Luiz Máximo Morelo, de São Paulo.

 

Quando Jim Clark sofreu uma pane seca na última volta em Spa-Francorchamps, ele parou na curve Stavelot próximo a Dan Gurney, que havia ficado sem combustível na volta anterior. Nenhum dos dois sbia quem tinha realmente vencido. Gurney sabia que não tinha sido ele, mas o americano magricela certamente merecia algo melhor.

Conquistando facilmente a pole position com quase dois segundos de vantagem sobre Graham Hill e o companheiro de equipe da Brabham, Jack Brabham, Dan Gurney tinha rapidamente saltado para a liderança e simplesmente dominava Spa-Francorchamps com a precisão de um Clark. Durante 30 voltas ele manteve esse domínio, abrindo uma diferença de mais de meio minuto enquanto Hill disputava a segunda posição com Clark. E então, faltando apenas duas voltas para o final, Dan Gurney entrou rapidamente nos boxes para colocar mais combustível quando seu motor começou a falhar. A equipe não estava preparada e o liberou para mais uma volta enquanto tomavam as providências. Ele ainda estava disputando posições com Hill, Bruce Mclaren e Clark, que havia perdido tempo antes nos boxes para abastecer de água seu motor superaquecido. Porém nos poucos quilômetros restantes Gurney parou com uma pane seca. Então a BRM de Hill se recusou a extrair o combustível restante de seu tanque e ele parou um pouco mais adiante. Enquanto isso, Bruce McLaren assumia a liderança, mas ao frear no hairpin La Source pela última vez, o motor da Cooper morreu porque sua bateria havia descarregado. Em seguida o carro aproveitou a descida para cruzar a linha de chegada. Com tudo isso, Clark conquistou sua vitória de maior sorte, num dia em que ninguém valorizava o californiano que nunca pareceu combinar destino com seu ilimitado talento.

Foram dias como esse que explicavam porque Clark certa vez confessou a seu pai que Dan Gurney era o único homem que ele verdadeiramente temia. Sua volta mais rápida naquela Brabham BT7 de 1,5 litros foi a 220 km/h.

 

Foto em destaque: The Cahier Archive

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acom[...]

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