Conheça o EC Sírio, campeão mundial de 1979

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segunda-feira, 17 maio 2021
Basquete

No Ginásio Ibirapuera, no dia seis de outubro de 1979, o Esporte Clube Sírio foi campeão do mundial de clubes, quando venceu o Bosna Saravejo (da atual Bósnia Herzegovina) na prorrogação de uma partida disputadíssima, que acabou em 100 x 98. Como resultado dessa vitória o EC Sírio se tornou o primeiro e único campeão brasileiro do mundial de clubes da FIBA (Federação Internacional de Basquete). Esse é o tema da coluna Garrafão Verde-Amarelo dessa semana.

Por: Arthur Almeida, São Paulo-SP.

EC Sírio

“Foi o melhor time de clubes em que eu joguei na vida”, disse Oscar Schimidt, no documentário “Sírio Campeão, Carnaval no Ibirapuera”. De fato, o time do Sírio daquele ano, comandado por Cláudio Mortari, possuía várias estrelas do basquete brasileiro, como: Eduardo Agra; Marcel de Souza; Marquinhos Abdalla; Marcelo Vido; Dódi; Saiani (o destaque surpresa da final); e certamente o próprio Oscar Schimidt.

O MUNDIAL

O EC Sírio jogou quatro partidas no Mundial de Clubes da FIBA, desses quatro jogos, perdeu apenas um. O Mokan (EUA) venceu o time brasileiro no segundo jogo, por 98 x 91. Entretanto, o Sírio venceu o Quebrasillos (Costa Rica) por 33 pontos no primeiro jogo, no terceiro, venceu o Emerson Varese (Itália). Por fim, o clube brasileiro bateu o Bosna Saravejo (Bósnia Herzegovina) na final, por apenas dois pontos. Durante a competição, Oscar Schimidt foi o cestinha do time em todos os jogos, com uma média de 34,5 pontos/jogo. 

A FINAL – EC SÍRIO CAMPEÃO MUNDIAL DE 1979

Os dois times jogaram a final no dia seis de outubro, no Ginásio Ibirapuera. O público para a final foi imenso, 10 mil pessoas compareceram ao ginásio, e em imensa maioria para torcer para o time da casa. Contudo, o que também impressiona, é que uma parte considerável dessa torcida, eram de outros clubes rivais, que foram ao local para torcer para o EC Sírio. E quando o time venceu a partida, a multidão que estava nas arquibancadas invadiu a quadra em um momento de grande euforia pela vitória do time.

Mas o jogo em si não começou como o time brasileiro queria, já que o visitante chegou a abrir até 10 pontos de vantagem contra o Sírio. Além disso, importantes jogadores do time, como Miachel Ray e Dódi ficaram pendurados por boa parte do jogo. Consequentemente, Cláudio Mortari, colocou o armador Saiani no jogo. Desde o momento que entrou pela primeira vez, no terceiro quarto, o jogador não saiu mais da partida. Ele mostrou ter vantagem contra o time da então Iugoslávia (atual Bósnia) pela sua agilidade, habilidade técnica e por seus passes.

Graças ao novo estilo e a nova energia do time, o jogo ficou mais equilibrado, e quando chegou nos segundos finais, ficou para Oscar Schimidt a responsabilidade de empatar o jogo. O maior cestinha da história do basquete mundial, marcou dois dos mais importantes pontos de seus 49.737 para empatar o jogo em 88×88 e levar a partida para a prorrogação. Já no quarto extra da partida, o Sírio ganhou momento no ataque, e conseguiu criar uma vantagem. Por fim, Marcel marcou o ponto final que garantiu a vitória do time da casa, e consagrou o Esporte Clube Sírio, como campeão mundial de basquete.

Foto Destaque: Divulgação/EC Sírio

Processo Eric

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