Coluna Toque de Letras: Eu Voltei!

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terça-feira, 30 janeiro 2018
Futebol Brasileiro

Permita-me o cantor e compositor Roberto Carlos, usar o título de sua canção para nomear a Coluna Toque de Letras desta semana, para os leitores do site da Rádio Poliesportiva. Até mesmo porque, não vejo outro título mais adequado, quando se trata de ídolos que retornam de longe para defender nossos times de futebol. Exemplo do fato aconteceu recentemente com o meio-campista Hernanes, que voltou do futebol chinês, mas deixou o torcedor são-paulino com água-na-boca, por conta de força contratual, aliado à falta de grana do São Paulo, e “bateu assas” novamente para a China.  Outros nomes importantes do futebol brasileiro, também fizeram a mesma coisa. Raí, em 1998, voltou da França para encerrar a carreira no São Paulo. O mesmo aconteceu com Zico, onze anos antes, que saiu da Udinese para retornar ao “seu” Flamengo.

Outros casos emblemáticos também aconteceram no nosso futebol. Casos de Cerezo, Junior e Sócrates. O primeiro voltou ao Atlético Mineiro para encerrar a carreira em 97 depois de triunfar no futebol com as camisas de São Paulo e Roma. Os outros dois, voltaram ainda com bastante lenha pra queimar para Flamengo e Corinthians depois de breves passagens por Udinese e Fiorentina. Zico até conquistou mais uma vez o Campeonato Brasileiro na polêmica edição de 87. Júnior jogou no Torino e no Pescara da Itália,  e depois voltou ao Flamengo para ser campeão brasileiro em 92, e de lá partir para jogar futebol de areia.

Quando surgiu no Vasco na década de 70, Roberto Dinamite atuou oito anos no cruz-maltino, e se transferiu para o  Barcelona. Jogou no clube catalão por menos de dois anos, atuando em apenas 17 partidas, e marcou apenas oito gols, para retornar ao Vasco. Depois, chegou até mesmo ser presidente do clube cruz-maltino. Juninho Pernambucano e Alex, dois excepcionais meio-campistas, fizeram o mesmo percurso nos anos 90 e 2000. O primeiro brilhou no Fenerbahce, da Turquia, onde conquistou títulos e respeito da torcida antes de encerrar a carreira no Coritiba, o clube pelo qual iniciou sua trajetória profissional. O mesmo fez Juninho Pernambucano, não com o Sport, clube onde iniciou a carreira; mas com o Vasco, onde atuou sete temporadas, antes de brilhar no Lyon por nove anos; para voltar ao cruz-maltino jogando em troca de um salário mínimo. Nesta passagem, foram apenas 20 partidas e dois gols marcados pelo meio-campista com a camisa do Vasco.

O goleiro Júlio César retorna ao Flamengo após 13 anos. FOTO: Twitter Oficial do Clube de Regatas do Flamengo

Romário, que também iniciou a carreira no Vasco, saiu muito jovem para atuar na Europa. Depois de brilhar no PSV da Holanda e no Barcelona, da Espanha voltou para o rival Flamengo, conquistou títulos, antes de servir Valência, e retornar ao Fluminense, e depois para o Vasco novamente, equipe pela qual, segundo os cálculos do mesmo, chegou a marcar seu milésimo gol na carreira.  Não apenas no Brasil, mas também no futebol do velho continente, temos outros exemplos. Casos do meia alemão Lothar Matthäus, que deixou o Bayern em 1988, rumo à Internazionale de Milão, e voltou ao mesmo Bayern em 1992 conquistando ainda, por quatro vezes, a Bundesliga, e uma vez a Copa da UEFA em 96; até se aposentar dos gramados no ano 2000. O Ucraniano Shevchenko, antes de brilhar com a camisa do Milan, jogou no Dínamo de Kiev onde voltou para encerrar a carreira em 2012, após a Eurocopa daquele ano.

Neste 2018, quando falamos do futebol brasileiro, o exemplo é o goleiro Júlio César. Depois de ser lançado pelo Flamengo em 1997, o arqueiro deixou o clube em 2005, para jogar na Internazionale de Milão. Ainda atuou no futebol escocês, no Queens Park Rangers, no Toronto FC do Canadá, no Benfica, de Portugal e no Chievo da Itália. Júlio César também defendeu a Seleção Brasileira em três Copas do Mundo; 2006, 2010 e 2014; sendo as duas últimas como titular.  Em 2018, ele presenteou a torcida rubro-negra.

O goleiro é outro que segue o lema o “bom filho à casa torna”, à risca. Será que o goleiro de 38 anos, conseguirá encantar os torcedores após 3 meses de contrato? Assim como fez o meia Juninho Pernambucano no Vasco, mas ao contrário de outros ídolos citados na coluna, Júlio César também receberá um salário simbólico.  Pressente para o futebol brasileiro e para a torcida do Flamengo, em homenagem a um passado de tantas glórias. Que tenha sucesso e boa sorte, o bom filho que retorna agora, à casa flamenguista.

FOTO:  Clube de Regatas Flamengo – Site Oficial 

Redator: Ivan Marconato, de São Paulo

Repórter da Rádio Poliesportiva, jornalista e pós graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Escreve semanalmente a Coluna Toque de Letras.

 

Ivan Luis Marconato Rocha

Jornalista profissional diplomado desde 1998, e pós graduado em Jornalismo esportivo e negócios do esporte. Atua em webrádio desde 2012. Já trabalhou em jornal de bairro, e por 10 anos na NET Serv[...]

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