Cruzeiro sofre sanções após as confusões do rebaixamento

Cruzeiro sofre sanções após as confusões do rebaixamento

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segunda-feira, 02 março 2020
Futebol Brasileiro

A confusão do jogo que marcou o rebaixamento do Cruzeiro pela primeira vez à Série B do Campeonato Brasileiro, finalmente teve seu desfecho. Ao menos que momentâneo. No entanto, o Cruzeiro foi punido diante do artigo 213 do CBJD, Código Brasileiro de Justiça Desportiva, neste sábado (29).

Por: Danilo Dias, de São Paulo, SP

O artigo 213

Art. 213. Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir:

I – desordens em sua praça de desporto;

II – invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo;

III – lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo.

PENA: multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).

  • 1º Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas, provas ou equivalentes, quando participante da competição oficial.
  • 2º Caso a desordem, invasão ou lançamento de objeto seja feito pela torcida da entidade adversária, tanto a entidade mandante como a entidade adversária serão puníveis, mas somente quando comprovado que também contribuíram para o fato.
  • 3º A comprovação da identificação e detenção dos autores da desordem, invasão ou lançamento de objetos, com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência contemporâneo ao evento, exime a entidade de responsabilidade, sendo também admissíveis outros meios de prova suficientes para demonstrar a inexistência de responsabilidade.

Atentando-se ao inciso 1º, nota-se que a entidade de prática (a mandante) pode ser punida em até dez jogos com perda de mando de campo. Neste caso, no entanto, aplicado em condição de portões fechados.

O artigo 211

De qualquer forma, o Cruzeiro poderá recorrer e ainda pode reverter a situação. Além do supracitado, a raposa ainda foi enquadrada no artigo 211 do CBJD:

Art. 211. Deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização. PENA: multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). E interdição do local, quando for o caso, até a satisfação das exigências que constem da decisão.

Parágrafo único. Incide nas mesmas penas a entidade mandante que não assegurar, à delegação visitante, livre acesso ao local da competição e aos vestiários.

Desfecho parcial

Sendo assim, a multa sofrida pelo Cruzeiro foi estabelecida em R$ 50.000,00. Ou seja, o meio termo do determinado pelo código.

O argumento para o recurso entende que a pena precisa ser ‘pedagógica’, que as cerca de 30 mil pessoas que estavam presentes naquele dia no Mineirão. Porém, em condições anormais, jamais poderiam ser impedidas de algo por apenas 800 homens envolvidos na segurança do jogo.

O trágico ano de 2019 do Cruzeiro ainda não acabou. Foto: Jornal de Uberaba/Divulgação

Cita-se também que o Cruzeiro precisa ter seu momento financeiro delicado considerado na pena de multa. Além disso, até a revisão do mando de jogo, visto que é importante fonte de receita do clube na tentativa de retorno à Série A as suas bilheterias.

Dessa forma, ainda haverá novas determinações perante o caso. No entanto, o Cruzeiro brigará para que não sofra maiores sanções pelo quebra-quebra do jogo do rebaixamento. Até porque, essa medida não necessariamente evita novos casos de depredação nos estádios. Essas medidas, portanto, estão distante de serem pedagógicas.

Foto em destaque: Daniela Lameira/STJD

Danilo Dias

Danilo Dias

Danilo Dias é formado em Tecnologia em Futebol, pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte e atualmente é estudante de Direito. Apaixonado por futebol, aficionado por automobilismo[...]

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