Clássicos da Fórmula 1: Nürburgring 1961

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segunda-feira, 01 janeiro 2018
Automobilismo

Se em Mônaco foi formidável, a performance de Moss nos 22,7 Km de Nürburgring, o maior circuito já construído, foi memorável. Nos treinos, Phil Hill tornou-se o primeiro piloto a completar uma volta em Nürburgring em menos de nove minutos. Ele foi seis segundos e meio mais rápido do que Moss, que ainda pilotava a Lotus 18 com motor Climax de quatro cilindros inscrita por Rob Walker, agora atualizada para especificação 21.

Uma pancada de chuva intensa pouco antes da corrida tornou as coisas imprevisíveis; porém a pista estava ficando seca e Jack Brabham acelerou sua Cooper com motor Climax V8 e ficou momentaneamente na liderança até quase rodar e cair para terceiro; depois recuperou a liderança e então abandonou a prova em definitivo.

Moss, ficou então à frente de Phil Hill na primeira volta, antes de a Ferrari o ultrapassar; contudo Moss recuperou a liderança logo a seguir e não a perdeu mais para ninguém. Quando von Trips foi disputar com Hill o segundo lugar na luta pelo Campeonato Mundial, Moss utilizou ao máximo seus pneus e chuva, o composto macio Dunlop Green. Von Trips fez várias voltas mais rápidas, porém Moss reagiu e manteve sua surpreendente vantagem.

Finalmente a pressão começou a dar bom resultado. Entretanto, os carros da Ferrari reduziram a vantagem de Moss para menos de sete segundos e então uma pancada de chuva proporcionou a Moss um alívio de que muito necessitava. Enquanto a chuva aumentava, Hill era ultrapassado por Von Trips em um grande momento da corrida. Moss majestosamente ampliou a sua liderança e venceu por apenas 21 segundos de vantagem. Foi um desempenho fabuloso, pilotando um carro inferior no circuito que mais exigia dos pilotos o esforço mais intenso, e uma vitória alcançada por um caminho difícil.

 

Foto em destaque: The Cahier Archive

 

Redação e adaptação: Luiz Máximo, de São Paulo.

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acom[...]

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