Exclusiva: Sebastián Mignani fala sobre sua carreira no basquete

Exclusiva: Sebastián Mignani fala sobre sua carreira no basquete

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terça-feira, 08 setembro 2020
Basquete

Antes de tudo, a equipe da Rádio Poliesportiva entrou em contato com o jogador Seba Mignani. “El Cañita”, como é conhecido, é um armador argentino de 30 anos com passagens por diversas equipes de seu país. Atualmente, o atleta defende o Thorlakshofn Basketball, da Islândia. Assim, buscamos conhecer um pouco sobre sua carreira, desde seu início, as dificuldades e seus ídolos no esporte.

Por Gustavo Silveira, Manaus-AM

Primeiros passos com a bola laranja

Nascido em Mar Del Plata, Seba conta que já nasceu com uma bola de basquete ao seu lado. Assim, desde pequeno ele já tinha essa ambição, além de relatar que seu pai, Rubén Eneo, o inspirou a seguir esse caminho.

Eu praticamente nasci com uma bola de basquete, é verdade. Ao invés da mamadeira, me deram a bola. Meu velho era jogador profissional e desde muito jovem tive essa paixão por esse esporte!“, declarou Seba.

Seu pai é um ex-atleta de basquete, com carreira vitoriosa na década de 80. Nesse sentido, Cañita conta que Rubén é a pessoa que ele mais idolatra, mesmo tendo tantos outros nomes de peso ao redor desse esporte.

Existem muitos jogadores incríveis que são claramente idolatrados por mim e muito mais pessoas. Mas o meu maior ídolo é e sempre será o meu pai! Como pessoa e como jogador! Ele fez algo nos anos 80 que ninguém fez. Coisas que começaram a ser vistas muito depois e ele com 2 metros naquela época já estava fazendo”, comentou.

Rúben e Seba, pai e filho. Reprodução/Getty Images.

Início da carreira e lesões indesejáveis

Primeiramente, Seba Mignani deu seus primeiros passos profissionais em 2010, quando estreou no San Martín de Marcos Juarez. Posteriormente, atuou em diversos times, como o Hispano Americano, equipe com o qual chegou na La Liga e disputou a 1ª divisão em 2016/2017. Após um bom momento na equipe de Rio Gallegos, Seba jogou pelo Platense, clube recém promovido à 1ª divisão. Nesse ínterim, o armador viveu um de seus melhores momentos na carreira, até sofrer uma grave lesão que comprometeu sua temporada.

Foi muito complicado. Estava no melhor momento da minha carreira tanto fisicamente quanto no basquete. Tinha acabado de ser campeão e MVP, e de repente fiz uma pausa forçada. Foi um golpe duro, mas sendo um atleta de alto rendimento sempre terei esse risco. Portanto, enfrente-o como deve! Foi o que tive que colocar na cabeça naquele tempo”, relatou.

Já recuperado, o argentino chegou ao Deportivo Viedma para a temporada de 2018/2019, onde disputou o Super 4 daquele ano. Todavia, Seba acabou tento outra grave lesão em seu joelho, o que lhe tirou da temporada. Como resultado, o jogador foi desligado da equipe. Ainda assim, Seba conta a difilcudade de superar esse momento e a as lições que ele tira após encarar esses desafios.

Depois de levantar de um momento muito ruim e estar na quadra novamente, essa vida o coloca à prova novamente sem lhe dar um descanso, isso é fatal. Mas a verdade é que considero que quem fica na estrada é porque não quer mesmo. Sofri lesões muito graves na minha carreira e sempre me levantei. É uma questão de amor próprio, coragem, e ter sempre um objetivo firme em mente. Não é fácil, mas você pode dizer o que fazer! Você é o dono de sua escolha, se vai continuar ou sair. Vou atingir meus objetivos a qualquer custo. Agora estou de volta aos meus pés e lutando”, afirmou Seba.

Basquete no velho continente

Atualmente, Seba Mignani bate um bolão em um país mais frio que sua terra natal: Islândia. A princípio, atuando pelo Thorlakshofn Basketball desde 2020, Seba jamais havia jogado por um time que não fosse da Argentina. Portanto, sua vida mudou de rumo, mas o talento continuou firme e forte. Assim, o argentino nos contou um pouco sobre seu clube atual e o nível da liga local.

El Thor! É uma equipe que atualmente está disputando a Liga Dominnos, que é a 1º divisão da Islândia. Uma liga de bom nível com muitos norte-americanos e europeus vindos da Grécia, Croácia, Sérvia e etc. Ser um país da comunidade europeia significa que muitos destes jogadores podem jogar como jogadores da comunidade e, graças à isso, o nível da liga fica mais forte!”, comentou Seba.

Foto destaque: Divulgação/IG/Sebastián Mignani

Gustavo Silveira

Gustavo Silveira

Tenho 21 anos, estou no 6° período de jornalismo e escolhi essa área justamente por conta do esporte. Assim como no futebol, sou apaixonado por basquete. Tenho como ponto forte a escrita e tiro pro[...]

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