Clássicos da Fórmula 1: Mônaco 1961

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sábado, 23 dezembro 2017
Automobilismo

Todas as preocupações de que esta seria uma temporada monótona se dissiparam logo na primeira prova a ser realizada segundo as novas regulamentações para 1,5 litros.

A Ferrari iniciou a temporada como favorita, depois de passar por uma situação difícil e preparou o elegante 156 com o nariz de tubarão com seus motores planos de 12 cilindros. Enquanto isso, as equipes inglesas percebiam desoladamente que as regras não seriam alteradas. Contudo, no treino de classificação, as primeiras posições foram ocupadas pelas Lotus 18 de Stirling Moss e 21 de Jim Clark, e entre as duas encontrava-se a Ferrari de Richie Ginther. Em quarto lugar estava a BRM-Climax de Graham Hill ao lado da Ferrari de Phil Hill. Todos os carros ingleses estavam equipados com o velho Climax de quatro cilindros, pois os novos V8 ainda iam demorar a ficar prontos; mas eram adequados para as características do circuito de Mônaco.

Ginther logo tomou a liderança de Clark, mas quando a bomba de combustível do carro do escocês começou a falhar, Moss também o ultrapassou ficando logo atrás da Ferrari. Então Moss e Jo Bonnier, com seus Porsches, passaram à frente na 14ª volta. Na 30ª volta, Phil Hill passou a ocupar a segunda colocação, dez segundos atrás de Moss.

Contudo na 68ª volta, Hill tinha tirado cinco segundos da vantagem de Moss, embora os freios da Ferrari estivessem perdendo a eficiência e o motor também começava a falhar. Então Hill sinalizou para que Ginther atacasse novamente, e ele acelerou o bastante para ficar a um décimo de segundo do recorde da McLaren de Bruce de 2,5 litros, na 84ª volta, com 1m, 36s. Moss igualou o tempo de Ginther na volta seguinte, os dois incrivelmente três segundos mais rápidos do que no treino de classificação, como resultado da intensidade da luta. Durante as dez voltas finais a diferença entre eles nunca foi superiora cinco segundos, ambos no limite, depois de 2h, 45m de corrida. Moss, com um carro inferior, terminou apenas 3 segundos à frente, após cem exaustivas voltas.

 

Foto em destaque: The Cahier Archive

 

Redação e adaptação: Luiz Maximo, de São Paulo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acom[...]

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